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| Melhor gestão garante funcionamento de aeroportos mesmo com aumento de vôos |
| Jobim libera escalas em Congonhas - Ministro também volta atrás na questão da ampliação de Cumbica: terceira pista não será mais construíd |
Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios – 22-01-08
Seis meses depois de
anunciar medidas emergenciais para reformular o sistema aéreo,
sob o impacto do acidente com o Airbus da TAM, que matou 199 pessoas em
São Paulo, o governo federal recuou ontem de medidas que
apresentou como cruciais para evitar o caos aéreo e garantir a
segurança dos passageiros. A partir de 16 de março, o
Aeroporto de Congonhas, zona sul da capital, voltará a receber
escalas e poderá ser usado pelas empresas para fazer
conexões.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou ainda a
desistência - por "inviabilidade técnica" - da
construção da terceira pista do Aeroporto de Cumbica,
Guarulhos, antes apontada como fundamental para reorganizar o chamado
"terminal São Paulo".
Apesar das regras mais
flexíveis, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que
será mantido o limite máximo de 34 movimentos (pousos e
decolagens) por hora. Serão 30 movimentos para a
aviação comercial e 4 para aviação geral
(táxis aéreos e jatos executivos). Outra mudança
é a volta dos vôos charter para Congonhas - mas os pousos
e decolagens são serão permitidos nos fins de semana -
das 14 horas às 22h45 aos sábados e das 6 às 14
horas aos domingos.
Quanto a Cumbica, no
lugar da nova pista será feita a ampliação do
pátio para aeronaves. Até julho, 27
posições de estacionamento serão criadas. O
objetivo é deixar as duas pistas atuais livres para pousos e
decolagens, sem aviões que fazem fila à espera de vagas
nos pátios enquanto aguardam autorização para
decolar. Os dois terminais de passageiros também passarão
por obras de "reconfiguração" para melhorar o atendimento
e balcões de check-in.
Com a hipótese de
fazer a terceira pista de Guarulhos descartada, Jobim voltou a falar na
construção de um terceiro aeroporto em São Paulo.
Informou, porém, que a escolha do local e a
elaboração do projeto básico só
serão sair até julho de 2009.
Em agosto, após
tomar posse, Jobim tratava o fim das escalas e conexões em
Congonhas como inegociável. "As companhias terão
problemas, mas a questão da segurança é uma
prioridade. Não está em negociação que
Congonhas volte a ser um hub nacional (ponto de
distribuição de vôos)", afirmou. Em outra
entrevista, reiterou a posição. "Se permitirmos que as
empresas operem saindo de Curitiba para Congonhas e depois de uma hora
coloquem o mesmo passageiro para Brasília, é a
reconstituição do hub novamente, e é exatamente o
que as empresas estão pretendendo e não será
aceito."
Ontem, Jobim negou que
tenha havido erro de avaliação e disse que a
proibição das conexões e escalas foi
necessária para que o governo "retomasse o controle" de
Congonhas. "Não errei. Quando cheguei, a matéria
já estava decidida. As medidas se justificaram naquele momento,
havia caos e desconexão entre a Anac e o Decea", afirmou,
referindo-se à Agência Nacional de Aviação
Civil e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
"Houve uma espécie de congelamento e recuperamos o controle
completo do aeroporto. Passamos a ter condições de
redimensionar a operacionalidade do aeroporto." Jobim lembrou que, no
passado, Congonhas chegou a ter mais de 40 movimentos por hora para a
aviação comercial.
Outra medida em vigor que
perderá a validade é a proibição de
vôos de mais de 1.500 quilômetros de distância com
origem ou destino em Congonhas. Segundo Jobim, o fator decisivo para
que sejam autorizados os vôos que passam por Congonhas
será o tamanho e o peso dos aviões, e não a
distância. A Anac fixará regras de segurança para
os aviões que operarem no aeroporto com a nova malha
aérea que será negociada entre empresas e governo a
partir de 16 de março.
Cronograma - A partir de 16/3: Congonhas volta a ter vôos com conexões e escalas e, nos fins de semana, poderá receber vôos fretados. Será mantido o limite de 34 pousos e decolagens por hora - 30 para a aviação civil e 4 para a geral (táxis aéreos e aviões particulares)
A partir de março
(sem dia definido): entram em vigor normas que aumentam taxas para
permanência dos aviões no pátio de Congonhas. A
medida visa a evitar o congestionamento de aviões e diminuir os
atrasos nas decolagens.
Até julho:
será concluída a reforma do estacionamento de
aviões em Cumbica, com a ampliação de um
pátio e a construção de outros dois, criando 27
vagas. A obra foi a saída encontrada pelo governo para compensar
o arquivamento do projeto da 3.ª pista
Será publicado o
edital de licitação para a construção do
Terminal 3 de Cumbica. Os dois terminais existentes serão
reconfigurados, para facilitar o atendimento
Até junho de 2009:
será definido o local e o projeto do 3.º aeroporto de
São Paulo. A um custo de R$ 40 milhões, o projeto, que
havia sido deixado de lado, foi retomado com a desistência do
governo de fazer a 3.ª pista de Cumbica Em 2011: conclusão
do Terminal 3 de Cumbica. Com isso, o movimento anual no aeroporto
passará de 17 milhões para 29 milhões de pessoas.
O número de operações subirá de 45 para 54
por hora. Sem data definida: o início das obras do 3.º
aeroporto , que deve demorar até seis anos.
O início da
construção da segunda pista de Viracopos. O Plano Diretor
do aeroporto dá prazo até 2015 para a obra. A entrada em
vigor das regras de ressarcimento aos passageiros que tiverem os
vôos atrasados ou cancelados. O governo editará uma MP com
as normas.
'Governo percebeu que o remédio era forte demais'
A série de
anúncios feitos ontem pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim,
provocou um misto de comemoração e críticas entre
especialistas do setor aéreo. Os elogios foram para o fim das
restrições de escalas e conexões em Congonhas. "O
governo percebeu que o remédio era forte demais e,
acertadamente, decidiu rever a dosagem para não matar o
paciente", comparou o coordenador de Segurança de Vôo do
Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo
Jenkins. Na avaliação dele, passageiros e empresas
aéreas estavam sendo prejudicados pela proibição.
"A essência de um aeroporto é sua conectividade. Se
você veta isso, o terminal está morto", comentou.
O professor de transporte
aéreo da Universidade Federal do Rio (UFRJ) Respício do
Espírito Santo Júnior tem opinião semelhante, mas
pondera que a limitação do número de pousos e
decolagens ainda é elevada. "O governo deu uma resposta
emocional à crise e ao acidente e, por isso, teve de voltar
atrás. As decisões não tinham embasamento
técnico", afirmou. Respício criticou a decisão de
Jobim de não construir a terceira pista de Cumbica. "Não
adianta apenas aumentar o terminal de passageiros. É preciso dar
capacidade de pista e de pátio", disse. "Se a Infraero
não tem como investir o necessário, está na hora
de avaliarmos a entrada da iniciativa privada nesse setor."
| TAM faz encomenda de US$ 6,9 bilhões à Airbus - Pedido inclui 22 modelos A350, 4 A330 e 20 A320 |
Jornal O Estado de São Paulo – Cad. Economia & Negócios – 22-01-08
A TAM assinou contrato
firme para a compra de 46 aviões da Airbus, pedido que, a
preço de lista, está avaliado em US$ 6,9 bilhões.
São 22 aeronaves de grande porte A350 XWB, modelos 800 e 900,
quatro A330-200 e mais 20 aeronaves da família A320. Trata-se da
primeira grande encomenda assinada pelo novo presidente da TAM, David
Barioni Neto.
Com o pedido, a TAM
dá um sinal bastante claro de que pretende se manter como fiel
parceira da fabricante européia. O ex-presidente da TAM, Marco
Antonio Bologna, rompeu com a exclusividade ao assinar a compra de oito
jatos 777-300 com a Boeing.
Os primeiros quatro 777,
com capacidade para 350 lugares, chegam até julho. Na
época, a justificativa foi a falta de capacidade da Airbus de
entregar jatos de grande porte na mesma velocidade que a Boeing. E a
TAM tinha pressa para crescer no mercado internacional e ocupar o
espaço da Varig. Além dos 777, fazia parte do acordo com
a Boeing um contrato de leasing de dois MD-11, que serão
devolvidos com a chegada dos novos jatos.
A TAM foi uma das
primeiras clientes da Airbus a encomendar o A350, em junho de 2006. Mas
o projeto inicial do avião teve de ser reformulado pela
fabricante e a companhia aérea demorou para reconfirmar as
encomendas. Os jatos A350 800 e 900 são um pouco menores
que o 777: têm capacidade para 270 e 300 passageiros,
respectivamente. Os jatos serão entregues a partir de 2013 e
serão usados nas rotas para Europa e Estados Unidos. Podem
também ser usados para destinos como Japão e China, com
apenas uma escala.
Os quatro novos A330-200
serão entregues a partir de 2010. A empresa, que possui hoje 12
jatos desse modelo em sua frota, tem ainda mais quatro A330
encomendados.
A TAM possui hoje 109
aviões em operação, dos quais 102 são
Airbus (15 A319, 70 A320, três A321, 12 A330-200 e dois
A340-500). O plano de frota da companhia se mantém inalterado. A
TAM prevê encerrar 2008 com 123 aviões e a estimativa para
o final de 2010 é de 136 aviões em
operação.A TAM é o maior cliente da Airbus no
Hemisfério Sul e esse é o primeiro pedido de um A350 para
a América Latina. Com o pedido da TAM, as encomendas da Airbus
para o equipamento no mundo sobem para 314.
Custos
Operacionais - "As aeronaves Airbus
nos ajudaram a construir nosso padrão de excelência no
conforto oferecido ao passageiro", afirmou Barioni em nota divulgada
ontem. "E o A350 XWB irá proporcionar o 'estado de arte' no
conforto ao passageiro, enquanto assegura também os mais baixos
custos operacionais e baixas emissões de carbono."
De acordo com a nota da Airbus, o A350 possui a fuselagem mais larga da categoria, menores custos operacionais e o menor custo por assento das aeronaves desse segmento do mercado. A aeronave foi projetada para enfrentar os desafios dos altos preços dos combustíveis, aumentar as expectativas dos passageiros e das preocupações ambientais.
| Anac anuncia operação Carnaval em dez aeroportos do país |
Mercado & Eventos - 23-01-08
Fiscais,
servidores e diretores da Anac – Agência Nacional de
Aviação Civil confirmaram presença nos principais
aeroportos brasileiros, durante o Carnaval, em novo esforço para
apoiar os passageiros em períodos de grande movimento. A
Operação Carnaval 2008 da ANAC será dividida em
duas etapas – de 31 de janeiro a 2 de fevereiro, e de 6 a 10 de
fevereiro – e envolverá cerca de 260 servidores, que
atuarão em 10 aeroportos.
A primeira etapa
da Operação compreenderá os aeroportos paulistas
de Congonhas e Guarulhos, do Galeão (RJ), de Brasília
(DF) e de Porto Alegre (RS). Esses aeroportos concentram cerca de 80%
do tráfego aéreo do país e terão grande
fluxo de saída de passageiros rumo a outros estados nos dias que
antecedem o Carnaval.
Na segunda etapa,
que é caracterizada pelo fluxo de retorno, com forte
tráfego de passageiros saindo de cidades que recebem turistas
durante o Carnaval, a Operação envolverá os
aeroportos de Rio de Janeiro, Salvador (BA), Recife (PE),
Florianópolis (SC), Natal (RN), Fortaleza (CE) e Porto Alegre
(RS), além de Congonhas, Guarulhos e Brasília.
A Operação Carnaval 2008 tem como objetivo detectar e resolver problemas que possam atrasar ou impedir o embarque de passageiros durante o feriado prolongado. O principal esforço será no check-in das companhias aéreas. As equipes da Anac, identificadas com o colete azul, irão se revezar em turnos para atuar na solução dos problemas, principalmente nos casos de grandes atrasos e cancelamentos de vôos, de forma que nenhum passageiro deixe de embarcar.
| Terminal 3 de Cumbica vai custar R$ 1 bilhão e deve ser entregue em 2011 |
O
governo federal vai investir R$ 1,010 bilhão na
construção do Terminal 3 do Aeroporto de Cumbica, em
Guarulhos, que aumentará o fluxo de 17 milhões de
passageiros por ano para 29 milhões e deverá ficar pronto
em 2011. Serão gastos este ano R$ 255 milhões. Outros R$
630 milhões serão investidos em 2009 e 2010 e R$ 155
milhões em 2011. A obra faz parte do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC).
A
construção do terceiro terminal foi uma das iniciativas
anunciadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, como forma de
amenizar o recuo do governo ao abandonar medidas como o fim das escalas
e conexões no Aeroporto de Congonhas. Outras obras em Cumbica
foram enumeradas por Jobim, como o aumento do número de "vagas"
para os aviões no pátio do aeroporto, o que deve elevar o
número de pousos e decolagens de 45 para 54 por hora.
Ontem,
porém, a Infraero informou que a capacidade atual do aeroporto
já é de 54 operações por hora. De acordo
com a estatal, Cumbica só faz 45 operações por
hora quando há falta de demanda.
Funcionários
de órgãos públicos ligados ao setor aéreo
ouvidos pelo Estado não viram novidades nas medidas de Jobim.
Disseram também que medidas relativas à Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) deixaram a
impressão equivocada de que haveria mudanças em
Congonhas, além da liberação das escalas e
conexões.
Resolução
publicada no Diário Oficial diz que a Anac deverá fixar
para Congonhas "padrões de segurança relativos às
operações de pouso e decolagem" e estabelecer "limites da
capacidade operacional". Mas a própria agência esclareceu
que as regras seguem as mesmas, assim como as normas de peso das
aeronaves.
| Varig suspende vôos para Londres, Frankfurt e Roma e pede para passageiro procurar companhia |
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