1ºFórum Nacional de
Turismo Aquaviário

Abertura Solene do Fórum: Dia 21 de Setembro de 2006 às 09:00 horas.
Período do Fórum: Dias 21 a 23 de Setembro de 2006
Encerramento do Fórum: Dia 23 de Setembro de 2006 às 19:00 horas.
Horário do Fórum: Das 09:00 horas às 19:00 horas.



1º FÓRUM NACIONAL DE TURISMO AQUAVIÁRIO

DOCUMENTO FINAL

A CARTA DO RIO
Parte III

A navegação do Turismo Náutico, semelhante às demais formas economico-empresariais da navegação do Turismo Marítimo, e até mesmo da navegação cargueira, da navegação off-shore, da de interior de porto e até mesmo da navegação amadora, não prescinde de profissionais que se formam nas mais baixas camadas da população brasileira e que, aos poucos vão, de experiência em experiência, se aproximando das inúmeras oportunidades, até o momento de poder estudar e obter sua habilitação na Marinha.

No entanto, enquanto as outras partes do Sistema Marítimo dependem de receitas próprias para compensar seus preços e custos, em sua natureza diversa, e até mesmo os navios de Turismo de Cruzeiros se deslocam para outros mercados fora do Brasil, o setor nacional do Turismo Náutico, quer pela sazonalidade específica, quer por ser uma função ainda complementar das atividades dos diversos parceiros do Trade Turístico, não tem como apresentar custos equilibrados com uma curva crescente de receitas. 

Houve entendimento, entre os participantes do Fórum, de que é comum a paralização das atividades com embarcações do Turismo Náutico, logo após a alta estação, com a retomada quase um ano adiante, enquanto os navios de Cruzeiros Marítimos podem sair do Brasil e irem operar em outros pontos de atração, como o Mediterrâneo e o Caribe.

Ao longo do período de baixa estação, por falta de divulgação do “sol e praia”, ainda que existente em grande parte do Brasil, o movimento de cada embarcação, mesmo operando algum eventual tipo de saída para programação de Turismo Náutico, continua sendo inferior a 10% do período da alta estação, comprovando com isso que a renda proveniente do movimento, no período da baixa estação, não paga os custos operacionais do ano.

Em face dessa circunstância os participantes entenderam ser necessário, sob o ponto de vista estratégico, e dentro de uma política global de Turismo que pretenda alcançar índices elevados de captação internacional, que os investimentos nas embarcações do Turismo Náutico e na qualificação de suas tripulações, tornam-se ações públicas a serem pensadas no âmbito de governo.

Do mesmo modo a construção de navios de Cruzeiros Marítimos, quando apoiada em programas nacionais de incentivo à construção naval, específica para o setor do Turismo, tornará a potencialidade da oferta de serviços turísticos sensivelmente mais econômica, por unidade de turista transportado, do que outros investimentos em navios estrangeiros que venham operar exclusivamente na costeira, ainda que o tempo de maturação exceda, no momento, as perspectivas governamentais imediatas para o setor.

Entenderam os participantes do Fórum que é possível, desse modo, resolver uma incongruência amplamente exposta pela Hotelaria em geral, composta por todos os meios de hospedagem representados que foram pelos Presidentes da Resorts Brasil e da ABIH, afetados pelo fato de que o brasileiro, que como turista paga em moeda nacional, se interessa pelo preço cada vez mais baixo e pela oferta cada vez maior de navios que chegam para fazer a costeira.

O Turismo Aquaviário deve ser considerado como importador de divisas, além de fornecer um suprimento adicional da receita tributária, impondo-se tratar o uso das embarcações de Turismo, quer Navios de Cruzeiros, quer Veleiros ou Iates internacionais, quer Escunas, Veleiros ou Lanchas nacionais, diferentemente dos cálculos projetados pelas autoridades do setor e apresentados ao país como solução econômica, pois a todos os brasileiros deve interessar o estudo de um eventual custo social mais alto.

A compatibilização desses fatores de interesse deverá englobar a congregação de todos os fatores da produção no Turismo Aquaviário, inclusive o tempo de uso da embarcação para diferentes cruzeiros, em diferentes locais, variáveis em cada programa e em cada tipo de embarcação, bem como a exigência de qualificação dessas embarcações a serem usadas, da participação diferenciada das suas tripulações e até a identificação das próprias dificuldades inerentes à navegação nas respectivas áreas de atuação.

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