|
As
informações sobre os acidentes
com o avião da Gol no Vôo 1907 e da TAM no Vôo 3054,
tem sido aproveitada de muitas maneiras por internautas
preocupados em conhecer os detalhes que deram origem a essa
tragédia, mas também por grupos de
pessoas menos evoluídas que se servem do sofrimento das
famílias e dos demais brasileiros, além da curiosidade
natural que existe em cada um de nós seres humanos, para
encaminhar mensagens com
outras finalidades, mas que versam sobre esses acidentes.
Como as formas mais conhecidas são aquelas que enviam virus, a partir de links que mostrariam fotos da tragédia, sobram as outras das teorias conspiratórias. Dessas, a
mais propalada e discutida tem sido o texto contendo uma versão
aparentemente verídica sobre
nanotecnologia, pesquisas na Amazônia e o aproveitamento de virus
para aplicações em baterias de Laptop. Versa sobre
conflitos entre organizações americanas e pesquisas
brasileiras, apontando as razões da existência de um
suposto passageiro suicida americano. Esse texto, elaborado por uma
"Profª
Andréia
Teles", personagem apócrifa que ganhou notoriedade de forma
acelerada a partir das versões do acidente com o vôo Gol
1907, não merece mais que essas citações, ficando
a cargo de cada interessado a pesquisa sobre suas próprias
convicções. No entanto,
a
Aviação Comercial, não apenas no Brasil, mas no
Mundo inteiro, é um setor extremamente sensível à
ação das palavras e imagens, mais ainda que a Bolsa de
Valores e suas intrincadas ramificações. Nem sempre
cabe aos especialistas em Aviação a análise desses
modelos, por
mais estranhos que pareçam, ainda que os fatos e os boatos, como
julga a
Comissão Organizadora, caibam nas discussões do
Seminário Nacional de
Aviação Civil, como um alerta, pois eles podem
perfeitamente desencadear uma série de transtornos para a
atividade comercial. Tratam-se,
sem dúvida, das
ações
propositadas que envolvem o uso da Internet para ampliar certos
sintomas da doença moderna que é a boataria desenfreada,
interpenetrando-se com as potenciais nocividades aos negócios,
causadoras não só do pânico, mas do mêdo que
afasta e afugenta. Isso
significa que também não se pode abrir mão das
teses em prol do debate adequado, ainda que sejam levantadas as
questões polêmicas como suposições,
análises apriorísticas ou mesmo resultado de
apreciações mais alongada de interessados nas causas.
Os textos a seguir, correspondendo a publicações e levantamentos dessa natureza, servem ao propósito do questionamento e do debate.
|
