| DO ALASCA AO RIO DE JANEIRO DE HIDROAVIÃO |
| Um
Pouco da Nossa História |
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O VÔO DA PAZ vai promover o retorno dos
hidroaviões
à cidade onde eles chegavam na fase pioneira da
Aviação: o Rio de Janeiro
Em 1924 os biplanos Breguet 14 da Missão Latécoère, da Compagnie Générale d'Entreprise Aéronautiques já escalavam, com seus flutuadores, pelas águas da Baía de Guanabara. Em 14 de janeiro de 1925 os pilotos franceses fizeram um vôo experimental entre Rio e Buenos Aires, com as malas de correspondência e jornais vindos da Europa para o Brasil e Argentina. Os hidroaviões da companhia francesa tocavam primeiro em Natal, no Rio Grande do Norte, depois de escalarem em Dacar, na África. Já em Natal, depois da travessia atlântica, dividiam suas rotas para o Norte, indo até Manaus pela costa, ou desciam até a foz do São Francisco e dalí penetravam sobrevoando o rio. Parte dessa rota, ao abandonar o leito do rio era buscando o Tocantins, para seguí-lo até Belém. Para o Sul, indo até Buenos Aires, faziam escala em Vitória e no Rio de Janeiro. Nas suas rotas os franceses disputavam com as tripulações alemãs. Com isso ambos atingiram metas até então não alcançadas, fazendo evoluir, de modo acelerado, as condições técnicas da Aviação. |
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O
Dornier Wal
"Atlântico" chegou em 17 de novembro de 1926
às águas da Baía de Guanabara, vindo de Buenos
Aires para demonstrar, naquele vôo de dez dias, a pretendida rota
da
Condor Syndikat.
Depois, em 1927, ao fundar a VARIG, Otto Ernst Meyer conseguiu com o Condor Syndicat, que já fazia a rota Rio de Janeiro-Rio Grande, a incorporação em 15 de junho de 1927, daquele mesmo Dornier Wal "Atlântico", o qual entrou para os registros aeronáuticos brasileiros, com o prefixo P-BAAA, como a primeira aeronave de empresa nacional. Em 5 de março de 2006 outro Dornier completava esse ciclo histórico: confira aqui! |
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O
VÔO DA PAZ
é, portanto, nessa parte nacional,
uma
Prova aerodesportiva
que reacende a chama histórica da Hidroaviação.
Ao mesmo tempo busca a reintegração das rotas hidroaéreas do interior do Brasil, já que elas foram abandonadas há muitos anos, desde que os últimos Catalinas deixaram de voar por essas águas. Abrindo as rotas ao Rally Internacional do Hidroavião, o Vôo da Paz acabará por trazer ao Rio de Janeiro várias aeronaves, hoje dedicadas aos vôos de Turismo, mas que lembram aquela época áurea da Aviação. |
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