Notícias do Seminário Nacional de Aviação Civil

SR. JAIR DUARTE  Eu vou começar falando um pouco sobre o tema que me foi pedido para explicar aqui.
O Centro de Treinamento da Varig foi fundado, basicamente, em 1947.
Mas a Varig já tinha simuladores de vôo em 1943, durante a II Guerra Mundial.
Com a idéia da segurança através da manutenção das aeronaves, de procedimentos rígidos em relação às tripulações e do treinamento de todo corpo técnico,
esse tipo de pensamento, sempre foi uma das metas que a empresa nunca deixou de ter muito bem colocada.
Nunca!
Mesmo quando a gente estava, como agora há pouco, há dois anos atrás, em meio a toda esse crise.
Isso nunca foi abandonado.
Muita coisa foi feita na empresa para redução de custos, mas nessa área não se tocou.
Talvez isso explique o motivo de tantos passageiros voarem na Varig até o último dia, porque eles sabiam, eles tinham certeza, de que o compromisso da Varig com a segurança não tinha como ser quebrado.

Em cima disso, desse pensamento, a Varig, há muito tempo, como disse, criou o Centro de Treinamento.
E a idéia, neste Seminário, é falar que parte dessa conquista, a conquista da segurança,  está baseada no treinamento.

Vamos começar dizendo que hoje existe uma nova realidade.
Mesmo assim, o incremento de aeronaves no tráfego, nas últimas décadas, não fez com que aumentasse o número de acidentes.
Muito pelo contrário.
Eles se estabilizaram e até cairam.
Basta você olhar a razão entre o número de decolagens, horas de vôo e o número de assentos que eles têm, para aeronaves de grande porte.
Isso tudo está baseado em duas coisas: primeiro, na evolução tecnológica de cada equipamento desses; e segundo, no treinamento que os tripulantes recebem.

O papel dos órgãos de controle nisso tem sido fundamental.
E aí eu falo: FAA, ICAO, IATA e uma série de outros organismos têm trabalhado muito fortemente nessa área.

São eles que estudam esses casos todos.
Muitos deles estudam os acidentes e incidentes, para tomar as atitudes necessárias: modificam procedimentos, informam às empresas que devem ser alteradas algumas coisas, pedem às empresas aéreas que troquem equipamentos, façam manutenções diferenciadas... E batem pesado.
Isso tem sido fundamental, para que as coisas aconteçam dessa maneira como está hoje.
Então, se nesse primeiro nível as coisas não acontecerem direito, nada mais tem sentido. Por isso esses organismos são essenciais. Por isso também a importância da ANAC.
E por isso, ainda,  a nossa preocupação com as repetidas mudanças da ANAC, por serem muito rápidas. A absorção desse conhecimento, pelas novas pessoas que estão entrando lá na ANAC, nos preocupa.
Principalmente porque se eles não tiverem a capacidade de aprendizado rápido, teremos um grande temor para frente. 
Seria importante que acontecesse de uma forma bastante tranqüila essa mudança toda na ANAC.
Que não fosse feita uma coisa muito rápida, pois isso pode ter conseqüências sérias à frente.

No entanto, são eles que emitem comunicados, recomendações ou mesmo determinações que alteram ou levam à introdução de novos procedimentos em toda a cadeia da indústria aérea.
Estes procedimentos afetam: os construtores, as aeronaves e seus equipamentos de bordo, as empresas aéreas, os pilotos, a manutenção e a engenharia de operações, os centros de controle de vôo dos países envolvidos e todos os aeroportos.
E afinal, a segurança está baseada nisso tudo.
Falhou um desses itens, pronto: ele pode ter um problema sério nessa história aqui.
O papel de cada um neste cenário de desafios.
Os fabricantes de aeronaves: têm feito seu papel, desenvolvendo equipamentos com maior eficiência, redundância de sistemas e testes de performance, além de sistemas cada vez mais sofisticados.
Isso é nítido.
O que hoje você encontra numa aeronave Boeing ou Air Bus é absurdo.
Se você vai na Embraer é uma coisa espetacular.
As aeronaves, hoje, estão se tornando cada vez mais e mais seguras. Disso ninguém tenha a menor dúvida.

Os desenvolvedores de equipamentos embarcados têm encontrado soluções técnicas em hardware e software que permitem às aeronaves voarem dentro de novos conceitos e com muito maior segurança.
A idéia básica é você criar determinadas situações, como RVSM, em que antigamente a aeronave voava separada por dois mil pés.
E agora está com muito menos.
Isso exigiu uma série de equipamentos de bordo, com maior capacidade, definição das coisas...
E os equipamentos têm sido introduzidos para isso.
Tecnologias estão sendo disponibilizadas para as aeronaves e isso está sendo muito bem colocado.

Então, tecnologicamente, o caminho está todo correto.
As empresas aéreas têm adotado procedimentos de acordo com as regras estabelecidas pelas organizações governamentais do mundo inteiro, mantendo suas aeronaves em condições e desenvolvendo seu pessoal na parte técnica e na comportamental.
Aqui começa a grande questão do treinamento.
As empresas aéreas têm sido incitadas, muito fortemente, a trabalhar com procedimentos rígidos e treinamento.
A grande dificuldade que enxergamos, ainda, como Centro de Treinamento, é quando discutimos o posicionamento de uma empresa potencial cliente.
É que vemos que ela gasta centenas de milhares de dólares para colocar um TCAS a bordo e depois fica perguntando se não dá para fazer o treinamento um pouco mais rápido, um pouco mais barato.
Se você for comparar uma coisa com a outra é infinitamente menor. Mas a tecnologia está ali, disponível e já está colocada a bordo.
E o  treinamento?
O que podemos fazer para baratear?
Não é aí que está o problema do low cost.
O low cost está em outra área, não em treinamento.
É uma grande dúvida que a gente vem, quando discute com os nossos clientes sobre isso.
E as coisas não vão tão bem como gostaríamos que fosse...

Essa mesma linha, com adoção de procedimentos, tem sido implementada, na medida do possível, pelos órgãos governamentais responsáveis pelo controle do espaço aéreo e o de aeroportos.
Nós temos visto, da parte do governo, um esforço para mudar, essa parte do controle de vôo.
Mas não é simples, não é nada fácil.
Mas ele tem feito a parte deles, de alguma forma.
E a parte de aeroportos, que está sob pressão pesada, tambem.
Principalmente depois do infeliz acidente, ou atentado de 2001, lá nos Estados Unidos, nos aviões com os terroristas.
Os aeroportos estão muito pressionados: mudando equipamento de Raio X, procedimentos, revista, bagagem.
Eles têm recebido grande parte de tecnologia, para que isso possa se tornar possível.

Se você for olhar para toda a cadeia produtiva, seja para quem desenvolve aeronave, quem desenvolve equipamento, quem desenvolve qualquer coisa, a tecnologia está disponível.
Basta você ter dinheiro e terá ela na mão. Assim, t
ecnologicamente temos evoluído, e bem, na área de segurança de vôo.
Os equipamentos estão disponíveis, e podem ser utilizados por qualquer empresa que disponha de capital para isso.

Todo este desenvolvimento tecnológico, seguramente aumenta a percepção de segurança do vôo nos clientes.
Principalmente daqueles que viajam com freqüência.
Claro que alguém que nunca voou vai ter uma percepção, talvez, diferente.
Mas quem voa constantemente tem essa percepção de que os aviões estão melhores, estão mais modernos.
Isso cria na pessoa a sensação de segurança. E ela é verdadeira.
O problema são as perguntas que a gente tem que fazer para nós mesmos.
1- Somente a adoção de tecnologia de ponta e procedimentos rígidos irá garantir a necessária segurança de vôo?
Botei no avião toda a tecnologia embarcada.
O avião está lindo, está perfeito, tem tudo lá. Isso já me garante? Resposta: não.

2- Como garantir que pilotos cuidem de aeronaves cada vez maiores e mais complexas, em menor número na cabine, com tráfego cada vez mais pesado e voando para qualquer lugar do mundo em condições das mais diversas?
Se vocês lembram, nos aviões antigos, voavam quatro/cinco/seis pessoas, agora são dois só e a carga de trabalho fica em cima deles.
Não é tão simples você pegar um piloto do Brasil, que está acostumado a 40 graus, e pegar um avião, um Boeing, um Air Bus, e falar: você está indo hoje para Frankfurt, lá está nevando e você vai pousar lá debaixo de neve.
Não se faz isso... Então, tem que treinar.
3- Como garantir que os controladores de vôo consigam assimilar as inovações tecnológicas e manter baixo o stress característico da profissão? Não é simples.
O tráfego aumenta, as pressões em cima aumentam.
Quem já esteve numa torre de controle, nas suas duas fases, sabe o problema que é aquilo ali: tem aumento, não tem jeito.
4- Como manter todo o pessoal dos aeroportos (dos mais modernos aos mais simples) adequadamente capacitados para cumprirem as rígidas normas de segurança? 
Tem aeroportos espalhados no Brasil inteiro...
Tem alguma coisa que possa ser feita em relação a isso?
Porque equipamento você coloca lá.
E aí?
Como é que treina lá?
No Nordeste, no Norte, Acre?
Porque ele tem que ter alguma coisa bem parecida com o que tem no Rio.
Ele é um aeroporto também. Tem que ter a mesma segurança que é oferecida à pessoa que pega um avião aqui no Rio de Janeiro.
Então ele sai do Acre: e se tiver alguém com algum problema a bordo?
Então tem que ter lá a mesma coisa.
Não tem jeito.
5- Como garantir que a formação se dê de forma contínua, e de qualidade, para que não haja falta de profissionais no mercado da aviação?
Hoje a formação no Brasil está, ainda, bastante deficitária.
O Centro de Treinamento da Varig não trabalhava com a parte de formação. Nós pegávamos o tripulante, levávamos para Porto Alegre, fazíamos uma formação diferenciada lá dentro.
A partir do momento em que tivemos a infeliz quebra da empresa, a venda dos ativos dela, e o Centro passou a ser uma entidade a buscar mercado, a gente entrou no segmento de formação.
E para nós foi uma grande surpresa o que tinha no mercado. E isso nos deixou bastante tristes.
Nós propusemos à ANAC e o treinamento de comissário foi completamente remodelado.
Falávamos, durante o treinamento, quando começamos a fazer todo esse trabalho, em garrotes, como técnica para conter o sangramento.
Coisas assim, que não existiam mais na aviação há muito tempo.
Então a gente propôs para a ANAC, que fizemos um grupo de trabalho com eles e isso foi aceito.
Desenvolveu-se todo um trabalho.
Escrevemos dois livros para que pudessem ser colocadom como básicom para esse trabalho de formação.
Hoje eles estão publicados e vendidos nas livrarias, para que possam ser tomados como base.
Agora estamos trabalhando na parte de helicóptero.
A aviação de helicóptero no Brasil já é a segunda do mundo.
Mas a formação continua sendo mais ou menos a mesma de 10/20 anos atrás, em que a procura por curso de helicóptero era muita baixa e todo mundo procurava apenas a aviação de asa fixa.
Então o treinamento ainda hoje, em grande parte das escolas, é feito assim: você faz todo curso de piloto de asa fixa e, em alguns momentos, você faz a diferença cm algumas aulas para helicóptero.
Num mercado em que você tenha poucos helicópteros isso não é um problema, é possível.
Mas num mercado onde você já é o segundo do mundo, em número de aeronaves, não tem mais sentido.
Então agora estamos trabalhando com a ANAC em relação à mudança. Vamos ver tudo o que a gente pode tentar fazer nesse curso também.
Então o grande problema do Brasil, em relação à tecnologia, é simples: compra-se.
Já o Treinamento: discute-se.
Porque não existe hoje uma definição clara do treinamento.
A ANAC define o básico, o mínimo do mínimo.
Daí para frente cada um faz o que acha que é melhor para a sua empresa. Alguns fazem muito mais do que isso.
Alguns fazem só o mínimo. E essa diferença é que é imperceptível para o passageiro.
Isso porque ele entra numa aeronave de alguém que treinou muito e eu entro numa aeronave de alguém que não treinou tanto.
Como perceber isso? É muito difícil.
Existe a necessidade, em algum momento, de se re-discutir essa parte de treinamento, porque se o tripulante não estiver bem treinado não adianta.
Nada daquilo lá dentro vai funcionar direito.
Resposta: É preciso Formação e Treinamento Periódico de alta qualidade. Não tem uma outra saída para isso.
Trabalhamos com isso há muito tempo.
Já refizemos o treinamento.
As empresas hoje já sabem disso.
Como a TAM, que já começa a ter um Centro de Treinamento bastante avançado, e a Gol que já pensa nisso também.
Porque a grande vantagem de você ter um treinamento muito forte é a capacidade de você repensar.
A Varig nunca teve o problema de repensar.
Por mais que dissessem que a Varig era um mamute, que era uma coisa difícil de ser mudada, talvez em nível administrativo fosse, mas na área operacional não.

Tivemos alguns poucos acidentes.
Um deles nos marcou muito, que foi o do Garcez, em que a aeronave ficou fechada numa selva.
Após o acidente,  tínhamos um grupo dentro da Varig chamado GIPAR, que era um grupo de investigação exatamente de acidentes aeronáuticos, interno, que não tinha nada a ver com o CENIPA, nada a ver com o governo.
Esse pessoal trabalhava como se fosse um radar, olhando tudo o que acontecia em volta do mundo nessa área.
Chamamos várias daquelas pessoas que estavam a bordo, passageiros. 
Colocamos todo o nosso grupo de pilotos e comissários sentados, para saber exatamente o que aconteceu naquele vôo, depois do vôo, depois da catástrofe. Repensamos tudo.
Todo o nosso treinamento que era teórico, e até hoje é teórico na maioria das empresas, na Varig passou a ser 90% prático.
Foi quando notamos que não é simples colocar no slide como é que se cava uma latrina...
Ou como é que você separa corpos.
Nem como é que você fala com a mãe de uma criança, quando você vai deixar separado um do outro.
Nós vivemos essa situação. Nós aprendemos com ela.
A grande diferença de uma empresa, que está no mercado para ficar por muito tempo, é que ela sabe que acidente é inevitável.
Só que quando acontece o acidente ela não pode simplesmente lamentar o acidente.
A Varig sempre lamentou muito os acidentes.
Mas sempre se procurou aprender demais, com o acidente, e repensar tudo que se fazia.
E o caminho para ela sempre foi o Centro de Treinamento.
Porque é ali que víamos onde é que estava o erro.
Se estava no nosso pessoal do aeroporto, nos treinamentos dos tripulantes, na manutenção, em qualquer lugar.
Hoje incentivamos muito, muito mesmo, de certa forma, até perdendo cliente.
Ajudamos o máximo que podemos à Gol, o máximo que podemos à TAM. Incentiva demais o pessoal a fazer isso.
Só que não é simples.
As empresas, hoje, no Brasil são chamadas de low cost e isso fica sempre muito complicado de você saber até onde vai esse teu low cost.
Não devem determinadas áreas serem passadas para isso.
Tem um fio muito tênue, mas que não pode ser ultrapassado.
E um deles é a parte de treinamento.
Falamos para eles: não façam isso jamais.
Definições: acompanhamento e controle da ANAC em todos os estágios do treinamento, formação.
Depois, quando o tripulante já está lá dentro, formado na empresa, vem a idéia de baixar custo.
Só para exemplo: um instrutor realmente custa R$30,00 a hora, ou algo parecido no mercado.
Então você vai pegar um tripulante, e você tem que fazer onze dias de sala de aula com ele: está fazendo o inicial. Então fazendo inicial.
Então você põe um professor lá dentro, para pagar por hora.
Aí você olha e fala assim: Você pode fazer CBT. Quanto custa o CBT, Computer Basic Training?
Você tinha a estrutura e bota um computador para ensinar.
Até fixo também, não tem problema.
Custa dez a quinze dólares a hora.
É um pouco mais barato, mas eu tenho que pagar por pessoa.
Então faz o seguinte: tira o instrutor, botar um CBT na frente e 30 homens atrás assistindo.
Acaba. Isso não é low cost. Isso é loucura!! (risos)
Então existe um limite para as coisas.
Não precisa chegar a esse extremo. É esse o caminho errado.
fazer direito.
É esse o caminho que não pode ser seguido de forma alguma. Tem limite.
E a ANAC é importante, porque quando ela não fiscaliza, quando não vai em cima, torna possível essas barbaridades.
É a NAC que impede isso.
É ela quem tem o poder de falar: Desta forma eu não aceito. Se ela não faz isso, a pessoa fica tranqüila para poder passar isso aí.
Então a ANAC é fundamental, como é a FAA, como é a ICAO.
Que haja o entendimento e a aceitação por parte das empresas de que o treinamento de qualidade é fundamental para a segurança.
Faça conosco, faça com qualquer um, mas jamais deixe de fazer direito. E que haja a inserção, nesta mesma visão, do universo do vôo de helicóptero.
Hoje discutimos muito a crise do Brasil em relação às aeronaves de asa fixa, principalmente as grandes.
Só que existe um outro universo, muito grande, que são os helicópteros, que são os aviões executivos, aviação geral, que ninguém tem condições de pagar, normalmente o que um treinamento exige.
Então você vê que o Brasil hoje tem cerca de mil e poucos helicópteros e não tem um único simulador de vôo no país.
Ou treina fora ou não treina.
Na aviação geral: quem pode comprar um simulador de 12 milhões de dólares, que é cinco, dez vezes mais caro que a própria aeronave?
Os aviões estão aí e eles também podem bater num outro grande.
Tem que ter algum tipo de regra para isso também.
Não é tão simples assim...
Simplesmente porque não são grandes, não são os maiores?

Trabalhamos sempre na Varig com um modelo que hoje em dia é chamado SHEL, em que você tem o software, o hardware, o environment e o liveware, que é o homem. A figura central, no final, vai ser sempre o homem.
O homem tem que estar treinado adequadamente. Se não fizer isso, acabou.
E hoje em dia já não é mais simplesmente dar condições dele aprender toda aeronave.
Cada sistema, cada botão, cada relógio que tem lá dentro. Não, não.
Hoje o homem tem uma participação muito maior aí dentro e isso vem num outro treinamento que é o CRM.
No CRM ele deve saber que o erro pode acontecer. E que você tem que estar atento a ele.

Teoria do Erro. James Reason. Essa é a idéia básica.

 

                      (Apresenta slide da Teoria do Erro)
Aprendizagem – Média do Percentual de Aprendizado
•10% - lemos
•20% - ouvimos
•30% - vemos
•50% - vemos e ouvimos
•70% - discutimos com os outros
•80% - experimentamos pessoalmente
•95% - ensinamos a outra pessoa
Exemplos de treinamento técnico:
1. Para pilotos e mecânicos de vôo é composto de:
Aulas teóricas em CBTs ( Computer Based Training ) ou  salas de aula FTD ( Flight Training Devices ) e FFS ( Full Flight Simulator).
2. Para comissários é composto de:
Aulas teóricas em CBTs e salas de aula.
Treinamento prático de combate a incêndio a bordo, sobrevivência na selva/mar/gelo e deserto, primeiros socorros, etc.
3. DOV’s e Pessoal de aeroportos é composto de:
Aulas teóricas em CBTs e salas de aula.
Treinamento prático em ambiente simulado de aeroporto.
Uma obervação importante: Todo o treinamento deve ser o mais realista possível para que o tripulante tenha a correta noção dos equipamentos que encontrará a bordo e sua correta utilização.

Agora, a tabela com o treinamento inicial para pilotos recém contratados.

                                  (Apresenta slide)

                      (Apresenta fotos sobre o interior das aeronaves)
Exemplo de Treinamento Comportamental.
Um dos treinamentos mais importantes desenvolvidos neste campo foi
exatamente o CRM.
Esta sigla vem se modificando ao longo do tempo para
representar sua evolução.
A primeira geração era Cockipt Resource Management, passando depois para Crew e a seguir para Corporate.

Ele foi elaborado com base em pesquisas e investigações, da NASA e de faculdades americanas, sobres as causas de acidentes e incidentes aeronáuticos, que mostraram o elemento humano como um forte fator contribuinte para essas ocorrências.
As pesquisas sugeriram os seguintes aspectos a serem trabalhados:
1- Preocupação com problemas mecânicos secundários;
2 – Liderança inadequada;
3 – Falhas em delegar tarefas e designar responsabilidades;
4 – Falha em estabelecer prioridades;
5 – Monitoramento inadequado;
6 – Falha em utilizar os dados disponíveis que você tem; tipo - "Acendeu uma lâmpada? Isso é bobagem...";ou ainda: "Vamos ver daqui a pouco."; ou pior: "Só aconteceu na hora do vôo e depois acabou..."
7- Falha em comunicar intenções e planos.

 

Dessa forma, são abordados os seguintes conceitos:
   
· Gerenciamento do Erro e da Ameaça

    ·  Motivação
    ·  Processos de Comunicação e Tomada de Decisão
    ·  Assertividade / Resignação / Complacência
    ·  Resolução de Conflito

    ·  Formação e Manutenção da Equipe

   · Liderança, Cooperação e Comprometimento com a Tarefa
   ·  Relacionamento Interpessoal e Clima Organizacional
   ·  Gerenciamento da Carga de Trabalho / Delegação
   ·  Fatores Individuais / Estresse e Fadiga
   ·  Invulnerabilidade
    . Automação

O caso Varig.
Dentro do conceito de segurança estabelecido, a empresa Varig, desde seus primórdios atuava sem tréguas em três pilares:
1- Estabelecimento de políticas de segurança internas rígidas
2- Manutenção de suas aeronaves
3- Treinamento de seu corpo técnico
O Centro de Treinamento.
O conceito de Treinamento na empresa sempre existiu.
Como disse, ela já contava com uma infra-estrutura de instrutores e equipamentos de simulação em 1945.

Ao longo do tempo, ele se desenvolveu, passando a atuar junto com o GIPAR (Grupo de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) no desenvolvimento de novos treinamentos que permitissem dar aos tripulantes e pessoal técnico, todas as ferramentas necessárias para sua atuação como agentes de segurança.
Com a entrada em recuperação judicial e a venda da unidade produtiva VARIG, o Centro mudou seu nome para FAC – FLEX Aviation Center e passou a disponibilizar de uma forma completa todos os recursos de treinamento e cursos para as empresas do Brasil e do exterior.
O FAC está certificado no Brasil dentro do RBHA 121 (Centro de Treinamento da FLEX), RBHA 142 (Centro de Treinamento Independente) e RBHA 141 (Escola de Formação).
Está se certificando também junto à IATA, ICAO e INAVIC como Centro de Treinamento.
A Escola de comissários, pilotos de asa fixa e rotativa e DOVs está em contato com a ANAC para estabelecer, na medida do possível, alterações que venham dar mais consistência e qualidade curricular aos alunos.
Conta com uma equipe de instrutores capazes de ministrar as aulas em português, espanhol ou inglês, seja nas instalações do Centro RIO, SAO ou onde a empresa desejar.
Tem acordos comerciais com empresas do exterior que permitem a realização do treinamento do solo no FAC e treinamento em simulador no exterior. 
E por trás de toda a tranqüilidade do vôo, existe algo que muitas vezes os passageiros não notam: o alto nível de capacitação e treinamento que as pessoas envolvidas no vôo possuem. (Aplausos)
SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA Quero agradecer ao Jair Duarte essa aula magnífica, porque, realmente, essas questões do treinamento não passam no visual, no marketing e no entanto fazem parte do dia a dia das empresas aéreas.
Algumas com mais, outras com menos consciência da importância desse trabalho não ostensivo, mas tão importante como o Jair ressaltou tão bem.
                                  Veja aqui a seqüência da 7ª Reunião do Seminário
Voltar
Seguir