1ºFórum Nacional de
Turismo Aquaviário

Abertura Solene do Fórum: Dia 21 de Setembro de 2006 às 09:00 horas.
Período do Fórum: Dias 21 a 23 de Setembro de 2006
Encerramento do Fórum: Dia 23 de Setembro de 2006 às 19:00 horas.
Horário do Fórum: Das 09:00 horas às 19:00 horas.



1º FÓRUM NACIONAL DE TURISMO AQUAVIÁRIO

DOCUMENTO FINAL

A CARTA DO RIO
Parte IV


Os participantes entendem ter ficado claro que uma das principais características a ser considerada nessa diferenciação entre os diferentes braços do Turismo Aquaviário é que o custo e uso do lugar por turista é diferente do custo e uso do assento por passageiro, ainda que sejam ambos passíveis calculados por milha navegada.

Enquanto o Turismo Náutico é afetado pela sazonalidade e demais fatores já discutidos, o setor do Turismo Marítimo é influenciado pelas distâncias entre destinos, pelos congestionamentos do tráfego na entrada e saída dos terminais existentes, na dificuldade pela inexistência de terminais turísticos em pontos de concentração motivacional, pelos trechos de navegação costeira, pela existência ou inexistência de balizamentos e ainda pela existência da poluição ou de escolhos e perigos submersos nos trechos aquaviários.

Os participantes perceberam, ao longo dos debates, a diferença entre os dois segmentos e a necessidade de uma interpretação adequada que permita, tanto nas normas da Autoridade Marítima quanto nas aplicações de investimentos e políticas públicas, que os setores de navegação de Passageiros, com seus critérios de regularidade entre pontos, de navegação de Turismo Marítimo, com suas especificações quanto aos Cruzeiros Internacionais e Nacionais,  e ainda a navegação de Turismo Náutico, com toda a miríade de ações que nela se reúnem, inclusive se assemelhando em muitos casos, ao setor da navegação do esporte e recreio,  venham todos, de per si, a serem identificados, regulados e diferentemente beneficiados.

Do mesmo modo, perceberam os participantes a dificuldade do gerenciamento técnico nas atividades do Turismo Aquaviário, quando exercido nas áreas e águas costeiras, considerando que essas dificuldades não ficam apenas restritas às questões sazonais ou das crises internacionais e outras intercorrências.

Entenderam, ao longo dos debates do 1º Fórum Nacional de Turismo Aquaviário que, seja qual for o tipo de navegação praticada, os bons resultados operacionais, sensíveis para o turista em geral, serão sempre conseqüência da aplicação do conhecimento gerencial quanto aos custos operacionais de cada embarcação operada.

Acreditam assim, que para obtermos a otimização empresarial, tanto quanto para atingirmos a adequação da frota de Turismo Aquaviário, torna-se exigível inicialmente a preparação gerencial das administrações de embarcações, inversamente ao processo de constituição preliminar de empresas de navegação.

Do mesmo modo entendem os participantes do Fórum ser necessário desenvolver programas de estimulo à concepção de que sendo a embarcação um Capital este deve ser administrado pelo proprietário para a formação de sua empresa. Portanto, a boa gerência dos recursos da embarcação antecederá à constituição da própria empresa de Turismo Náutico, esta sim resultando dos meios e dos interesses de expansão de cada proprietário.

Perceberam os participantes que uma empresa de Turismo Náutico resultará sempre da redução dos custos aplicados na recuperação, conservação e manutenção da embarcação inicial, com a qual o operador iniciou suas atividades, hoje ainda em número muito reduzido, nas diferentes partes do Brasil.

No caso do Turismo Náutico tais custos podem ser englobados como reparos navais, pelas fontes financiadoras, mas quando os investidores estão disponíveis exigem a formação prévia da empresa e do seu capital, com isso excluindo qualquer possibilidade de análise de financiamento, pelas próprias condições atuais do setor.

Discutiram os participantes do Fórum quanto às alternativas, entendendo ao final que esses valores, em princípio, são formados pela embarcação de Turismo e na maior parte das vezes consistem no único capital que o proprietário pode reaplicar sob forma empresarial.

Concluíram, igualmente, que isso não é base suficiente, no mercado, para a expansão continuada do setor do Turismo Náutico, ainda sem a organização necessária, razão essa do desinteresse de aplicação por parte de investidores ou financiadores.

Entenderam ainda que haverá imediata necessidade de reformulação da política creditícia para o setor, ou sequer ele será parte integrante do sistema proposto para a obtenção dos resultados governamentais esperados para a ação do Turismo em geral.

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