Textos em Debate
Melhor gestão garante funcionamento de aeroportos mesmo com aumento de vôos

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
N° 588 – Brasília, 4 de janeiro de 2008

O planejamento e as medidas operacionais adotadas a partir de julho surtiram o efeito esperado no funcionamento dos aeroportos no final de 2007. Apesar do grande movimento de passageiros, os aeroportos funcionaram dentro da normalidade, sem os transtornos registrados em dezembro de 2006. Houve atrasos e cancelamentos de vôos, mas em menor proporção.

Para o Ministério da Defesa, foi essencial aprovar uma programação de vôo das empresas na alta temporada nos limites da capacidade dos aeroportos. Outro fator importante foi o trabalho coordenado da Infraero, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na administração dos aeroportos, na gestão do espaço aéreo e na regulação e fiscalização do setor.

Um balanço dos vôos programados entre 21 de dezembro e 3 de janeiro mostra que os maiores percentuais de atrasos ficaram concentrados no dia 21, quando entrou em vigor a malha aérea da alta temporada.

Na avaliação por empresa, verificou-se que algumas companhias apresentaram índices maiores de atraso - em parte, por falta de aviões reservas. Houve um percentual maior de cancelamentos no dia 31 de dezembro, mas as companhias reacomodaram os passageiros em outros vôos.

A meta da Anac é atingir o índice zero de atrasos no segundo semestre de 2008. Devido ao rigor com os horários, as empresas poderão até perder autorizações de vôos.

No final do ano, a Infraero e a Anac montaram operações especiais 24 horas nos principais aeroportos para dar mais conforto e informações precisas aos passageiros. Nos aeroportos de Brasília (DF), Guarulhos(SP), Congonhas(SP) e Galeão (RJ), núcleos de acompanhamento e gestão operacional centralizaram as informações  para que os eventuais problemas fossem rapidamente corrigidos. Essas salas de situação devem continuar em atividade após o término da alta temporada, no início de março.

A Anac colocou 130 funcionários adicionais nos cinco maiores aeroportos do país - Guarulhos, Congonhas, Galeão, Santos Dumont e Brasília. Esses funcionários têm reforçado o trabalho já realizado pelos fiscais da agência e ficarão nos aeroportos até 7 de janeiro.

Identificados com coletes azuis, eles monitoram ocorrências de “overbookings”, atrasos e cancelamentos de vôo e o atendimento aos passageiros no check-in. E orientam os passageiros sobre o que fazer ou a quem recorrer no caso, por exemplo, de cancelamento de vôos ou extravio de bagagens.

Algumas das medidas operacionais de curto prazo que contribuíram significativamente para a tranqüilidade nos aeroportos foram adotadas especificamente no aeroporto de Congonhas, porque é o de maior movimento do país, de onde saem inúmeros vôos domésticos. Por determinação do Conselho de Aviação Civil (Conac), presidido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, a partir de 21 de dezembro houve uma redução da quantidade de vôos da aviação regular autorizados para Congonhas. O número caiu de 33 pousos e decolagens por hora para 30.

Essa redução foi necessária para diminuir filas e atrasos no aeroporto, já que a criação das aéreas de escape, adotadas por medida de segurança, reduziu o tamanho das pistas e inviabilizou o uso da pista auxiliar por aviões de maior porte.

Também foi antecipado de 22h45 para 22h30 o horário do último vôo programado para Congonhas. Essa alteração teve o objetivo de dar às empresas uma margem para contornar eventuais atrasos sem que seja necessário cancelar o vôo.

O Ministério da Defesa, Anac, Infraero e DCEA continuam estudando ações de médio e longo prazo para melhorar os serviços e a infra-estrutura da aviação civil no país. Obras em diversos aeroportos do país continuam sendo feitas pela Infraero. Dois terços da pista principal do aeroporto de Guarulhos, que tem 3.700 metros, foram reformados em 2007. O restante será reformado a partir de abril deste ano. Em Congonhas, foram criadas áreas de escape nas cabeceiras das duas pistas.

15% mais passageiros em 2007 - A Anac e a Infraero ainda estão fechando os dados de 2007

referentes ao número de passageiros e movimentação das companhias aéreas (atrasos e cancelamentos de vôos). Os números devem ser divulgados até 20 de janeiro. A Anac estima, entretanto, que houve um crescimento próximo de 15% no volume de passageiros transportados em 2007 em comparação com o ano anterior. Em 2006, 102,185 milhões de passageiros passaram pelos 67 aeroportos administrados pela Infraero.

Em novembro, os números totalizados pela empresa já indicaram um aumento significativo de passageiros nos aeroportos. De janeiro a novembro de 2007, embarcaram e desembarcaram 100,484 milhões de passageiros contra 93,281 milhões registrados no mesmo período de 2006, um crescimento de 7,72%. Só em novembro, a movimentação de passageiros cresceu 16,05% em comparação com novembro de 2006. Foram 9,4 milhões de passageiros embarcados e desembarcados, contra 8,1 milhões em novembro de 2006.



Jobim libera escalas em Congonhas - Ministro também volta atrás na questão da ampliação de Cumbica: terceira pista não será mais construíd

Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios – 22-01-08

Seis meses depois de anunciar medidas emergenciais para reformular o sistema aéreo, sob o impacto do acidente com o Airbus da TAM, que matou 199 pessoas em São Paulo, o governo federal recuou ontem de medidas que apresentou como cruciais para evitar o caos aéreo e garantir a segurança dos passageiros. A partir de 16 de março, o Aeroporto de Congonhas, zona sul da capital, voltará a receber escalas e poderá ser usado pelas empresas para fazer conexões.


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou ainda a desistência - por "inviabilidade técnica" - da construção da terceira pista do Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, antes apontada como fundamental para reorganizar o chamado "terminal São Paulo".
 

Apesar das regras mais flexíveis, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que será mantido o limite máximo de 34 movimentos (pousos e decolagens) por hora. Serão 30 movimentos para a aviação comercial e 4 para aviação geral (táxis aéreos e jatos executivos). Outra mudança é a volta dos vôos charter para Congonhas - mas os pousos e decolagens são serão permitidos nos fins de semana - das 14 horas às 22h45 aos sábados e das 6 às 14 horas aos domingos.

Quanto a Cumbica, no lugar da nova pista será feita a ampliação do pátio para aeronaves. Até julho, 27 posições de estacionamento serão criadas. O objetivo é deixar as duas pistas atuais livres para pousos e decolagens, sem aviões que fazem fila à espera de vagas nos pátios enquanto aguardam autorização para decolar. Os dois terminais de passageiros também passarão por obras de "reconfiguração" para melhorar o atendimento e balcões de check-in.

Com a hipótese de fazer a terceira pista de Guarulhos descartada, Jobim voltou a falar na construção de um terceiro aeroporto em São Paulo. Informou, porém, que a escolha do local e a elaboração do projeto básico só serão sair até julho de 2009.

Em agosto, após tomar posse, Jobim tratava o fim das escalas e conexões em Congonhas como inegociável. "As companhias terão problemas, mas a questão da segurança é uma prioridade. Não está em negociação que Congonhas volte a ser um hub nacional (ponto de distribuição de vôos)", afirmou. Em outra entrevista, reiterou a posição. "Se permitirmos que as empresas operem saindo de Curitiba para Congonhas e depois de uma hora coloquem o mesmo passageiro para Brasília, é a reconstituição do hub novamente, e é exatamente o que as empresas estão pretendendo e não será aceito."
 

Ontem, Jobim negou que tenha havido erro de avaliação e disse que a proibição das conexões e escalas foi necessária para que o governo "retomasse o controle" de Congonhas. "Não errei. Quando cheguei, a matéria já estava decidida. As medidas se justificaram naquele momento, havia caos e desconexão entre a Anac e o Decea", afirmou, referindo-se à Agência Nacional de Aviação Civil e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo. "Houve uma espécie de congelamento e recuperamos o controle completo do aeroporto. Passamos a ter condições de redimensionar a operacionalidade do aeroporto." Jobim lembrou que, no passado, Congonhas chegou a ter mais de 40 movimentos por hora para a aviação comercial.


Outra medida em vigor que perderá a validade é a proibição de vôos de mais de 1.500 quilômetros de distância com origem ou destino em Congonhas. Segundo Jobim, o fator decisivo para que sejam autorizados os vôos que passam por Congonhas será o tamanho e o peso dos aviões, e não a distância. A Anac fixará regras de segurança para os aviões que operarem no aeroporto com a nova malha aérea que será negociada entre empresas e governo a partir de 16 de março.

Cronograma - A partir de 16/3: Congonhas volta a ter vôos com conexões e escalas e, nos fins de semana, poderá receber vôos fretados. Será mantido o limite de 34 pousos e decolagens por hora - 30 para a aviação civil e 4 para a geral (táxis aéreos e aviões particulares)

A partir de março (sem dia definido): entram em vigor normas que aumentam taxas para permanência dos aviões no pátio de Congonhas. A medida visa a evitar o congestionamento de aviões e diminuir os atrasos nas decolagens.

Até julho: será concluída a reforma do estacionamento de aviões em Cumbica, com a ampliação de um pátio e a construção de outros dois, criando 27 vagas. A obra foi a saída encontrada pelo governo para compensar o arquivamento do projeto da 3.ª pista

Será publicado o edital de licitação para a construção do Terminal 3 de Cumbica. Os dois terminais existentes serão reconfigurados, para facilitar o atendimento

Até junho de 2009: será definido o local e o projeto do 3.º aeroporto de São Paulo. A um custo de R$ 40 milhões, o projeto, que havia sido deixado de lado, foi retomado com a desistência do governo de fazer a 3.ª pista de Cumbica Em 2011: conclusão do Terminal 3 de Cumbica. Com isso, o movimento anual no aeroporto passará de 17 milhões para 29 milhões de pessoas. O número de operações subirá de 45 para 54 por hora. Sem data definida: o início das obras do 3.º aeroporto , que deve demorar até seis anos.

O início da construção da segunda pista de Viracopos. O Plano Diretor do aeroporto dá prazo até 2015 para a obra. A entrada em vigor das regras de ressarcimento aos passageiros que tiverem os vôos atrasados ou cancelados. O governo editará uma MP com as normas.
 

'Governo percebeu que o remédio era forte demais'

A série de anúncios feitos ontem pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, provocou um misto de comemoração e críticas entre especialistas do setor aéreo. Os elogios foram para o fim das restrições de escalas e conexões em Congonhas. "O governo percebeu que o remédio era forte demais e, acertadamente, decidiu rever a dosagem para não matar o paciente", comparou o coordenador de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins. Na avaliação dele, passageiros e empresas aéreas estavam sendo prejudicados pela proibição. "A essência de um aeroporto é sua conectividade. Se você veta isso, o terminal está morto", comentou.

O professor de transporte aéreo da Universidade Federal do Rio (UFRJ) Respício do Espírito Santo Júnior tem opinião semelhante, mas pondera que a limitação do número de pousos e decolagens ainda é elevada. "O governo deu uma resposta emocional à crise e ao acidente e, por isso, teve de voltar atrás. As decisões não tinham embasamento técnico", afirmou. Respício criticou a decisão de Jobim de não construir a terceira pista de Cumbica. "Não adianta apenas aumentar o terminal de passageiros. É preciso dar capacidade de pista e de pátio", disse. "Se a Infraero não tem como investir o necessário, está na hora de avaliarmos a entrada da iniciativa privada nesse setor."


TAM faz encomenda de US$ 6,9 bilhões à Airbus - Pedido inclui 22 modelos A350, 4 A330 e 20 A320

Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios – 22-01-08

A TAM assinou contrato firme para a compra de 46 aviões da Airbus, pedido que, a preço de lista, está avaliado em US$ 6,9 bilhões. São 22 aeronaves de grande porte A350 XWB, modelos 800 e 900, quatro A330-200 e mais 20 aeronaves da família A320. Trata-se da primeira grande encomenda assinada pelo novo presidente da TAM, David Barioni Neto.

Com o pedido, a TAM dá um sinal bastante claro de que pretende se manter como fiel parceira da fabricante européia. O ex-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, rompeu com a exclusividade ao assinar a compra de oito jatos 777-300 com a Boeing.

Os primeiros quatro 777, com capacidade para 350 lugares, chegam até julho. Na época, a justificativa foi a falta de capacidade da Airbus de entregar jatos de grande porte na mesma velocidade que a Boeing. E a TAM tinha pressa para crescer no mercado internacional e ocupar o espaço da Varig. Além dos 777, fazia parte do acordo com a Boeing um contrato de leasing de dois MD-11, que serão devolvidos com a chegada dos novos jatos.
 

A TAM foi uma das primeiras clientes da Airbus a encomendar o A350, em junho de 2006. Mas o projeto inicial do avião teve de ser reformulado pela fabricante e a companhia aérea demorou para reconfirmar as encomendas.  Os jatos A350 800 e 900 são um pouco menores que o 777: têm capacidade para 270 e 300 passageiros, respectivamente. Os jatos serão entregues a partir de 2013 e serão usados nas rotas para Europa e Estados Unidos. Podem também ser usados para destinos como Japão e China, com apenas uma escala.

Os quatro novos A330-200 serão entregues a partir de 2010. A empresa, que possui hoje 12 jatos desse modelo em sua frota, tem ainda mais quatro A330 encomendados.

A TAM possui hoje 109 aviões em operação, dos quais 102 são Airbus (15 A319, 70 A320, três A321, 12 A330-200 e dois A340-500). O plano de frota da companhia se mantém inalterado. A TAM prevê encerrar 2008 com 123 aviões e a estimativa para o final de 2010 é de 136 aviões em operação.A TAM é o maior cliente da Airbus no Hemisfério Sul e esse é o primeiro pedido de um A350 para a América Latina. Com o pedido da TAM, as encomendas da Airbus para o equipamento no mundo sobem para 314.

Custos Operacionais - "As aeronaves Airbus nos ajudaram a construir nosso padrão de excelência no conforto oferecido ao passageiro", afirmou Barioni em nota divulgada ontem. "E o A350 XWB irá proporcionar o 'estado de arte' no conforto ao passageiro, enquanto assegura também os mais baixos custos operacionais e baixas emissões de carbono."
 

De acordo com a nota da Airbus, o A350 possui a fuselagem mais larga da categoria, menores custos operacionais e o menor custo por assento das aeronaves desse segmento do mercado. A aeronave foi projetada para enfrentar os desafios dos altos preços dos combustíveis, aumentar as expectativas dos passageiros e das preocupações ambientais.


Anac anuncia operação Carnaval em dez aeroportos do país

Mercado & Eventos - 23-01-08

 

Fiscais, servidores e diretores da Anac – Agência Nacional de Aviação Civil confirmaram presença nos principais aeroportos brasileiros, durante o Carnaval, em novo esforço para apoiar os passageiros em períodos de grande movimento. A Operação Carnaval 2008 da ANAC será dividida em duas etapas – de 31 de janeiro a 2 de fevereiro, e de 6 a 10 de fevereiro – e envolverá cerca de 260 servidores, que atuarão em 10 aeroportos.

A primeira etapa da Operação compreenderá os aeroportos paulistas de Congonhas e Guarulhos, do Galeão (RJ), de Brasília (DF) e de Porto Alegre (RS). Esses aeroportos concentram cerca de 80% do tráfego aéreo do país e terão grande fluxo de saída de passageiros rumo a outros estados nos dias que antecedem o Carnaval.

Na segunda etapa, que é caracterizada pelo fluxo de retorno, com forte tráfego de passageiros saindo de cidades que recebem turistas durante o Carnaval, a Operação envolverá os aeroportos de Rio de Janeiro, Salvador (BA), Recife (PE), Florianópolis (SC), Natal (RN), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS), além de Congonhas, Guarulhos e Brasília.

A Operação Carnaval 2008 tem como objetivo detectar e resolver problemas que possam atrasar ou impedir o embarque de passageiros durante o feriado prolongado. O principal esforço será no check-in das companhias aéreas. As equipes da Anac, identificadas com o colete azul, irão se revezar em turnos para atuar na solução dos problemas, principalmente nos casos de grandes atrasos e cancelamentos de vôos, de forma que nenhum passageiro deixe de embarcar.


Terminal 3 de Cumbica vai custar R$ 1 bilhão e deve ser entregue em 2011
Jornal O Estado de São Paulo - 23-01-08

O governo federal vai investir R$ 1,010 bilhão na construção do Terminal 3 do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, que aumentará o fluxo de 17 milhões de passageiros por ano para 29 milhões e deverá ficar pronto em 2011. Serão gastos este ano R$ 255 milhões. Outros R$ 630 milhões serão investidos em 2009 e 2010 e R$ 155 milhões em 2011. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
 

A construção do terceiro terminal foi uma das iniciativas anunciadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, como forma de amenizar o recuo do governo ao abandonar medidas como o fim das escalas e conexões no Aeroporto de Congonhas. Outras obras em Cumbica foram enumeradas por Jobim, como o aumento do número de "vagas" para os aviões no pátio do aeroporto, o que deve elevar o número de pousos e decolagens de 45 para 54 por hora.


Ontem, porém, a Infraero informou que a capacidade atual do aeroporto já é de 54 operações por hora. De acordo com a estatal, Cumbica só faz 45 operações por hora quando há falta de demanda.

Funcionários de órgãos públicos ligados ao setor aéreo ouvidos pelo Estado não viram novidades nas medidas de Jobim. Disseram também que medidas relativas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deixaram a impressão equivocada de que haveria mudanças em Congonhas, além da liberação das escalas e conexões.

Resolução publicada no Diário Oficial diz que a Anac deverá fixar para Congonhas "padrões de segurança relativos às operações de pouso e decolagem" e estabelecer "limites da capacidade operacional". Mas a própria agência esclareceu que as regras seguem as mesmas, assim como as normas de peso das aeronaves.

Varig suspende vôos para Londres, Frankfurt e Roma e pede para passageiro procurar companhia
O Globo Online - 31/01/08

Ao anunciar que está redefinindo sua estratégia de negócios, e reformulando sua malha aérea para concentrar-se no público que viaja a negócios, a Varig (VRG Linhas Aéreas) vai deixar de operar os vôos que vinha mantendo na Europa para Londres (a partir de 1º de março); Frankfurt e Roma (a partir de 29 de março).

Os passageiros que tiverem comprado passagens para os destinos que serão suspensos, com data de embarque marcada para após as datas mencionadas, devem entrar em contato com a empresa.

A partir de março, a Varig vai concentrar seu serviço de longo curso do Brasil para Europa em dois destinos, oferecendo conexões para outras cidades por meio de companhias aéreas parceiras.

A Varig operará vôos diretos com aeronaves Boeing 767-300ER para o Aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris, onde tem um acordo de interline com o grupo AirFrance-KLM, e para o Aeroporto de Barajas em Madri, onde possui acordo de code-share com a Air Europa e de interline com a Iberia.

A decisão de parar de voar para Frankfurt, Roma e Londres é considerada positiva por especialistas em aviação dentro de uma estratégia de crescer no mercado internacional. Eles não vêem a medida como um sinal negativo para a companhia.

Aos clientes com passagens já compradas para os trechos suspensos, a Varig orienta que entrem em contato com o atendimento da Varig, nos telefones 0800 728 7787 (cidades fora de SP, capital); (11) 2164-2950 (bilhetes tarifados); (11) 5091-2649 (Smiles) e pelos sites da Varig e do Smiles .

Quando retomou os vôos para Roma, em setembro, a companhia já falava na possibilidade de suspensão de algumas rotas para a Europa, caso não encontrasse em tempo aviões para operá-las. A falta de aeronaves de fuselagem larga no mercado para utilização imediata é um dos principais desafios enfrentados pela Varig que, ao mesmo tempo, deve devolver parte de sua frota mais antiga.

Segundo comunicado da empresa que foi adquirida pela Gol em abril de 2007, a Varig vai concentrar seu serviço de longo curso do Brasil ao continente europeu em dois destinos: Paris (Charles de Gaulle) e Madri (Barajas), de onde oferecerá conexões aos passageiros para outros pontos da Europa através de acordos de code-share e interline com Air France e Iberia.

Na região das Américas, serão mantidos os vôos diários para Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e México. Em 2008, a empresa planeja iniciar vôos para os Estados Unidos. Vôos domésticos - Concentrando seu foco no mercado executivo, do passageiro que viaja a negócios, a malha aérea doméstica também será alterada.

A nova malha foi desenhada de forma a ligar os principais centros de negócio e turismo, aproveitando-se da liberação das conexões em no aeroporto de Congonhas.

A Empresa acaba de iniciar os trechos Porto Alegre-Brasília, Belo Horizonte (Confins)-Rio de Janeiro (Galeão) e Belo Horizonte (Confins)-Brasília, que serão operados com aeronaves Boeing 737 Next Generation.



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