|
 |
 |
|
(Rio,
27 de agosto de 2008)
O Movimento Asas da Paz reuniu diversas autoridades do setor da
Aviação
e do Turismo para debaterem as questões de "Ceus Abertos",
durante a 6ª
Reunião mensal do Seminário Nacional de
Aviação Civil.
Essa 6ª
Reunião ocorreu nas dependências da
Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC e contou, uma
vez mais, com o
apoio do seu Conselho de Turismo, que é presidido pelo
Dr.Oswaldo
Trigueiros Júnior.
Presentes, também, no auditório, estudantes de Turismo,
Ciências Aeronáuticas, Gestão Aérea e de
Logística e Transporte, de diferentes Universidades e do SENAC.
O
Presidente do Movimento Asas da Paz, Comandante João
Flávio Pedrosa,
ressaltou a importância da discussão do tema para
adoção das políticas
públicas de Aviação, entendendo que estavam ali
reunidos diferentes
tendências e pontos de vista.
Segue
a Íntegra da 6ª Reunião - transcrição
taquigráfica)
|
 |
SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO
PEDROSA – Bom dia a todos.
Em
nome do Movimento Asas da Paz saúdo a todos os presentes a esta
sexta reunião
do Seminário Nacional de Aviação Civil que aqui
comparecem para debater as
questões de Céus Abertos.
Cumprimento
os ilustres palestrantes: Professor Respício do Espírito
Santo Jr., Presidente
do Instituto CEPTA, que abordará o tema “Céus Abertos: a
polêmica continua mais
aberta”; Dr. José Márcio Mollo, Presidente do Sindicato
Nacional das Empresas
Aéreas, que discorrera sobre o tema “Soberania e
Casuísmo. Prognósticos
Otimistas e Pessimistas: legitimação e
legislação na visão do SNEA”; Dr.
Ronaldo Serôa da Motta, Diretor da ANAC, que fará uma
exposição sobre
“Liberdade Tarifária Total, Céus Abertos e outras
Ações na Ótica da ANAC”; o
Comandante Marcelo Duarte, Vice-Presidente da APVAR, que fará
uma exposição
sobre “A Importância Estratégica do Setor Aéreo
como Fator de Soberania e
Integração”; Dr. Norton Luiz Lenhart, Coordenador da
Câmara Brasileira de
Turismo da CNC e Presidente da Federação Nacional de
Hotéis, Restaurantes,
Bares e Similares, que apresentará o tema “Lei Geral do Turismo
– Impactos na
Aviação Atual e Visão sob Céus Abertos”. |
|
|
Saúdo
aos demais membros da mesa que comporão este painel na qualidade
de
moderadores:
Dr.
Luiz Brito Filho, Assessor de Relações Institucionais da
TurisRio e
Conselheiro; Dr. Eraldo Alves da Cruz, Assessor para Assuntos
Institucionais e
de Turismo da CNC.
E informo que estão sendo aguardados o Dr.Oswaldo Trigueiros,
presidente do Conselho de Turismo da CNC e o Deputado Otávio
Leite
Antes,
porém, de lhe passar a palavra, Professor Respício, quero
registrar alguns
pontos que a ambos nos fizeram refletir, em relação
à Emenda nº 7, e que
derivou em podermos reunir, a um só tempo, na manhã de
hoje, no Seminário,
tantas e tão ilustres personalidades.
Penso
que não nos basta mais perceber que a crise instalada no
transporte aéreo é
mundial; o exemplo marcante de hoje é a pane ocorrida nos
sistemas americanos
de controle eletrônico, ainda não debelada, passando o
trabalho a ser feito
pelo antigo sistema “controlador-piloto”, ambos na fonia.
Aqui
no Brasil a crise está sendo realimentada sob o conteúdo
de críticas, denúncias
e até de escândalos que, mais que alertas, desservem ao
clima de confiança e
segurança esperado para O
Viajar Tranqüilo, que
é a intenção dos nossos
passageiros.
|
Por
outro lado, as questões sobre “Céus Abertos” e da
“Cabotagem”, a serem debatidas
neste Seminário, ainda que interessem aos setores
econômicos internacionais,
são questões eminentemente nacionais.
Se
hoje elas envolvem essas discussões sobre possíveis
alternativas e proposições
para equacionar parte dos problemas, é bom lembrar que eles
foram gerados pela
desregulamentação da aviação comercial no
início dos anos 90.
É
importante lembrar também que será esse o modelo pelo
qual tentaremos, uma vez
mais, trazer soluções ao país, esquecidas que
foram as conseqüências e efeitos
colaterais daquelas medidas anteriores.
Acredito,
firmemente, que não podemos abandonar as bases desse que foi um
trabalho
glorioso, ao longo de mais de oitenta anos da aviação
comercial brasileira, nem
os já mais de 60 anos de Sistema Aeronáutico Brasileiro,
como se fossem
ferramentas gastas que não nos servem mais.
Acredito,
também, que não podemos simplesmente abdicar e dedicar a
outras capitais, essa
missão soberana, porque eles, sem criarem nada de tudo isso que
já existe, e
que se constitui neste setor estratégico da
aviação, começam a chegar hoje ao
país, por algumas mãos amistosas e inocentes, esquecidos
que são de amparar
estes outros braços que ficarão aqui sem trabalho. |
 |
|
Apóio
a inovação!
Criem-se novas linhas aéreas nacionais,
aperfeiçoem-se os aeroportos, forme-se mais pessoal de terra e
do ar, e juntos
venceremos todos os obstáculos que se nos antepõem, como
venceremos um final de
pista, que se encurta a cada dia.
Temos
os melhores índices mundiais de um sistema misto de defesa e de
controle de
espaço aéreo e não podemos simplesmente abrir
mão dessa nossa capacidade de
fazer, relegando a outros, missões preponderantemente de
soberania nacional.
Ao
passageiro, princípio e fim da aviação comercial,
podemos oferecer o menor índice
de acidentes aéreos em volume de tráfego, em
quilômetros voados, em horas de
vôo, em distâncias percorridas ou em qualquer outro
índice que se queira medir
essa excelência em segurança.
Que
nossos céus sejam bem vindos a todos, em busca de
negócios e paz.
Mas
não podemos descuidar. Que as próximas
gerações não nos interpretem como
responsáveis pela entrega do país a estrangeiros, minados
que estamos por uma
série infindável de situações
mercadológicas transnacionais, diferentes do
sadio Comércio de Bens, de Serviços e de Turismo. Por
isso o Movimento Asas da Paz defende o direito a este debate, pois
entende ser
necessário ouvir todas as opiniões, de forma
democrática e harmônica, razão
porque aqui nos reunimos.
Cumprimentando,
mais uma vez, os componentes da mesa, os participantes e estudantes
aqui
presentes, passo a palavra ao primeiro palestrante, Professor
Respício do
Espírito Santo Jr., Presidente do Instituto CEPTA.
Antes
das palavras do Professor Respício, eu gostaria de passar,
rapidamente, a
palavra ao Dr. Eraldo Alves da Cruz, para uma
manifestação.
|
 |
SR.
MODERADOR (Eraldo Alves da Cruz) –
Bom dia a todos. Mais uma vez a
Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo sai na frente nos
grandes temas, que tem norteado a política do turismo
brasileiro. O assunto é,
efetivamente, muito instigante, mais do que polêmico, que o
próprio tema diz: Céus
Abertos, a polêmica continua mais aberta, mas ele é
instigante porque
pressupõe mudanças radicais; toda mudança radical
gera confrontos. A minha
posição hoje aqui vai ser de moderador. Por isso, o Dr.
João Flávio me passou a
palavra agora. O que nós esperamos desta moderação
é, exatamente, que cada um
deixe a paixão de lado, para poder tentar passar, para aqueles
que estão nos
ouvindo, efetivamente, dados técnicos, concretos, que permitam,
ao final, nós
chegarmos a algum raciocínio lógico. Realmente num tema
polêmico às vezes é
difícil isso. Então, nós contamos com esses
ilustres membros da mesa aqui,
todas pessoas extremamente gabaritadas, conhecidas do trade turístico
brasileiro, porque vão tratar, a partir de agora, de temas
efetivamente muito
polêmicos.
Agora, eu passo
a palavra aqui, me
permita João Flávio, ao Diretor da
Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo, que falará em nome da
Confederação, Dr. Norton Lenhart, que
lhes dará as boas vindas.
|
|
SR. NORTON LUIZ LENHART – Sem
mais delongas, eu agradeço a presença de todos e quero
iniciar imediatamente os
trabalhos.
Obrigado.
|
|
|
|
|