1º
FÓRUM NACIONAL DE TURISMO AQUAVIÁRIO
DOCUMENTO
FINAL
A
CARTA DO RIO
Parte
II
A
crise mundial que afetou em anos recentes o Turismo internacional
muito exigiu e exigirá ainda mais dos profissionais brasileiros,
como também muito mais está exigindo das nossas
autoridades municipais, estaduais e federais de todas as áreas
afetadas pelas atividades turísticas e, em especial, as que
dizem respeito ao meio aquaviário.
Representando parte dos
que se preocupam em apresentar
soluções e alternativas a essa demanda, a Sociedade
Náutica Brasileira – SNB, lutando pela adoção de
meios próprios para o setor e partindo do princípio de
que a estratégia de divulgação do “sol e praia”
ainda é um grande referencial para o turista estrangeiro, tanto
quanto o é para o brasileiro, seja ele do sul ou do norte, do
leste ou do centro-oeste, firmou convênio com o Ministério
do Turismo para realizar a Expomar Verão - 1º
Fórum Nacional de Turismo Aquaviário.
A
análise produzida ao longo dos trabalhos do Fórum
demonstra que o setor está buscando se organizar, qualificar e
estratificar, para acelerar o atendimento a seus clientes, bem como
conquistar a chegada de novos turistas, vindos dos outros estados do
país e principalmente do exterior, para usufruírem os
programas do Turismo Marítimo e os passeios do Turismo
Náutico, em todas as suas vertentes, estejam elas já
consolidadas ou não.
Com
a necessidade de dar rentabilidade ao capital investido ou ainda
para obter a chegada de novos capitais, entenderam os participantes do
Fórum ser necessário propugnar pela
formação de um sistema próprio de investimentos
que, quando adotado e aceito de modo organizado pelo mercado, pelas
autoridades e pelos legisladores nacionais, poderá levar este
segmento, que abriga milhares de trabalhadores diretos e muitos
milhões de empregos indiretos, compreendidos na mesma
correlação de propósitos turísticos, a
conquistarem em conjunto, uma legislação pertinente
à formulação de uma Política de Turismo
Aquaviário.
Ficou
expresso ainda, na formulação democrática
dos debates, que caberá sempre a cada empreendedor do Turismo
Aquaviário identificar a faixa de público à qual
aplicará seus esforços e a liberdade de descobrir como
sua embarcação deverá propiciar, com a melhor
qualidade possível, o melhor aproveitamento econômico para
a navegação turística projetada.
Foi
debatido e deixado bem claro que o empresário do Turismo
Náutico, diferentemente do empresário do Turismo
Marítimo, geralmente oriundo de camadas economicamente
instáveis, não é, por si só, capaz de
promover qualquer tipo de desenvolvimento esperado de empresas bem
estruturadas, necessitando de apoio institucional mais bem elaborado e
focado na ação turística que ele desenvolva.
Nem ele é capaz,
isoladamente, de responder às
exigências de um mercado crescente onde a necessidade de manter a
qualificação das embarcações, para vencer a
crise instalada, mostra uma tendência oposta, do turista, de
buscar preços cada vez mais baixos para os seus passeios.