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O Seminário Nacional de
Aviação Civil publica a Matéria produzida pelo
Comissário Aposentado José Carlos Bolognese, devidamente
autorizado pelo mesmo para as inclusões de imagem e
citações relativas ao seu texto.
Ao mesmo tempo espera
que o Texto em Debate e as
reflexões dele decorrentes possam acontecer a tempo de evitar
decisões errôneas contra a Aviação
Brasileira, contra a Família Brasileira e contra o
Cidadão Brasileiro, que deixou de contar com um serviço
de transporte aéreo como o da Varig, no Brasil e no exterior.
Outros
textos sobre Varig, Vasp, Transbrasil e mesmo as mais antigas,
serão
Bem-Vindos.
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Senhores
Parlamentares,
Sugerimos que leiam e reflitam sobre a matéria abaixo, uma
manifestação de Trabalhadores de Verdade, e por favor
avaliem o quanto o Brasil perdeu nesses dois anos em
transferência de divisas para empresas estrangeiras,
(não) recolhimento de impostos decorrente desse fato,
extinção de empregos, empobrecimento de aposentados e
muito mais.
Se foi atitude inteligente acabar com a VARIG, então precisamos
de uma sonda da NASA
para verificar que inteligência é essa........
JC Bolognese
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| O Dia do Trabalho, que
em primeiro de Maio celebra conquistas e aponta avanços a
realizar, pode ser festejado, ou lembrado com tristeza e
esperança, conforme se encontre cada categoria ou grupo de
trabalhadores em particular. |
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Nos tempos de hoje, as
pessoas que conseguem completar o ciclo produtivo de suas vidas e se
aposentar adequadamente, podem ver o primeiro de Maio como data a ser
comemorada.
Outros
que continuam ativos, com seus direitos de
trabalhador respeitados pelos empregadores e protegidos pelas
instituições, também devem celebrar o Dia do
Trabalhador, embora seja prudente manterem-se alertas, pois as
armadilhas da política e do mercado e as incertezas das leis,
podem guardar surpresas desagradáveis. |
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Uma terceira
situação, que remete para os primórdios da luta
pelo respeito ao trabalhador,
e torna amarga a passagem do primeiro de
Maio,
é aquela onde se encontram pessoas que ao longo da vida
trabalharam e contribuíram,
mas não estão sendo
pagas por trabalho executado, e se aposentadas,
estão perdendo
suas pensões e rebaixando sua condição de vida.
Para nós,
trabalhadores do grupo Varig, que sabemos o significado do Primeiro de
Maio,
queremos lembrá-lo com o espírito de 11 de abril de
2006, dia em que às centenas, confiantes no triunfo da
razão,
tomamos as avenidas e praças da capital
federal
em busca daquilo que o passar do tempo só faz aumentar a
nossa certeza
de que tínhamos uma solução
viável para a recuperação da Varig,
nossos
empregos e aposentadorias mas sobretudo, a continuidade de um
serviço de qualidade para o país.
Quem vivenciou o caos
aéreo que se seguiu sabe do que estamos
falando. |
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Em Brasília em
11 de abril de 2006, de porta em porta na Câmara e no Senado,
nas
ruas e em frente aos Ministérios, mostramos um espírito
de primeiro Maio
diferente daquele que é frequentemente
desfraldado em convenientes palanques eleitorais
por governos que no
dia 2 de maio, já o dão por esquecido.
Como esquecidos
são os deveres dos que devem zelar pelo futuro do trabalhador
que tem o direito de se aposentar com dignidade.
Na oportunidade ofereciamos
a poupança dos funcionarios ativos, que já
estava perdida,
para investir na companhia aérea.
Como
retribuição os trabalhadores ativos e assitidos
receberam a intervenção no Instituto, que foi solicitado
pelos representantes da associação de assistidos,
com o
intuito de preservar seus proventos que em seguida deixariam de
existir.
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Após um 11 de
abril de fé e esperança na vitória do direito,
fomos 'brindados' com mais uma data a relembrar, desta vez com revolta,
pois o 'day after', 12 de abril, marca o
golpe traiçoeiro no nosso fundo de pensão, Aerus,
que na verdade vinha desde há muito tempo sendo minado por
irresponsabilidades até hoje não esclarecidas.
O que se
seguiu e todo mundo sabe, é que hoje milhares de trabalhadores
ainda estão desempregados, muitos dos quais 'jovens' demais para
se aposentar e 'velhos' demais para serem contratados e sem seus
direitos trabalhistas recuperados, amargam um 'limbo' existencial que
não comove ninguém com poder de socorrê-los.
Os
aposentados, vendo suas pensões encolhendo mês a
mês, uma afronta a quem confiou no sistema, esperam
por uma solução que não foi de sua escolha e que
ainda assim teima em ignorar que o passar do tempo cobra uma fatura
duríssima dos que não podem mais retornar ao mercado de
trabalho.
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Nesse triste abril de
2008, da Dengue e de tantas mazelas, nunca é demais chamar a
atenção
para as coisas que tomamos como normais
até que o infortúnio bata à nossa porta.
O
problema dos variguianos e a epidemia da Dengue
evidentemente, são coisas diferentes.
Mas
são o resultado
nefasto da mesma irresponsabilidade de quem é escolhido
para
representar uma categoria ou Instituição,
ou pago para
zelar pelos interesses sociais do povo brasileiro .
Assim,
nosso caminho
para uma celebração do Dia do Trabalhador,
passa obrigatóriamente
por realizarmos os ideais da nossa caminhada em Brasília
no dia
11 de abril de 2006
e pela correção da injustiça
cometida em 12 de abril do mesmo ano.
Cmro.
Bolognese
ASSESSOR
IMPRENSA AMVVAR-2008 |
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