1ºFórum Nacional de
Turismo Aquaviário

Abertura Solene do Fórum: Dia 21 de Setembro de 2006 às 09:00 horas.
Período do Fórum: Dias 21 a 23 de Setembro de 2006
Encerramento do Fórum: Dia 23 de Setembro de 2006 às 19:00 horas.
Horário do Fórum: Das 09:00 horas às 19:00 horas.



1º FÓRUM NACIONAL DE TURISMO AQUAVIÁRIO

DOCUMENTO FINAL

A CARTA DO RIO
Parte II


A crise mundial que afetou em anos recentes o Turismo internacional muito exigiu e exigirá ainda mais dos profissionais brasileiros, como também muito mais está exigindo das nossas autoridades municipais, estaduais e federais de todas as áreas afetadas pelas atividades turísticas e, em especial, as que dizem respeito ao meio aquaviário.

Representando parte dos que se preocupam em apresentar soluções e alternativas a essa demanda, a Sociedade Náutica Brasileira – SNB, lutando pela adoção de meios próprios para o setor e partindo do princípio de que a estratégia de divulgação do “sol e praia” ainda é um grande referencial para o turista estrangeiro, tanto quanto o é para o brasileiro, seja ele do sul ou do norte, do leste ou do centro-oeste, firmou convênio com o Ministério do Turismo para realizar a Expomar Verão -  1º Fórum Nacional de Turismo Aquaviário.

A análise produzida ao longo dos trabalhos do Fórum demonstra que o setor está buscando se organizar, qualificar e estratificar, para acelerar o atendimento a seus clientes, bem como conquistar a chegada de novos turistas, vindos dos outros estados do país e principalmente do exterior, para usufruírem os programas do Turismo Marítimo e os passeios do Turismo Náutico, em todas as suas vertentes, estejam elas já consolidadas ou não.

Com a necessidade de dar rentabilidade ao capital investido ou ainda para obter a chegada de novos capitais, entenderam os participantes do Fórum ser necessário propugnar pela formação de um sistema próprio de investimentos que, quando adotado e aceito de modo organizado pelo mercado, pelas autoridades e pelos legisladores nacionais, poderá levar este segmento, que abriga milhares de trabalhadores diretos e muitos milhões de empregos indiretos, compreendidos na mesma correlação de propósitos turísticos, a conquistarem em conjunto, uma legislação pertinente à formulação de uma Política de Turismo Aquaviário.

Ficou expresso ainda, na formulação democrática dos debates, que caberá sempre a cada empreendedor do Turismo Aquaviário identificar a faixa de público à qual aplicará seus esforços e a liberdade de descobrir como sua embarcação deverá propiciar, com a melhor qualidade possível, o melhor aproveitamento econômico para a navegação turística projetada.

Foi debatido e deixado bem claro que o empresário do Turismo Náutico, diferentemente do empresário do Turismo Marítimo, geralmente oriundo de camadas economicamente instáveis, não é, por si só, capaz de promover qualquer tipo de desenvolvimento esperado de empresas bem estruturadas, necessitando de apoio institucional mais bem elaborado e focado na ação turística que ele desenvolva.

Nem ele é capaz, isoladamente, de responder às exigências de um mercado crescente onde a necessidade de manter a qualificação das embarcações, para vencer a crise instalada, mostra uma tendência oposta, do turista, de buscar preços cada vez mais baixos para os seus passeios.

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