Participação

Dos Participantes

Poderão participar do Seminário Nacional de Aviação Civil, além dos Convidados e Palestrantes identificados em cada Programa, pessoas devidamente inscritas de acordo com os temas e respectivas áreas de atuação, sendo a Comissão Organizadora a única capaz de aceitar ou não os pedidos de inscrição.

Ao se inscrever o interessado concorda em manter o alto nível dos debates, tendo como objetivo conjunto a busca de alternativas práticas para as questões levantadas.
Solicita-se aos participantes, cuja inscrição for aceita, a leitura dos temas e a manutenção da centralidade dos debates em busca das soluções.

•  Os participantes estão isentos de pagamento.
•  Os custos de cada participante são cobertos por Patrocinadores desejosos de desenvolver seus diferentes programas.

A Comissão Organizadora poderá convidar interessados de outras nacionalidades, para participarem na qualidade de palestrantes ou debatedores, dentro das mesmas caracteristicas de cobertura dos participantes nacionais.

As eventuais citações de nomes não obriga a Comissão de Organização a fazer qualquer convite, mas caso esse nome signifique uma contribuição efetiva para elucidar ou dinamizar os pontos dos debates, ou ainda, fornecer informações técnicas especializadas somente dele conhecidas, será feito todo o empenho, tanto para o patrocínio dessa vinda, quanto pela própria aceitação do correspondente convite.

Texto Vinculado - As Questões Polêmicas serão Debatidas

O porta-voz da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (IFACTA), Christoph Gilgen, que fez duras críticas ao sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro, será um dos destaques no debate dos temas polêmicos.
O material abaixo serve para acentuar a necessidade, portanto, de serem observados vários ângulos dessas questões.
 
No auge da Crise, segundo a avaliação de Gilgen divulgada pela Imprensa brasileira, com repercussão internacional, "a Aeronáutica teria agido com truculência em relação aos controladores."


De acordo com esse observador, o setor de Aviação no Brasil estava passando "por uma grande confusão" e os órgãos que coordenam o sistema, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Força Aérea Brasileira (FAB), não teriam funções bem definidas e claras.

Essas declarações ocorreram logo após a prisão dos controladores militares que concederam entrevistas sem autorização dos superiores, o que para Gilgen demonstraria que "a Aeronáutica estava preferindo usar a força, por não ter argumentos", omitindo ele mesmo, a qualificação dos militares e as noções de disciplina e hierarquia, existentes em qualquer organização militar, seja no Brasil ou em qualquer outro país no Mundo.


Em diferentes entrevistas, aproveitando a notoriedade do tema e sua condição de porta-voz da Federação, ele faz comparações entre os diversos modelos de controle de tráfego aéreo no mundo, já que alguns países optaram por um controle civil, enquanto outros preferiram o controle puramente militar.

A base da polêmica, portanto, não seria o sistema do Brasil, onde o controle é "misto", com controladores civis e militares no mesmo ambiente de trabalho, em diferentes unidades pelo território nacional, já que
há outros "sistemas mistos", principalmente na Europa.

Ele mesmo cita, como exemplo, "a Suíça e a Dinamarca onde há sistemas mistos que trabalham sob a mesma administração". Gilgen indica que esses sistemas são chamados "de controle de tráfego aéreo integrado" e que "tudo está organizado sob uma companhia civil, com os controladores militares mantendo contratos civis de trabalho". Diz ele que "os contratos(sic) não são militares e que por isso eles podem fazer greves".
Acrescenta que "se forem oferecidas boas condições de trabalho isso nunca será necessário."

Na avaliação de Christoph "cerca de 185 de 190 Estados membros da Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) usam modelos civis de controle de vôos e isso mostra um cenário muito claro e convincente de qual desses modelos é melhor para dar segurança à Aviação Civil."

A Análise

Quando há no mesmo local de trabalho controladores sob uma gerência civil e outros sob o comando militar, como no modelo "misto", encontrado em outros países além do Brasil, a atividade de controle, objetivo da função, segundo o porta-voz da Federação "implica, não necessariamente em algum prejuízo para a atividade de controle."

Pela análise de Christoph Gilgen da IFACTA, "o problema não é somente de comando, mas tem um componente estrutural. É necessário haver um regulador, que é uma agência de controle estatal, fiscalizando a aviação e o sistema de controle. A agência tem a responsabilidade de implementar as políticas de governo e de garantir que os procedimentos internacionais estejam sendo aplicados corretamente e que o sistema de controle esteja trabalhando com segurança e de acordo com as regras."

"Ser um controlador militar", segundo Christoph, "significa primeiramente que o profissional é um militar, num primeiro momento, e num segundo momento ele é um controlador."
Por sua opinião, como esse "modelo contratual" não é aplicado no Brasil, acredita que o fato é um exemplo de "como isso tem sido feito de forma errada."


Acentuando os "problemas da aviação brasileira", na sua opinião, ele cita ainda "a falta da transparência", julgando que "tudo que é militar tem segredo".
Em nenhum momento ele considera os trabalhos realizados pelo ex-DAC, órgão do Comando da Aeronáutica, que era responsável pela administração da Aviação Civil no Brasil, e que foi a base de toda a qualificação nacional e internacional que o nosso país atingiu.

Cita também "a falta de estruturas claras e fiscalização governamental", elementos que um estrangeiro dificilmente pode aquilatar sem que permaneça fazendo estudos especializados dentro do país criticado.

Em sua opinião "há falta de planejamento e de previsibilidade", outros elemementos de avaliação que exigem um longo acompanhamento, próprio apenas dos que se dedicam a realizar todo um trabalho de aplicação do conhecimento passado de geração a geração há mais de 80 anos, no Brasil.


O Insider

Como um especialista,
Christoph Gilgen cita "a falta de um sistema de relatórios de trabalho", algo que, se verdadeiro, só poderia ter sido levado aos seu conhecimento através de informações internas de eventual descontente, esquecendo esse "insider" que todos os registros, dos mais simples aos mais complexos, ficam arquivados, além de darem origem a todos os elementos de consulta desejáveis, inclusive para a confecção das estatísticas exigídas, ou da verificação posterior, em caso de incidentes ou acidentes aéreos.

Em sua opinião há "falta de um sistema de gerenciamento de segurança que realize auditorias e avalie os riscos", demonstrando com isso que ele também mistura dois procedimentos em um só, ou seja, não cabe ao sistema de gerenciamento de segurança realizar auditorias ou sequer avaliar riscos, sendo essas missões específicas mantidas como função precípua de outros profissionais.

Como porta-voz de uma Federação Internacional recebe informações de "insider" brasileiro e argumenta com a "falta de sistemas de backup" e ainda com "o processo de aquisição de equipamentos pouco transparente", fazendo supor que as duas afirmativas se opõem, já que se há falta não há compras, sejam elas transparentes ou não, e se não são transparentes, como pode um estrangeiro descobrir isso?...

Cita a "falta de prestação de contas ao público" como se os assuntos do Controle de Tráfego Aéreo pudessem fazer parte de uma resenha diária para os leigos, publicada nos Telejornais de todas as cidades.

Julga também que "a hierarquia militar é mais importante do que o conhecimento técnico", demonstrando um total desconhecimento dos trabalhos evolutivos que a Aeronáutica desenvolveu e desenvolve, além das relações dessa hierarquia com os Centros de Tecnologia e de Formação de Alto Nível, invejados por muitos países no mundo.

Como se observa acima, Gilgen cita a necessidade de um órgão executor do controle de tráfego aéreo, com dois regimes de trabalho (um civil e um militar), submetido por regulação a um outro órgão, configurado como agência, de controle estatal, este sim capaz de fiscalizar a Aviação e o próprio Sistema de Controle.
Ao que tudo indica a análise do porta-voz tomou como base, integralmente, o modelo ora aplicado no Brasil, antes citado como falho.

Aliás, dentre os fundamentos do estudo da Ciência da Administração surge a Organização, da qual se extrai um elemento que é frequentemente estudado nos problemas táticos e estratégicos, quando do emprego de forças militares: o grau de centralização ou de descentralização do comando que convém a cada situação.

E não é apenas nas situações de guerra que essa questão tem cabimento, pois as forças armadas, em tempo de paz, no Brasil, exercem as mais diversas missões e operações, o que exige no caso, que esse tema do controle do tráfego aéreo seja tratado com a maior seriedade.

Direito de Resposta - Convite
Caro Christoph Gilgen,
Aguardava mesmo seu pedido de participação, assim como sua contestação.
Como há concordância com vários pontos do texto, temos por onde começar a convergir no mesmo sentido. Aliás, sempre foi esse o intuito de apresentar os textos que a imprensa publicou, ou que a Internet repercutiu de diferentes formas, porém preservando as críticas e expressões contidas em diferentes fontes. Estimular o debate em busca de alternativas - essa é a questão. Se o autor das críticas pode apresentar soluções aos problemas, temos sim que ouvi-las, estudá-las, debate-las e após consideradas adequadas, encaminhá-las às autoridades representativas dos setores afetados.
Na verdade o sistema de controle aéreo permanece como uma das partes a serem debatidas no Seminário, mas tão importante que a ele se deu mais atenção.
Teremos a maior satisfação de contar, portanto, com sua presença em nosso Seminário, se possível na reunião de Março como sugere, para apresentar em palestra sua própria versão direta, recebendo a presente mensagem como prévia de nosso convite oficial, a ser formulado de modo personalizado.
Ao mesmo tempo, informo que seu Direito de resposta é para nós tão importante que sua carta será publicada imediatamente, na mesma página onde aparecem as primeiras citações.
Para os novos contatos e entendimentos, fique a vontade para nos encaminhar outros detalhes, inclusive os relativos à vinda em Março.
Atenciosamente,
João Flávio Pedrosa
Movimento Asas da Paz
Presidente
Direito de Resposta - Carta de Christoph Gilgen
data: 3/2/2008
nome: Christoph Gilgen
endereco: Route St-Cergue
cidade: Genebra
IFATCA
Representante

Prezados Senhores,

Estou mencionado, duma maneira NOMINAL, em muitas muitas páginas da sua palestra sobre a aviação civil no Rio, planejada por final de Março.
Mesmo que a maioria das “citações” minhas são corretamente colocadas, os textos da sua palestra contem varias reflexões e comentários (sobre as minhas citações) que são completamente erradas e/ou completamente distorcionados.

Estou pelo menos surprendido que uma organização, como a vossa, possa publicar abertamente textos e coisas de mim, sem pedir à pessoa mencionada a possibiidade de comentar ou reagir ao conteudo dos textos. Verdade, os textos foram publicados ou ditos, eu não contesto isto. Mas pelo feito de usar as frases e coloca-las em outro contexto, até com comentários, é bem estranho e inaceitavel. Por isto eu peço uma cópia oficial dos textos da sua palestra, onde o meu nome consta, e de me dar a possibilidade de esclarecer, comentar  e/ou corrigir o que não é correto ou merece comentário.

Alias, eu até pensaria de me dislocar até o Rio de Janerio (se tem um convite oficial) por participar no evento e comunicar e comentar diretamente o que eu disse. Mais isto não é o que vocês querem, porque os comentários me parecem ir mais no sentido de querer “preservar” o sistema de controle do trafego atual, e de “provar” que os criticos do sistema (como eu) não têem razão, ou são mal informados. Verdade, lá fora do Brasil, alias qualquer sistema do controle  aéreo, tem problemas e pode ser mais seguro e/ou operar melhor. Não contesto  isto. Mais é bem fraco se satisfazer com o feito que lá fora, nos Estados  Unidos ou na Europa também tem problemas na aviação on no controle do trafego  aéreo.

Seria só precioso de admitir, no primeiro lugar, que vale a pena de discutir fatualmente sobre os problemas e o assunto (as causas da crise aérea e do controle). Agora de dizer que alguém é “polemico” é um pouco facil ao meu  ver.De feito o que é polêmico comigo? O recado passado? A maneira como eu passo  o recado e as criticas? O feito de ousar criticar o Brasil e as autoridades aeronauticas brasileiras, inclusive o Governo? Ou são todos os pontos que são polêmicos? Até agora nimguem dos oficias tomou o cuidade de discutir fatualmente e ponto por ponto sobre o que eu disse...............................só era sempre duma maneira emocional que as coisas foram negadas com “veemência”. Até o proprio Presidente da Republica não sabe realmente se o sistema de controle do trafego aéreo é seguro ou não. Numa entrevista publica o Lula disse: “Ele (o Saito) me assegurou que tudo é seguro”.

Sim, ficaria bem interessante discutir duma forma fatutal e tecnico (não-emocional) sobre estes assuntos................Acho, até tenho certeza, que pode ter uma discussão bem interessante numa palestra. Agora se é só por se dizer e confirmar que tudo vai bem no Brasil, e de tratar todos aqueles que fazem criticas (acho NAO sou o unico!) de “idiotas”, de gringos sem conhecimento por dentro, e de preconceitosos”, tudo bem.

Não vale a pena de se comunicar com vocês. Não vale a pensa de corrigir e explicar o que eu queria dizer e por que motivo? Ou até considerar uma visitas no Rio de Janeiro, na sua palestra (se eu for convidado).

Cabe a vocês decidir que tipo de palestra vocês querem organizar e como “canalizar” a discussão. Estou disposto a contribuir, se quiser.

Um abraço
Christoph Gilgen
Representantate da IFATCA
Genebra Suiça
Direito de Resposta - Carta de Christoph Gilgen
Christoph Gilgen, Representantate da IFATCA, está convidado para a próxima reunião de Março.
Aguardamos sua confirmação.

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