Textos de Debate

Versão do co-piloto Jan Paul Paladino

Versão do co-piloto Paladino, conforme depoimento à Polícia Civil de Mato Grosso

Paladino afirma que o plano de vôo foi preparado pela Embraer.
Ele disse ter uma cópia do documento e que outra cópia está em poder da torre de São José dos Campos.

Segundo o co-piloto Paladino, a altitude de cruzeiro estabelecida pelo plano de vôo para o trecho em que ocorreu o acidente era de 37 mil pés.
No depoimento, Paladino afirma textualmente que o Legacy pegou "uma aerovia com destino a Manaus e que o plano indicava trafegabilidade junto à altitude de 37 mil pés na aerovia com destino a Manaus".

Diz que foram liberados pela torre de controle para seguir caminho.

Paladino diz também que, durante o trajeto de São José dos Campos a Brasília, a comunicação com as torres de controle era normal.
Ele afirma que o último contato com a torre de Brasília foi na freqüência 135,90 megahertz.
Ele então foi orientado pelos controladores de vôo a mudar de freqüência, mas perdeu o sinal durante essa conversa.
Exatamente o momento em que o comandante estava no banheiro.

Sobre o momento do acidente, o co-piloto dá uma versão diferente daquela do comandante Lepore.
Diz que sentiu um impacto, e que uma onda de choque se espalhou pela aeronave.

Quando perguntado sobre o equipamento anticolisão, mais uma vez o co-piloto dá uma versão diferente.
Disse que o equipamento parecia estar funcionando, pois o transpoder estava emitindo sinais para os radares de solo.
Segundo ele, o transponder respondia que tinha ‘contato radar’ com os controladores de terra e que luzes no painel do transponder indicavam funcionamento.

Paladino afirmou que, antes e durante o impacto, o sistema anticolisão não deu qualquer alerta.
Ao fim do depoimento, o co-piloto Jan Paladino afirmou que, ao saber do acidente com o Boeing da Gol, ficou em estado de choque.

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