Notícias do Seminário Nacional de Aviação Civil


SR. RESPÍCIO DO ESPÍRITO SANTO JR.  – Bom dia a todos.
Como o título da minha intervenção coloca, Céus Abertos: a polêmica continua mais aberta. Antes de mais nada, vamos definir o que sejam céus abertos.
Nós podemos pensar de duas formas céus abertos, da forma bem simples, é claro, sem definições mais complexas. Só para nós entendermos duas concepções de céus abertos, que estão em voga hoje em dia.
Céus abertos no estilo norte americano, no estilo dos Estados Unidos, e os céus abertos no estilo da União Européia.
O que céus abertos no estilo dos Estados Unidos?
Dentro do tráfego internacional, ligações internacionais regulares, de preferência, vale praticamente tudo. Vale você voar de qualquer cidade para qualquer cidade, com qualquer aeronave, com qualquer freqüência, com qualquer capacidade, com qualquer preço. Entretanto, não vale cabotagem, ou seja, uma empresa aérea estrangeira fazendo um vôo doméstico em outro país, qualquer que seja o país. Nem uma cabotagem, que nós vamos chamar uma cabotagem real.

Nós estamos falando nos Estados Unidos, por exemplo, a British Airways basear suas aeronaves em Dallas, Texas, e fizesse uma ponte aérea Dallas/Los Angeles, sem ter absolutamente nada a ver com vôo internacional chegando de qualquer parte da Europa ou da própria Inglaterra.
Então isso seria o que a gente chama de pure cabotage; alguns autores colocam isso como a nona liberdade do ar. E a oitava liberdade do ar seria você sair, por exemplo, de Londres, chegasse a Dallas e pudesse desembarcar passageiros e carga e embarcar passageiros e carga e voar para Los Angeles. Esse trecho Dallas/Los Angeles nós podemos ver de duas formas. São duas formas de cabotagem.
Uma a pura; ou seja, eu só opero naquela ligação, independente de um vôo internacional. E a outra, que é a oitava liberdade do ar, aquela ligação doméstica é uma continuação de uma ligação internacional. Isso, na mentalidade dos Estados Unidos, dentro dos céus abertos no estilo americano isso não vale.
Assim como também não vale capitais estrangeiros, controles estrangeiros, adquirirem, tomarem posse, controlarem, de qualquer forma que seja, uma empresa aérea, no caso americana
PROF.RESPÍCIO - Então, você tem um limite máximo de capital estrangeiro, de controle estrangeiro nas empresas aéreas. Isso é o panorama dos céus abertos no modelo norte americano, dos Estados Unidos.
O que seria, então, céus abertos no modelo da União Européia?
A União Européia vai muito mais além. Tudo que a gente chama valendo de liberdade para os Estados Unidos continua valendo e aqueles dois pontos que os Estados Unidos não tolera, que é a cabotagem e que é o livre fluxo de capitais estrangeiros nas empresas aéreas, a União Européia fala que sim para os dois.Então essas são as grandes diferenças.
Então são duas concepções de céus abertos. Hoje em dia quando a gente fala: eu defendo céus abertos. Bem, qual dos céus abertos você defende? Você tem que ser explícito, que como vocês viram agora existe uma diferença muito gritante entre um e outro. Aqui, do meu lado, está o Diretor Serôa da Motta, da ANAC, então já é a primeira pergunta para ele: qual dos céus abertos a ANAC pensa? Porque só falar céus abertos não adianta. Nós acabamos de ver que existem diferenças muito pronunciadas entre as duas concepções.
(CHEGA O DR. OSWALDO TRIGUEIROS)
PROF.RESPÍCIO - Então, dando uma continuidade, essa parte de cabotagem, que o Dr. Pedrosa falou que motivou uma série de e-mails trocados entre eu e ele e umas outras pessoas.
Cabotagem, Brasil pode assinar cabotagem com qualquer país desde 1934 e desde que seja em reciprocidade. Por quê? Porque está escrito que pode na Convenção de Chicago, na qual o Brasil é signatário.
É verdade. Está lá desde 1944. Está escrito lá: os estados signatários não podem assinar cabotagem de forma unilateral, mas, em reciprocidade, podem. Tanto podem que os signatários de Chicago, que hoje fazem parte da União Européia, têm cabotagem livre entre eles. Signatárias de Chicago, Austrália e Nova Zelândia têm cabotagem em reciprocidade.
Ou seja: dado que o Brasil é signatário e faz parte do primeiro grupo do ICAO, desde da criação da entidade, desde a Convenção de Chicago de 44, então, nós podemos assinar, por exemplo, cabotagem com a Argentina, com o Chile, desde que eles aceitem tudo aquilo que nós propusermos ou vice-versa. Então, não é através de uma emenda constitucional que nós vamos poder fazer.
Nós já podemos fazer; é só o governo ter a política de fazer.
Podem perguntar: Respício você é a favor ou contra? A princípio eu sou contra. E com relação aos céus abertos? Bem, com relação aos céus abertos volta à pergunta: qual os céus abertos? Qual a concepção mais liberal que a concepção européia, você é a favor?
Sim, desde que você tenha uma fase de transição muito bem pensada, muito bem estruturada. Se for da noite para o dia, na minha opinião, não dá certo.As fases de transição são importantíssimas para a aviação.
 (comentários paralelos)           
O que são céus abertos na concepção européia? É aquilo tudo que pode nos Estados Unidos e mais a cabotagem, que é livre, e o livre fluxo de capitais estrangeiros nas empresas aéreas. Liberdade total em capacidade, freqüência, preço, origem e destino, o que for; e mais cabotagem, e mais livre fluxo de capitais estrangeiros. E é exatamente isso que a União Européia aplica para os estados membros. E é o que ela quer levar para o acordo multilateral assinado entre o próprio bloco e os Estados Unidos.
(Chega o deputado Otávio Leite)
PROF.RESPÍCIO - Então, voltando: na  minha opinião a fase de transição é fundamental. Por quê?
Em todos os marcos da aviação, no mundo inteiro, inclusive no Brasil, nós tivemos fase de transição. Se forem bem ou mal estruturadas, aí já temos que fazer vários registros históricos com relação a isso, e mesmo assim, bom e mau, bonito e feio, frio ou quente, é muito relativo.Então, alguns autores podem achar que a transição do modelo americano para a desregulamentação total nos vôos domésticos e depois para os céus abertos, que começaram a partir de 1992, no primeiro ano do Governo Clinton, tenha sido muito boa; outros autores, até mesmo dentro dos Estados Unidos, podem afirmar: “Não, na nossa opinião não foi, por causa disso, disso, daquilo outro”. Mas é importantíssimo que seja muito bem refletido, muito bem pensado, muito bem estruturada, uma fase de transição. Qualquer grande abertura tem que ter uma fase de transição. Quanto tempo é a fase de transição? Não sei. Exatamente o estudo, a reflexão, as discussões, com todos os atores envolvidos, não apenas só o lado do governo, é que vai dar a dimensão dessa fase de transição.
Para os senhores terem uma idéia, se nós considerarmos cada estado americano, (vocês sabem muito bem que cada estado americano tem uma constituição própria e segue a Constituição maior que é a dos Estados Unidos) antes de 1978, tinha suas próprias regras de transporte aéreo. Era como se fosse 50 países diferentes. O que o governo americano fez, o governo central? Ele unificou aquela coisa e disse: “A partir de agora vocês estão desregulamentados”. Mas foi da noite para o dia? Não. Foi, aproximadamente, do final de 76, primeiro ano do governo Carter, novamente um governo democrata, até o final de 85. Essa foi a fase de transição só para o ambiente doméstico nos Estados Unidos, que foi, praticamente, um céus abertos dentro dos Estados Unidos. União Européia não foi diferente. Foram mais de dez anos de fase de transição. E todos os autores falam: mesmo com essas fases de transição você tem bons resultados e maus resultados. E o país precisa conviver com os dois, aprender com os dois. Aqui no Brasil, como é que nós chegamos à liberdade tarifária?
Através de uma política de flexibilização, nós não chamamos de desregulamentação. Na época o DAC chamava de flexibilização, que durou onze anos, até se chegar à liberdade tarifária, aproximadamente em 2001, alguma coisa assim, porque eu me recordo muito bem, que eu estava até assessorando o pessoal do Ministério da Fazenda sobre isso.
Então, onze anos para preparar o ambiente doméstico para uma livre concorrência.
Ah, hoje em dia nós temos uma concentração em duas empresas?
Sim, tudo bem. Isso é resultado direto da flexibilização?
Um pouco sim e muito não; essa é a minha visão.
           
Colocando um pouquinho mais além: nós já falamos que a cabotagem pode ser assinada em reciprocidade a qualquer momento, com qualquer país que assim deseje. Por quê? Porque está escrito desde 1944 na Convenção de Chicago, independe de emenda constitucional. Depende, sim, também de política de aviação civil. Se o governo achar: realmente, nós estamos balizados desde 1944 e não fizemos nada agora. Então vamos começar a conversar com o Chile, com a Argentina, para nós fazermos isso. Ele pode, independe se a Emenda Constitucional 1, 2, 3, 4, 5, 15, 38 diz que sim ou que não."
Capital estrangeiro. No dia 04 de julho, à convite até mesmo do próprio Ronaldo, nós fomos a um evento da ANAC e eu falei exatamente sobre capital estrangeiro.  Então de uma forma muito resumida: existe um documento, que foi assinado em paralelo à Convenção de Chicago, em 1944, que ele diz a respeito dessas liberdades do ar e tem um dispositivo lá que diz que cada estado signatário tem o direito de não aceitar uma determinada empresa, de um outro país, de um outro estado signatário, se não estiver satisfeito com a composição do capital desta empresa; ou seja, um país tem o direito; não está escrito que o país vai ser obrigado  a não aceitar aquela empresa. Isso, novamente, lá no documento assinado, em paralelo, à Convenção de Chicago em 1944. Ou seja, desde 1944, nós podemos ter o percentual de capital estrangeiro que quisermos nas nossas empresas aéreas. Quem é hoje em dia a Swiss? A Swiss não é parte do grupo Lufthansa. Existe muito mais capital alemão do capital suíço ali. E nós consideramos a Swiss  como Suíça. E Lufthansa está namorando uma aquisição sobre a Austrian. A mesma coisa. Aquela empresa representa o país chamada Áustria. Mas ela vai ter, se for concretizada a aquisição, vamos dizer assim, o maior controle, por parte da Lufthansa, será muito mais alemã do que qualquer outra coisa."
Então o Brasil tem o direito de falar: não aceito. Se essa empresa é Suíça, ela tem que ter a maior parte do capital na mão de suíços, pessoa física ou jurídica. O governo brasileiro tem o direito de fazer isso. Mas será que é interessante para o governo brasileiro falar: Não, Suíça, você não entra mais no meu país porque agora se tornou mais alemã do que suíça”. Acredito que não. Então o mundo inteiro funciona dessa forma.
A Convenção de Chicago e os documentos assinados, em paralelo, às vezes eles são muito colocados de uma forma: “Ah, porque restringiu, ah porque criou o sistema bilateral etc. etc.” Não. Chicago, na minha opinião, é muito inteligente e os documentos assinados em paralelo também muitos inteligentes, já dando uma flexibilidade, dando a responsabilidade da decisão na mão dos estados signatários. A Convenção em si, e esses outros documentos são muito liberais, são muito flexíveis.
Eles apenas passam a responsabilidade da negação, passam a responsabilidade da limitação, quer seja da cabotagem, quer seja de acordos multilaterais, quer seja do capital estrangeiro, para cada país signatário. Foi opção do governo brasileiro escrever explicitamente na lei, em 1986, que é o Código Brasileiro Aeronáutico, dizendo especificamente: Limite máximo de capital estrangeiro 20%. Foi opção do governo brasileiro fazer isso.
E sabe lá Deus porque, talvez até os outros membros da mesa, quem sabe o nosso querido Deputado Otávio Leite possa nos dar uma luz a respeito disso, de um projeto de lei que existe no Congresso aumentando para 49% o capital estrangeiro, que, desculpe o termo, está atolado, ele não sai do lugar. Há tanto tempo que já está lá e não anda.
Por que não anda? A Agência já se manifestou a favor, o Ministério do Turismo também, a Casa Civil também é a favor e todo mundo a favor e o negócio não sai!
Então das duas, uma: ou ninguém é a favor e está todo mundo contando lorota ou então não se tem vontade política de peitar uma situação e falar: não, isso aqui é normal, vamos colocar para frente.
SR. JOSÉ MÁRCIO MOLLO  – Só quero dizer que as empresas também são favoráveis ao aumento do capital estrangeiro, não só os órgãos de governo. Também estamos estranhando porque o projeto não anda.
SR. RESPÍCIO DO ESPÍRITO SANTO JR.  – Maravilha, então os operadores, aqueles que têm o expertise do negócio, da operação, que sabem a dificuldade, o tamanho do prejuízo que é, por exemplo, um vôo atrasar, eles também são favoráveis a essa flexibilização para 49%.
SR. NORTON LUIZ LENHART – Respício, se isso é uma determinação de governo, até em função dessa Convenção de Chicago, o governo definiu que seria somente 20% na participação de capital estrangeiro, precisa um projeto de lei para mudar essa vontade de governo?
SR. RESPÍCIO DO ESPÍRITO SANTO JR.  – Porque já que está escrito na lei e a lei, teoricamente, está em vigor, muitos defendem a tese de que a Emenda Constitucional 6 acabou com essa limitação; que a empresa brasileira é aquela empresa que é registrada no Brasil etc. etc. Independente da constituição acionária, independente do capital. Quer dizer, se a Emenda 6 deu essa abertura e essa abertura foi feita para depois você ter as privatizações de telecomunicações etc, muitos dizem que a Emenda 6 cortou essa parte do artigo 181 do CBA. Já outros falam que de jeito nenhum, você precisa pontualmente revogar aquele artigo, da forma assim, assim, assado, quer dizer, esse projeto de lei, que senão me engano começou com o Senador Paulo Otávio, ainda na época do nosso Cbratur em 2003, e outros senadores, outros deputados, que foram se associando ao projeto, concordando com o projeto, mas alguma coisa há que o negócio não vai à frente.
Então essa era a terceira parte.
Começamos com os céus abertos, passamos pela cabotagem e capital estrangeiro.
Então para nós vermos que tanto a cabotagem como capital estrangeiro dependem da vontade política do governo. Na minha visão, novamente eu vou colocar, é imprescindível uma fase de transição detalhadamente estruturada, profundamente discutida, e não é discutida numa panelinha, é discutida com todos os atores do setor e com a sociedade. E quando eu falo discutir com a sociedade, eu falo isso aqui, tipo este seminário, não falo: está na internet para você dar a sua opinião. Internet, para dar opinião, para mim é o blog da Miriam Leitão, blog do Noblat; a gente lá internet e dá a nossa opinião e comenta alguma coisa que eles falaram. Para mim, discussão com a sociedade é isso aqui. São fóruns como este daqui, são fóruns como o Instituto CEPTA patrocina, como a Coppe patrocina, como a USP, como a UNB. Essa é a minha opinião. E o que estou vendo é que ultimamente nós não temos tido uma postura de nós estruturarmos uma fase de transição; pelo menos se alguma coisa desse tipo está sendo estruturado, está sendo discutida, não está sendo discutida e nem estruturada explicitamente, publicamente, de uma forma transparente e isso me preocupa muito, porque, às vezes, o negócio me parece muito bom no livro, parece muito bom na conversa, parece muito bom na ideologia, mas quando nós colocamos na prática, sem ouvir todos os lados envolvidos, aí o negócio pode complicar lá na frente. Pode ser às mil maravilhas no curtíssimo prazo, mas lá na frente se complicar.
Só para terminar.
Em 2006, estive em Chicago num evento sobre aviação comercial e na oportunidade, já que eu estava lá, a presidente da United me convidou para uma palestra na sede na United. Lá fui eu, falar a respeito do mercado brasileiro etc. e uma das coisas eu falei: uma agência acabou de ser criada, a tendência é que se libere o capital estrangeiro, não se sabe quando, mas pelo menos o limite de 49% já está sendo negociado no Congresso e também há uma possibilidade de nós termos uma liberalização na América do Sul e outras coisas mais, quem sabe até, mais um pouco à frente, cabotagem. Aí o vice-presidente de Planejamento da United me perguntou: Vem cá, já perguntaram se nós queremos isso? Porque eu já tenho muito problema aqui dentro dos Estados Unidos, voando Atlântico Norte também e tudo mais, brigando com um monte de gente, tendo uma aliança enorme que eu tenho com a Lufthansa que chama Star Alliance, se o Brasil abrir a cabotagem me convidando eu não quero não; já tenho muito problema por aqui. É aquela velha história do Garrincha: a jogada é essa, essa. E aí o Garrincha na inocência dele falou: Vem cá, nós já combinamos com os russos que vamos fazer isso. Ou seja, na minha opinião é o quê? É exatamente o vácuo desse estudo e desse debate, da inexistência de uma grande estruturação numa fase de transição, para todo mundo se preparar da melhor forma possível. O próprio governo americano foi pego de calças curtas durante a fase de transição que ele mesmo planejou na desregulamentação doméstica. Tinha coisas, tinham problemas que surgiam com a livre concorrência que o governo americano não estava preparado e foi ele que começou a estruturar o negócio e ele foi aprendendo com a prática. E se nós fizermos uma coisa de um ano para o outro, sem estruturarmos nada, nós vamos dar com os burros na água e depois não vai dar para voltar atrás.
Então, muito rapidamente aqui, nós cobrimos os dois céus abertos, algumas considerações sobre ambas as concepções, cabotagem, capital estrangeiro e essa parte de algumas outras flexibilizações.
Eu agradeço o convite do Dr. Pedrosa, agradeço a atenção de todos aqui na mesa e a atenção principalmente de vocês e estou aqui aberto, no tempo de debates, para nós conversamos um pouco mais.
Obrigado. (Aplausos)
SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA – Eu agradeço ao Professor Respício. Teremos oportunidade de fazer um debate complementar. Mas, eu passo, agora, a palavra ao Luiz Brito, que vai ser o nosso cronógrafo vivo, porque o nosso tempo urge e ele ali vai ter a possibilidade de controlar.
SR. MODERADOR (Luiz Brito Filho) – A todos bom dia. João, mais uma vez, parabéns. Eu acho que esse debate só traz justamente o avanço, nas deduções que nós precisarmos tomar sobre aviação, que é coisa muito séria. O Professor Respício foi brilhante na defesa das suas convicções, que está bem respaldado em cima de estudos, até a liberdade nesse momento que essa mesa vai ser uma mesa justamente de debate e vou poder defender a minha convicção também como aeroviário por natureza, que nós não temos condições de passar por transição porque nós demos um retrocesso de 80 anos, pelo menos, a aviação brasileira, quando tiramos a Varig dos nossos ares do Brasil e do mundo. Então não tem que se pensar em transição porque nós demos um grande retrocesso.Antes de tudo dizer também: que, em nível de cruzeiros marítimos, a cabotagem só funciona em nível de Brasil, México e Comunidade Européia, entre eles; todo mundo fechadinho, tanto é que nós, agora, estamos com problemas sérios.
E eu acho que a hotelaria em grande parte tem razão da problemática da entrada dos cruzeiros em águas brasileiras e defendemos, em parte, até porque estamos trazendo emprego e temos que aprender com eles, competência com eles, aquilo que nós perdemos quando acabamos com a nossa Marinha Mercante. Então, eu acho que é um momento de muita reflexão e acredito que esse seminário do Movimento Asas da Paz juntamente com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo vai servir justamente para isso.
Eu passo a palavra, então, ao nosso Presidente, Dr. Oswaldo Trigueiros, para que saúde a todos e dê andamento ao nosso Seminário.
                                  Veja aqui a seqüência da 6ª Reunião do Seminário


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