Versão do co-piloto Paladino, conforme depoimento à Polícia Civil de Mato Grosso
Paladino afirma que o plano de vôo foi preparado pela
Embraer.
Ele disse ter uma cópia do documento e que outra cópia
está em poder da torre de São José dos Campos.
Segundo o co-piloto Paladino, a altitude de cruzeiro
estabelecida pelo plano de vôo para o trecho em que ocorreu o
acidente era de 37 mil pés.
No depoimento, Paladino afirma textualmente que o Legacy pegou "uma
aerovia com destino a Manaus e
que o plano indicava trafegabilidade
junto à altitude de 37 mil pés na aerovia com destino a
Manaus".
Diz que foram liberados pela torre de controle para seguir caminho.
Paladino diz também que, durante o trajeto de
São José dos Campos a Brasília, a
comunicação com
as torres de controle era normal.
Ele afirma que o último contato com a torre de Brasília
foi na freqüência 135,90 megahertz.
Ele então foi orientado pelos controladores de
vôo a mudar
de freqüência, mas
perdeu o sinal durante essa conversa.
Exatamente o momento em que o comandante estava no banheiro.
Sobre o momento do acidente, o co-piloto dá uma
versão diferente daquela do comandante Lepore.
Diz que sentiu um impacto, e que uma onda de choque se espalhou pela
aeronave.
Quando perguntado sobre o equipamento anticolisão,
mais uma vez o co-piloto dá uma versão diferente.
Disse que o equipamento
parecia estar funcionando, pois o transpoder
estava emitindo sinais para os radares de solo.
Segundo ele, o transponder
respondia que tinha ‘contato radar’ com os
controladores de terra e que luzes no painel do transponder indicavam
funcionamento.
Paladino afirmou que, antes e durante o impacto, o sistema
anticolisão não deu qualquer alerta.
Ao fim do depoimento, o co-piloto Jan Paladino afirmou que, ao saber do
acidente com o Boeing da Gol, ficou em estado de choque.
