A HISTÓRIA DO VÔO DA PAZ
Uma explicação inicial
Uma homenagem

                                                                                                                                             
                                                DO ALASCA AO RIO DE JANEIRO DE HIDROAVIÃO
UMA EXPLICAÇÃO INICIAL

O Piloto PAULO MIRANDA, experiente Comandante e Proprietário do Hidroavião Cessna Modelo A185F Prefixo PT-JNM, havia sido convidado pelo Cmte Pedrosa para realizar o VÔO DA PAZ –  de MANAUS para o RIO DE JANEIRO.
Em seus registros, além de Checador Oficial de Pilotos de Hidroavião, a serviço do ex-DAC, os muitos anos de Amazônia, de onde era natural.          
                                                                                         
Voando diversos tipos de aeronaves, PAULO MIRANDA, além de piloto de hidroavião, era experiente piloto de helicóptero, tendo atuado em empresas que prestam serviços à PETROBRÁS, principalmente em Macaé, RJ, onde, durante uma quinzena a cada mês, transportava diversas turmas de petroleiros para as plataformas.

Na Amazônia voava o seu próprio Hidroavião PT-JNM, com o qual havia constituído, em Manaus, a primeira empresa genuinamente voltada para hidrovôos no Brasil.

Em 11 de novembro de 2004, executando um vôo na região do Arquipélago Fluvial das Anavilhanas, próximo a Manaus, esse brilhante Piloto, ao realizar uma manobra para facilitar a tomada fotográfica dos repórteres da revista National Geographic, que estavam fazendo a cobertura do projeto do Piloto Gerard Moss, acidentou-se e veio a falecer no local.

Abalados com a perda, interrompemos imediatamente o nosso projeto, por ele incentivado desde 2003.

No entanto, em contato com a família do Cmte Paulo Miranda, representada por sua filha Jéssica, decidimos, em conjunto, que a melhor forma de valorizar os esforços que ele havia feito, seria dar prosseguimento aos vários trabalhos do VÔO DA PAZ, em pról da hidroaviação, como também tinha sido desejo dele.

Desde o início ele havia se integrado ao VÔO DA PAZ.
Amigo e conselheiro, era experiente o bastante para ter deixado com os organizadores do VÔO DA PAZ os elementos essenciais necessários para a continuidade destes trabalhos.

Paulo Miranda, o querido "Paulo Brama", apelido que o acompanhou por ter sido seu pai proprietário da revenda da cervejaria em Manaus, projetava até mesmo sua substituição, no caso fortuito de sua ausência, o que acabou acontecendo da forma mais dolorosa para todos aqueles que o auxiliavam em seus cuidados na preparação da Prova, até então apenas projetada pelo interior brasileiro.

Ele sabia que cada uma dessas hidrobases, a serem reconquistadas, seria necessária nos próximos anos, estimulando novos Pilotos a perseguir o sonho do restabelecimento, no Brasil, desse que é considerado, pelo Mundo à fora, o mais livre dos vôos: o Vôo do Hidroavião.


Placa da Passagem do Vôo
UMA HOMENAGEM

Como uma justa homenagem ao trabalho deste valoroso herói da nossa Aviação e da Hidroaeronáutica, decidimos dar sequência a todo o trabalho, com amplitude internacional, como ele havia previsto. 

E por isso vamos colocar seu nome ao lado do nome dos Pilotos que realizarão a Prova do Alasca ao Rio de Janeiro, em Placa Comemorativa da Passagem do VÔO DA PAZ na escala brasileira em Manaus. 

Será uma homenagem singela àquele que simbolizou o antigo espírito desbravador dos Pilotos de Hidroavião que fizeram a História da Aviação Civil em todo o Mundo.

Conte também essa história e continue voando conosco.
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