|
|
"
Quero agradecer
a presença de todos.
Conseguir reunir, na véspera de um feriado,
uma platéia
tão importante significa que o tema é importante. Entendo
que eu não seria a pessoa mais indicada, dentre os presentes,
para falar sobre a Aviação Civil. Afinal, temos aqui
entre nós um Ministro da Aeronáutica que poderia nos
brindar com informações bem mais lúcidas do que
aquelas que pretendo ensaiar junto a este Conselho. Entretanto,
estaremos aqui falando sob a ótica do Movimento Asas da Paz,
que, por uma circunstância da vida, eu coordeno no Brasil, em
contato com outras organizações internacionais. Fui
tocado por uma série de situações convergentes,
não apenas depois do 11 de setembro, mas, certamente, com muito
mais força a partir daí.
Como estaremos falando de uma crise da
Aviação Civil,
quero iniciar exatamente por um histórico.
Em abril de 1993, o Presidente dos Estados Unidos e
o Congresso
Americano, preocupados com a crise em suas empresas aéreas, que
haviam perdido dez bilhões de dólares nos três anos
anteriores, criaram, por meio da Lei Pública 103/13, a
Comissão Nacional para Assegurar uma Indústria
Aérea Forte e Competitiva.
Vejam que não estamos falando de 11
de
setembro; não
estamos falando de 2001; estamos falando de 1993, fazendo
referência a prejuízos acumulados naquela
indústria, desde 1990.
Os princípios que nortearam as
recomendações do
governo americano naquela comissão foram:
|
 |
|
a) O sistema de transporte aéreo dos Estados
Unidos deve ser
eficiente e tecnologicamente superior.
Vejam bem: superior. O que significa que eles tinham
como
referência a eles próprios e queriam, ainda assim, manter
essa superioridade.
b) O sistema de transporte aéreo deve ter o
poder financeiro
para responder a mudanças rápidas de cenários.
Essa capacidade de resposta a mudança de
cenários passa,
evidentemente, pela capacidade financeira.
Se falamos, hoje,
de uma crise na Aviação Civil, estamos
falando da incapacidade de responder a essas mesmas mudanças de
cenário.
Nessa comissão, portanto, uma das metas seria
exatamente essa: o
sistema de transporte aéreo dos Estados Unidos deve movimentar
pessoas, produtos e serviços de maneira eficiente; e aí,
complementamos, para mercados onde quer que eles existam.
Começamos a falar, evidentemente, de uma
capacidade poderosa de
investir para atravessar os céus e chegar onde fosse
necessário chegar para atingir mercados, onde quer que eles
existam. Isso consta de um planejamento governamental de uma das
nações mais ricas do mundo, na proporção de
sua potencia.
E é evidente que isso interfere diretamente
em qualquer outro
planejamento, em países de menor tamanho, de menor envergadura,
com menos condições ou menos capacidade de obter vontade
política para ação.
Vamos fazer algumas reflexões.
A concorrência é global e pode ser
pesada. Ela pode ser
contraproducente para todos e pode ter conseqüências sociais
que precisam ser evitadas ou atenuadas. Estou me referindo a um
planejamento que, de imediato, mostrei a vocês, não
é o nosso planejamento, não é um planejamento
existente na nossa Aviação Civil.
Esse planejamento para
afrontar mercados, agressivamente, chegando onde quer que estejam,
é um plano de 1993.
|
|
 |
| Seguir |
|
 |
|