O DORNIER DO-24 DÁ A VOLTA AO MUNDO
E  PASSA PELO RIO DE JANEIRO

PRIMEIROS MOMENTOS


O "Atlântico",
projeto de Claudius Dornier, era um hidroavião de asa alta, com 23,20m de envergadura e 18,20m de comprimento, dotado de 2 motores BMW VI, em "V", somando 2.600 HP "in tandem".

Foi construído, a princípio, na Itália, pelas restrições da 1ª Guerra e fez seu 1º vôo em 1922, tendo operado até 1936.

Podia transportar de 8 a 10 passageiros e 2 tripulantes.

Foi o 1º avião comercial brasileiro, registrado pela VARIG em 1927, e vôou sob o comando de Rudolf Cramer von Clausbruch.

Outro projeto de Claudius Dornier foi o DO-X,  também de asa alta, porém com 48m de envergadura e 40,m de comprimento, dotado de 12 motores em tandem, fazia 175 km/h, podendo transportar até 72 passageiros


A maquete do Dornier DO-X existente no Museu Aeroespacial da Aeronáutica, na Base Áerea dos Afonsos, traz em suas linhas os traços do construtor, avô do Captain do DO-24 ATT.

Ele passou pelo Rio de Janeiro em 1931, em sua primeira viagem ligando a Europa, a América do Sul e a América do Norte.

Em função de sua autonomia limitada a 2.800 km, uma estrutura de navios tanque foi montada para atendê-lo no meio do Oceano Atlântico, servindo de base para as linhas regulares que logo começaram a praticar vôos transatlânticos com outros hidroaviões Dornier.

Quase 65 anos após, o neto de Claudius Dornier se preparava, no Rio de Janeiro, para completar o ciclo histórico de seu avô.


Para isso convidou o Piloto do Vôo da Paz Luiz Flávio Basso Pedrosa para compor sua tripulação, na condição de co-piloto, usando sua experiência na VARIG, onde  trabalhava, na ocasião.

Todas as providências foram tomadas para o Vôo e o Pouso nas águas da Baía de Guanabara ocorrerem no Domingo dia 26 de fevereiro de 2006.

Estavam a postos as tripulações das Lanchas da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, da Escola Naval, do G-Mar do Corpo de Bombeiros, além da coordenação da Torre de Controle do Aeroporto Santos Dumont para as evoluções previstas.


O abastecimento foi coordenado pela SNB com a BR Aviation, para que a Latina, como Iren Dornier designou o DO-24 ATT, pudesse ser abastecida dentro da Base Aérea dos Afonsos.

Todos a bordo, a Latina decola...
Logo percebe-se que o trem de pouso não recolhe totalmente.

Algumas voltas sobre o campo e depois de algumas manobras técnicas, Iren decide retornar, para reparar o sistema hidráulico do trem de pouso. Frustração de todos. Estava adiado por mais um pouco o vôo histórico do Dornier.
Mas ele aconteceu: veja a seguir como foi.


Expomar-Rio

Galeria de Fotos do Dornier

Primeiros Momentos



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