DO ALASCA AO RIO DE JANEIRO DE HIDROAVIÃO
As Rotas, Planilhas e Cartas de Pouso
A Prova do Vôo da Paz, antecipando o planejamento para o Rally Internacional, consistirá em realizar um vôo do Alasca ao Rio de Janeiro cobrindo as distâncias entre as escalas definidas, sempre nos tempos previstos. Mantendo a regularidade da rota o Vôo da Paz atenderá aos compromissos promocionais e publicitários no Brasil e nos outros territórios sobrevoados, à semelhança do que ocorrerá durante o Rally Internacional.

É esse planejamento de vôos, escalas e tempos, a ser realizado pelo Vôo da Paz, que  permitirá a elaboração das Planilhas dos Pilotos para o Rally Internacional do Hidroavião.

Usando como referência o C-185 do Vôo da Paz, com suas características devidamente conhecidas e controladas na rota realizada, aqui identificada na linha encarnada do mapa ao lado, sendo as demais  rotas ajustadas para os diferentes tipos de equipamentos e motorizações.

Desse modo, quando os Hidroaviões chegarem ao Rio de Janeiro por diferentes rotas participando do Rally Internacional esses dados serão muito úteis..
Os participantes entrarão pelo Sul, pelo Nordeste e por pelo menos três principais rotas de entrada das existentes na região Norte.
Seja qual for a entrada, a rota será planejada e apoiada com serviços e combustível.

Cada amerissagem e decolagem, atendendo aos critérios técnicos indicados pelos pilotos do Rally para seus equipamentos, será apoiada nas Cartas Aeronáuticas e Náuticas existentes. Porém cada planilha a ser usada em 2009 pelos pilotos do Rally, que seguirão as rotas definidas, terá que apontar as dificuldades e facilidades dos trechos e as exigências de tempos entre os pontos no território nacional.

Desses calculos surgirão as necessidades de missões especiais (stop, fly and go) para equilibrar o rating entre as diferentes aeronaves, mono ou multimotores. A planilha apontará as alternativas prováveis e os apoios existentes, elementos e equipamentos de comunicação, seus raios de alcance e o que for necessário passar aos participantes.
O Vôo da Paz - Do Alasca ao Rio de Janeiro de Hidroavião, além de marcar essas rotas para o Rally, será um instrumento fundamental para a construção de Cartas de Pouso, base das Planilhas a serem usadas pelos participantes.

Uma Carta de Pouso proporciona uma ilustração do hidroaérodromo e facilita a aproximação para a hidropista na qual se deseja aterrisar.

Permite também a transição de vôo por instrumentos (IFR) ao vôo visual (VFR), por referências das ajudas visuais e pelo reconhecimento, desde o ar, das características mais importantes do hidroaeródromo e de suas vizinhanças imediatas.

Além de proporcionar a informação necessária para a amerissagem (water landing), a Carta de Pouso para Hidroaviões facilita a rápida saída da hidropista depois do pouso na água.
No Brasil não há, ainda, um projeto governamental para a confecção dessas cartas para hidroaviões por serem raros no país.


A produção das cartas aeronáuticas é obrigatória para todos os aeródromos convencionais e são utilizadas regularmente pela aviação civil e militar, no mundo todo. A proposta do Vôo da Paz é preparar Cartas de Pouso para Hidroaviões, iniciando esse preparo, através da confecção das planilhas de vôo do Rally.

O Projeto poderá então recriar a rota esquecida dos Catalinas e mapear as condições técnicas de pouso e decolagem, de comunicação, abastecimento e reabastecimento de hidroaviões, além de garantir os meios físicos de apoio para essas aeronaves, seus pilotos, tripulantes e passageiros, numa futura investida comercial.


As Rotas a serem seguidas durante a competição não dispõem hoje, nem nas Capitais dos Estados a serem visitados, desse tipo de Carta de Pouso para Hidroaviões.

As planilhas do Rally, com suas especificações elaboradas com essa finalidade, permitirão que sejam, depois, produzidas Cartas de Pouso para Hidroaviões, com vistas ao seu uso posterior nas Hidrobases Brasileiras que serão constituídas.

É tão grande a importância de um hidroaeródromo e uma hidropista para a navegação aérea em hidroaviões, quanto para os aviões convencionais é fundamental a existência dos aeródromos, seus controles e suas pistas.

Um exemplo de resultados é a Carta de Pouso para Hidroaviões elaborada para a cidade de Vitória.
Cada Carta de Pouso assim elaborada, submetida posteriormente aos critérios técnicos da Aeronáutica e da Marinha, que darão a palavra final quanto a sua publicação, serão úteis na salvaguarda da vida humana nas regiões a serem operadas exclusivamente por hidroaviões, auxiliando o embarque e desembarque de passageiros e cargas nesses locais inacessíveis às aeronaves convencionais.

Tanto as aeronaves tipo hidroavião do exterior, quanto as nossas próprias aeronaves que não sejam anfíbias, ainda não podem voar ao centro e sudeste ou sul do Brasil, exatamente por falta desse tipo de apoio, tanto do reabastecimento quanto das condições mapeadas de pousos e decolagens nas superfícies líquidas.

A inexistência no Brasil, até hoje, dessas Cartas de Pouso para Hidroaviões, tem como causa o reduzido número dessas aeronaves com capacidade de pouso sobre água, impedindo a chegada de outros visitantes.
Por isso os hidroaviões que existem no Brasil estão restritos a voar na Amazônia. E não estamos nos referindo a ultraleves anfíbios, cuja presença em outras regiões é estimulante ver.

Porém, além dessas poucas aeronaves brasileiras da Amazônia, a Prova do Vôo da Paz, como precursora do Rally Internacional do Hidroavião, pretende demonstrar aos hidroaviões do hemisfério norte, que o Brasil dispõe de apoio, a partir dessa iniciativa, para esses potenciais visitantes.

A expectativa é divulgar a prova principalmente nos Estados Unidos e no Canadá onde existem cerca de 65.000 aeronaves desse tipo.

A Prova do VÔO DA PAZ estará, portanto, na parte brasileira, abrindo a Rota do Turismo Hidroaeronáutico, como já é feito na Amazônia, conquistando não apenas o Interior do País, mas também importantes cidades da Costa Brasileira.

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