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A
Aviação Brasileira está sendo debatida a todo
instante por profissionais do mais alto gabarito, mas também por
jornalistas, parlamentares e por curiosos que, na
condição de passageiros, são os chamados leigos
atentos, identificando apenas o que seus olhos e sua
percepção podem captar das
informações que a mídia lhes oferece diariamente.
As
questões mais simples são buscadas por todos: como
estão os aeroportos? Como andam os atrasos dos vôos? Como
está o tempo aqui e ali?
Pela média dessas informações, colhidas
aleatóriamente pela imprensa, vem sendo chamado
de
Cáos Aéreo ao conjunto de problemas que são
ocasionados aos passageiros quando as falhas sistêmicas produzem
grandes reflexos em todas as direções e sentidos.
Como recentemente tais
problemas atingiram
proporções catastróficas e, infelizmente,
produziram trágicas conseqüências, enlutando
toda a Família Brasileira e a Aviação Nacional,
parte do Seminário Nacional de Aviação Civil
será dedicado aos que neles foram imolados, quer como
tripulantes, quer como passageiros.
No
entanto, além dos acidentes, os
demais problemas de Tráfego Aéreo não estão
restritos ao Brasil e hoje atingem escala mundial.
E quando
eles são percebidos, em muitos casos o são apenas devido
ao excesso de vôos,
a
cada dia, utilizando
sempre as mesmas rotas.
Essa, portanto,
não é uma afirmativa para
desencorajar mantermos o maior número de vôos no Brasil,
mas sim uma forma de reflexão para que se
compreenda a grandeza do problema, na sua verdadeira magnitude, como
parte do Sistema Mundial da Aviação Civil.
Como
sabemos, cada um desses vôos, seguindo os regulamentos vigentes,
é planejado para cumprir, nos espaços aéreos
controlados pela soberania de cada País, as mesmas
aerovias controladas, as quais, por sua vez, mantém sistemas de
apoio e comunicação
em solo.
Por isso, as aeronaves de
qualquer natureza , mas
principalmente as comerciais, estão sempre indo e vindo dos
mesmos lugares e para os mesmos destinos, ocupando a faixa de
espaço que lhes for determinada, para que possam ser
"controladas".
Mesmo com
o aumento desse tráfego de diferentes tipos de aeronaves, os
controladores, profissionais que exercem uma especialidade considerada
excepcional em termos de atenção, mas agora, por alguns,
muito
criticados, contam com a mesma tecnologia de supervisão de
vários anos atrás.
Em alguns casos, essa tecnologia teve uma evolução muito
pequena, mas nada proporcional ao crescimento desse tráfego
aéreo controlado, ou sequer da
velocidade e tamanho das novas aeronaves que a cada ano são
incorporadas às frotas das centenas de companhias aéreas
pelo mundo.
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Para que
se tenha uma noção aproximada desse volume, das
dificuldades, das responsabilidades e de tudo o mais que o
tráfego aéreo representa, vamos utilizar o trabalho do
designer Aaron
Koblin que se baseou nos dados de 1(um) dia de controle da FAA, nos
EUA, e fez uma
animação da malha aérea americana.
É
interessante ressaltar que ao criar essa
animação,
Aaron Koblin utilizou as saídas e chegadas de aeronaves em suas
rotas correspondentes,
mostrando todas essas linhas que o internauta verá,
representando
o período
de apenas 24horas.
Por isso,
se o turno de um controlador americano é de 6 horas de
trabalho, será possível imaginar o esforço de cada
equipe em uma TMA, ACC, APP ou TWR.
Antecipando a imagem e aguçando sua curiosidade, podemos afirmar
que são tantos os aviões se deslocando pelos céus
que se conseguirá
perceber o contorno do território americano, mesmo sem um mapa
por baixo. E não por ser uma animação
artística, mas por simples volume do Tráfego Aéreo
Visto de Cima.
Ficam
nítidas as conexões e as relações de maior
intensidade de tráfego entre a Costa Oeste (Los Angeles) e a
Costa Leste (Nova
York), além dos fluxos para a Europa. As linhas nos deixam
até a impressão
de completa desorganização e "Cáos Aéreo",
num sistema intensamente movimentado e controlado já que o
número de acidentes é mínimo e se aplicado ao
Brasil demonstraria algo semelhante.
O Aaron
Kolin deu-se ao trabalho de separar alguns dos horários
do tráfego aéreo em Los Angeles, Nova York e na
Flórida. Dedicou alguns segundos
também para o Havaí, que tornam visíveis as
rotas do Pacífico, assim como as que descem pela América
Central. E
não satisfeito, clareou como bolhas, que espoucam ao som da
música eletrônica de fundo, as relações
desses vôos constantes com os diferentes NDBs, DMEs e VORs do
território
americano.
Como a
imagem é aérea e de grande altitude, para poder enquadrar
todo o território americano, quase ao final da
exposição
de cerca de 3 minutos, Aaron faz um zoom sobre os vôos da FIR e
isso nos
dá a impressão de um enxame de abelhas
incontroláveis.
Estudiosos
que já estavam preocupados quanto às
questões da poluição dos grandes jatos e da
correspondente perda
sensível da camada de ozônio, hoje
até já começam a se preocupar com um outro
fenomeno: a perda da
claridade do Sol.
Esse
fenômeno foi observado por cientistas e meteorologistas
americanos que mediram a
claridade do Sol, recebida em alguns pontos de medição
tradicional nos EUA nos dias comuns, e a claridade medida nas
várias horas
em que nenhum avião levantou vôo, devido ao atentado de 11
de Setembro de 2001. A sensível diferença detectada foi
alvo de estudos e
continua sendo motivo de controvérsias...
Você
pode até discordar que a diminuição da
claridade possa ser originada pela Aviação (pelo menos
nos EUA), mas não deixará pelo menos de duvidar dessa
possibilidade, depois
que der uma olhada no
vídeo do Aaron.
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