Notícias do Seminário Nacional de Aviação Civil
SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Eu vou passar a palavra, então, ao Conselheiro Jomar. Mas antes, queria parabenizar e agradecer a presença da Professora Carmem Lúcia, que nos trará, também, a visão da própria Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ, que é, afinal de contas, a entidade que responde, em nível nacional, pela visão do jornalista profissional no Brasil.
A Professora, que compõe a Comissão de Ética, na Condição de Presidente, na Diretoria da Federação, com certeza, trará uma contribuição do ponto de vista do jornalismo para essa discussão das questões da ética na cobertura dos acidentes aéreos.  Em seguida, farei algumas colocações do ponto de vista do CENIPA, da Lei de Imprensa e uma série de outras colocações. Isso para que nós possamos aumentar ainda mais aquela visão desse setor que é a Aviação, como já nos foi passado pelo Jair e pelo Nilson, em relação ao treinamento, e também o que a sociedade pode esperar do nosso jornalismo, como tão bem foi colocado pelo Ernesto Vianna e pelo Gilson Campos. Agora com a palavra o Conselheiro Jomar Pereira da Silva Roscoe, que introduz aos debates os conceitos da propaganda, da publicidade, mas, acima de tudo, da comunicação para o setor da Aviação, como jornalista que também é.

SR. CONSELHEIRO JOMAR PEREIRA DA SILVA ROSCO – Obrigado, João Flávio pelo convite. Fico honrado de participar de uma mesa tão honrosa. Eu me sinto muito à vontade de poder voltar um pouco ao assunto da aviação e numa mesa com vários ex-variguianos. Por coincidência, ia começar hoje a falar, como eu não sabia exatamente qual seria a platéia, eu tinha informações genéricas, mas achei que devia trazer um pouquinho de explicação de como é que essa área de marketing, como é que ela surgiu, como é que realmente isso tem importância específica para uma área de aviação em relação à questão da imagem.
Eu ia dar um exemplo, pois fui até provocado pelo Gilson: ele vai contando histórias e a gente vai se lembrando de outras coisas.
Quando ele comentou da fase dele de Varig, quando ele cita Erick de Carvalho, coincide com uma figura, com um outro personagem, que eu já ia comentar, que era o Juscelino Kubitschek.
Talvez poucos saibam dos fatos... E isso é muito curioso, pois tem a ver com a aviação, com a Varig e com o jornalismo.

Trabalhei no Denasa, Banco Denasa Investimento. Era um banco presidido pelo Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha sido presidente do país. Me convidaram para montar uma empresa para ele, chamada Denasa, do grupo Denasa. E eu acrescentei ao nome Denasa Marketing. A empresa era uma agência de publicidade específica para o grupo de Denasa, que tinha imobiliária, banco de investimento. E na primeira reunião de trabalho com o Juscelino tive a belíssima surpresa de, quando me apresentaram, para fazer a apresentação do que eu iria fazer dentro desse grupo, o Juscelino, que sentava na cabeceira da mesa, disse: Espera um instantinho; o que é marketing?
Eu levei um susto, uma surpresa! Quer dizer, um homem, um senhor que tinha sido prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas, presidente do país, senador, era presidente do grupo Denasa e naquela hora, autenticamente, declarava que não sabia o que era marketing. Isso não tem muitos anos assim. Tem, talvez, uns 30, menos até.
Eu respondi, dei uma informação breve. Ele disse: Quero saber realmente: o que o marketing faz? O que você vai fazer aqui exatamente na nossa empresa?
Eu comecei a falar negócio de imagem, publicidade, os mecanismos do marketing.
Ele aí ficou satisfeito, ficou mais tranqüilo, mas eu percebia como ele era intuitivo, quer dizer, como o marketing no Brasil era feito intuitivamente. Hoje nós estamos vivendo uma situação curiosíssima. Nós estamos vendo vários candidatos.
Até fiz um levantamento aqui: neste próximo fim de semana, no Brasil, nós vamos ter o seguinte quadro.
Nós vamos ter 15.365 candidatos à prefeitura do Brasil e 5.552 municípios e vamos ter 9.803 candidatos derrotados. É uma coisa dramática. E vamos ter uma quantidade enorme de outros derrotados. Como nós temos aproximadamente 400 mil candidatos à Câmara de Vereadores no Brasil, nós vamos ter uma quantidade enorme de vereadores e uma grande quantidade de não eleitos.
No Rio de Janeiro a situação não é menos dramática.
No Rio de Janeiro, nós temos 1.247 candidatos à Câmara dos Vereadores, para 50 vagas.
Então, nós vamos ter nesse domingo 1.1197 candidatos a vereadores derrotados e que muitos foram, intuitivamente, fazendo o seu marketing e tal. O que mostra também o seguinte: uma enorme perspectiva, para quem trabalha na área, para poder dar assessoria política para candidatos futuros...
Mas, voltando ao Juscelino, onde é que entra o Juscelino e a Varig. Passei muitos anos com o grupo Denasa, até que ele saiu de São Paulo para o Rio e por um acidente foi abalroado na Via Dutra, por um ônibus, e ele e o motorista, o Geraldo, que era o motorista do Juscelino há muitos anos, vieram a falecer.
Ele já não estava mais no grupo Denasa, mas nós já tínhamos, então, um desafio: a família tinha o desejo de enterrá-lo em Brasília.
Eu não tinha nenhuma experiência em Varig: apenas conhecia algumas poucas pessoas, na época o Lúcio, o Ricardo, Adoniran...
O genro do Juscelino, o Barbará Neto, que era o presidente executivo do banco, me pediu: Jomar, vamos ver se a gente consegue um avião para levar o Juscelino para Brasília.
E aí começamos a ver de que maneira.
Na época o presidente da Varig era o Erick de Carvalho, lembrado aqui pelo Gilson. Liguei para o Erick, para tentar localiza-lo: ele estava em São Paulo, hospedado no hotel Hilton.
Falamos com ele e pedimos: a família Juscelino quer que o corpo vá para Brasília. Então ele disse: vamos ver a disponibilidade.
Quinze minutos depois liga o Adoniran para mim, dizendo: "foi conseguido um avião Boeing que vai estar no Galeão à disposição da família."
Ótimo: avisei ao Barbará e saímos para comunicar a família. O Juscelino estava ali, na Manchete, na Bloch. O corpo estava sendo velado ali.
Chegando lá, a surpresa foi que o Adolpho Bloch tinha cancelado o vôo...
Isso porque quando nós chegamos o Adoniran já tinha chegado primeiro. E o Adoniran deu a informação a ele de que o avião estava disponível.
O Adolpho então abriu mão, dizendo o seguinte: "Eu contratei quatro jatinhos, nós vamos sair do Santos Dumont e vamos levar o corpo nesse jatinho, junto com a família. Ponderamos, rapidamente, com a família, que não era o melhor caminho e conseguimos que a família aceitasse, a Márcia Kubitscheck e a Dona Sara, que realmente a oferta da Varig fosse a mais conveniente e sai correndo, então, da Bloch, na Manchete, até o Santos Dumont, e de uma certa forma invadi o Santos Dumont e avisei o seguinte: olha, nós vamos sair daqui do Santos Dumont com os quatro jatinhos, sim, mas vamos sair daqui e vamos pousar no Galeão, porque a família quer, a família aceitou a possibilidade da Varig e vamos todos no avião para Brasília. E aí fizemos; o corpo chegou com a família, entramos nos quatro jatinhos e na época eu consegui colocar, ainda, informei, como tinham dois jornalistas no Santos Dumont querendo participar, aí comuniquei ao O Globo e a JB, os dois jornalistas, que eles fossem para o Galeão que eu tentaria inclui-los dentro do vôo especial para Brasília. E fizemos isso. O corpo e a família chegaram ao Santos Dumont. Decolamos daqui do Santos Dumont, pousamos no Galeão e fomos, então, juntos, com os jornalistas do O Globo e do Jornal Brasil, até Brasília onde o Juscelino foi enterrado.
Mas a Varig tinha uma coisa muito curiosa, quer dizer, eu não participava tão intensamente do aspecto jornalístico, eu participava muito na área da publicidade. A Varig montou uma House Agency, quer  dizer, uma companhia de publicidade específica, só para ela, única. E depois essa companhia cresceu e tinha outros clientes, não só a Varig. Mas a dona da agência era a Varig, a Expressão Brasileira de Propaganda. Eu fui vice-presidente da agência durante cinco anos e cuidava do escritório; cuidava de Rio e de Brasília. Tinha uma coisa curiosa: a Varig com os bancos, quer dizer, Denasa e Varig, eram muito conservadoras em suas comunicações. Quer dizer, no banco, quando você chegava de terno claro você era olhado com uma certa desconfiança, porque as pessoas eram muito austeras e todas as pessoas de terno escuro e a publicidade, então, era uma coisa delicadíssima. Você não podia, por exemplo, usar o nome do Juscelino nos anúncios; mesmo o Juscelino sendo presidente do banco, seria um grande trunfo, para o banco poder, em alguns momentos, utilizar o nome do Juscelino, era proibido, não podia usar. Tinha que botar: Banco Denasa. Em nenhum momento você podia usar o nome do presidente. E na companhia aérea acontecia uma coisa curiosíssima. 
Era uma norma na agência, na Expressão, que nós éramos forçados a apresentar sempre três campanhas, para que o cliente Varig aprovasse e o pessoal da Expressão tinha uma frustração enorme, porque todas as vezes em que nós apresentávamos as campanhas sempre era aprovada a mais conservadora, o que era um desespero para a criação que queria fazer uma comunicação mais audaciosa, um pouco mais solta. Isso foi uma coisa que marcou muito.
Por coincidência, sábado agora passado, esse fim de semana, eu participei de um júri. Há muitos anos eu participo de júri em campanha de propaganda. Eu participei de um júri em São Paulo que analisou o seguinte: os últimos 40 anos da propaganda brasileira, o que aconteceu de melhor na propaganda em relação à agência de publicidade, profissionais. E, curiosamente, um gingle da Varig foi colocado como um dos mais lembrados, que um gingle que falava da rota para o Japão e que a grande virtude do gingle era a assinatura: Varig, Varig, Varig. Foi uma coisa que marcou muito. Parece que foi até criado pelo Boni, quando o Boni passou por essa área de publicidade.Então me faz lembrar aquele período da agência de publicidade, desse aspecto do conservadorismo, de episódios curiosíssimos na área de imprensa, que eu assistia isso o Ricardo fazer, que era o seguinte: caía um avião... Na verdade, falamos muito em desastre aqui, mas o transporte aéreo é o mais seguro que existe no mundo. Não existe nada mais seguro, para transportar pessoas, do que aviação aérea. Mas quando havia, eventualmente, um ou outro acidente, a providência mais curiosa que eu percebia era o seguinte: retirava-se todos os jornais dos aviões, procurava-se esconder a marca do avião caído, pintar, fazer alguma coisa, para não aparecer a marca da companhia que tinha acontecido o desastre e minimizar.
Outra coisa que percebia era o seguinte: o poder de sedução da companhia aérea naqueles anos era fantástico. A Varig, por exemplo, tinha um poder de sedução extraordinária que era o próprio transporte. Quer dizer, jornalistas viajavam com muita facilidade, para muitos lugares, para fazer cobertura. A Varig fazia gentilezas extraordinárias. Por exemplo, existia o fax, não tinha essa comunicação moderna, então a Varig, todo jornalista que viajasse, para qualquer lugar do país ou no exterior, podia se utilizar do recurso que era fazer a matéria, em máquina de escrever, entregava numa agência da Varig e a Varig trazia para o Rio de Janeiro e aí saía a reportagem: Fulano de tal, via Varig. Era cortesia da Varig ter trazido aquela matéria jornalística. E com isso a Varig uma boa vontade extraordinária da imprensa. A imprensa tinha uma relação amistosa com a companhia muito grande, por causa dessas gentilezas, troca de mão dupla, de trazer matérias, do jornalista poder viajar com uma certa facilidade pela companhia, políticos viajavam com uma certa facilidade. Eu acho que foi um período que já passou. Acho que esse período está superado. O Galeão, agora, fala-se em privatização, uma coisa polêmica. Mas por quê? Porque está se buscando eficiência. Mudou-se o nome do Galeão, agora é Tom Jobim. O Conselho de Cultura, a Associação Comercial, quer instalar lá uma homenagem ao Tom Jobim, ganhou um espaço para poder fazer alguma coisa, ainda existe uma negociação agora com a família do Jobim, para colocar lá alguma coisa, um piano e tal, a figura do Jobim. A polêmica é na imagem do Jobim, que não quer que coloque essa imagem. Talvez alguma coisa que represente, mas não a escultura do Jobim. Então essa fase que nós estamos vivendo é uma coisa totalmente mais arrojada em todas as áreas. Então na área de comunicação, o que vejo na comunicação? Quais são as coisas que estão acontecendo nesse instante? Percebemos, nitidamente, com o progresso tecnológico, quer dizer, as agências de publicidade estão mudando as suas características, os seus formatos. Hoje fala-se muito em agência 360 graus. O que é isso?
É uma agência que deixou de ser de publicidade exclusivamente, de fazer anúncio, porque hoje ela tem que viver de promoção, de evento, de marketing direto, web, com publicidade na internet. Então isso é o que se chama de comunicação 360 graus. As agências de publicidade estão se transformando numa agência completa, ou com departamentos internos ou com coligações de outras agências, de outras empresas especializadas, para se formar conglomerados, atendendo a todo esses 360 graus. E com isso qual é a perspectiva que vemos? Primeiro, consumidor ganhando muita importância na participação dos conteúdos da matéria.
O Globo traz uma matéria agora, uma campanha enorme, mostrando que ele está presente na internet, no jornal impresso etc. e que esse é o futuro. Cada um de nós hoje aqui tem blog. Eu tenho blog, não sei quantos de vocês têm blog aqui, mas eu todo dia ponho duas/três notícias novas no meu blog, que é um blog na área de comunicação.
É o www.blogdojomar.com.br.

Então a participação hoje do cidadão, a formação do conteúdo de notícia, é extraordinário.
Quando o Gilson fala aqui da dificuldade que ele tinha, hoje você está com celular com câmara e está andando na rua, você vê um episódio, você clica e manda, na hora, que aquilo sai na televisão; se for uma coisa muito interessante sai no mundo inteiro. Quer dizer, a cobertura do acidente do metrô, em Londres, do terrorismo, quem deu a notícia não foi jornalista, foi passageiro do metrô, que fotografou com câmaras e mandou aquela matéria e a matéria saiu no mundo inteiro. Então é uma modificação do comportamento extraordinário, o que amplia muito a participação do cidadão, na produção do conteúdo, e outro aspecto é a TV, na fase digital, que nós estamos entrando agora, que começa a engatinhar. Algumas emissoras já começando a colocar imagem digital e o que vai dar, daqui a pouquinho, é a interatividade. Aí é uma revolução completa porque você vai através da TV digital permitir a interatividade, você vai se comunicar, comprar produto; você está vendo uma novela, você vê um produto, você pode clicar, fazer a compra do produto. Usar a tela, que vai uma tela que vai ser televisão e internet ao mesmo tempo, pode até ser telefonia também, tudo junto, e você através dessa tela vocês faz todas essas coisas.
Então, acho que temos que estar preparados para uma série de novidades.
Eu tinha colocado aqui exemplos de pessoas que tiveram sucesso, que começaram do sucesso. Um muito curioso, que conheci pessoalmente, foi o Silvio Santos. Eu trabalhei no Jornal do Brasil, na época em que o Jornal do Brasil era aqui no Rio Branco, e eu assistia, quando saía do jornal, assistia o Silvio Santos como camelô, na esquina da Rio Branco. Ele tinha uma técnica extraordinária que era o seguinte: como camelô ele vendia umas canetas e ele botava um tábua de caixa de maçã, caixa de degradado de fruta, e jogava a caneta em cima para mostrar que a caneta ficava fincava e mostrava a resistência da caneta e falava e se propunha até a trocar a caneta se a caneta não funcionasse. E era um camelô extraordinário, porque ele sentia, pela maneira de se vestir e tal. E hoje você vê quem é o Silvio Santos. Isso tem 45 anos basicamente.
Outro exemplo curioso que lembro foi o Dr. Roberto Marinho, que aos 60 anos o Mauro Salles se lembrou o seguinte, quando a televisão completou 30 anos, o Mauro Salles fez um discurso, em que ele lembrava o seguinte: o Dr. Roberto decidiu montar a TV Globo quando tinha 60 anos de idade.
Você imagina, um sujeito, com 60 anos de idade, inventar montar a televisão, montar a TV Globo.
E outro que a agência dele deve estar comemorando 60 anos é o David Ogvil É um dos papas da publicidade no mundo.
Esse senhor  era péssimo aluno, estudou muito mal, foi expulso, então, ele começou a vida de uma maneira muito difícil, ele era auxiliar de cozinheiro, depois ele começou a fazer uma experiência de venda de fogões de porta em porta, e um dia ele resolveu, em função da experiência de venda em porta em porta do fogão, montar uma agência de publicidade com dois funcionários e hoje a Ogvil tem 350 escritórios no mundo.
É uma das maiores empresas de publicidade do mundo e ele passou a ser um ídolo; uma pessoa que deu regras de publicidade para várias gerações.
E estou dando esses exemplos que sinto que pessoas, às vezes, precisam um pouco ser alertado e refletir sobre esses aspectos, como mostra a oportunidade que todos temos hoje, principalmente os mais jovens, no jornalismo, nessas agências de publicidade, nessa amplitude dos 360 graus, o que é uma agência de propaganda, uma empresa que compra serviços fora, basicamente. A agência tem as idéias e muitas idéias são produzidas fora. Você tem uma idéia de um filme, você não faz o filme dentro da agência. Você faz o filme na produtora. Então você tem as produtoras. Você tem a possibilidade de empresas de veículos de comunicação que são várias... Nós temos poucos canais de televisão.
Hoje quantos canais temos, a TV cabo como não amplia essa possibilidade de participação. O jornal não desapareceu, quer dizer, não se fala aqui... Eu participei também, fui do Diário Carioca, fui da Última Hora, eles desapareceram, mas surgiram outros. Então as possibilidades são enormes. Além do que, quando cito aqui um pouquinho essa área, vamos dizer, política, das pessoas que assessoram na área político-eleitoral, quer dizer, quanta oportunidade tem. Hoje em dia é fundamental que cada pequena empresa  tenha uma assessoria de marketing, porque o negócio da publicidade é muito caro. Se você não tiver o mínimo de orientação, você faz errado. O que, por exemplo, um butique, de determinada região vai fazer? Ela vai fazer uma mala direta, ela vai fazer um semi-internet, um folhetim para botar de porta em porta, para um rapaz ficar distribuindo em torno da vizinhança, vai usar o jornal do bairro, vai fazer rádio. E qualquer coisa que você pense em fazer sempre tem um custo caro e tem que ser bem feito, porque quando se fala em imagem você não deve economizar na produção dessas peças. Deve fazer com muita consciência, muita responsabilidade, porque aquilo vai transmitir, vai criar imagem da sua companhia. Então se você não tiver ninguém próximo a você, dando alguma assessoria de comunicação e marketing, você pode fazer errado. É muito perigoso você fazer as coisas intuitivamente.
Cada vez mais é importante você ter assessoria, mesmo que você seja muito intuitivo é importante você ter assessoria de marketing.
Alguns exemplos também rápidos de políticos. Collor. Collor foi um grande profissional de marketing. Tinha um depoimento do Paulo Giovani, que fez toda campanha do Collor, de rádio. A experiência do Paulo Giovani é a seguinte: o Collor utilizava 10% do que o Paulo Giovani levava para ele de sugestão; 10% ele aproveitava; 90% o próprio Collor era quem fazia as suas próprias mensagens. E outra coisa é a disposição dele, de chegar assim, seis horas da manhã no estúdio para gravar, coisas assim. Quer dizer, atitude. O candidato, o produto, é muito importante. A atitude do produto. Então, independente do aspecto intuitivo é importante ter  também um aspecto profissional porque para analisar pesquisa é fundamental. Hoje, temos no Rio de Janeiro um grande analista de pesquisa é o nosso César Maia, o nosso prefeito, um prefeito virtual, tem o blog dele, que diariamente recebo, sou assinante do blog do César Maia, e ele todos os dias, como foi hoje de manhã, por exemplo, ele faz uma análise das pesquisas eleitorais para o Município do Rio de Janeiro, o que está acontecendo no Brasil e é importantíssimo você analisar para você sentir as tendências; a leitura de pesquisas, se não tiver um especialista para fazer isso, pode ir para uma área completamente errada.
Estamos provocando esses assuntos aqui, porque acho que uma oportunidade de ter esses encontros é muito boa, porque temos que sair daqui com perspectiva, com horizonte. Quer dizer, mesmo sendo um seminário, um encontro, especificamente para a área de aviação, eu acho que ele tem que sair otimista, acreditando na importância da atividade de marketing, de jornalismo, e poder saber que esse é um futuro que é bom para todos nós, promissor, e que devemos ter em mente que é fundamental nessa área que trabalhamos, que trabalhamos com imagem, tem que ter muita ética, que tenhamos responsabilidade porque normalmente falamos com muitas pessoas, tem que ter consciência para não falar errado, para não mentir, porque a mentira tem pernas curtas. Se você faz um equívoco, uma mentira, procura esconder, ela rapidamente vai ser descoberta.  
Então se eu pudesse dar assim a última sugestão, é que a gente pudesse usar sempre as técnicas, se aperfeiçoasse o máximo possível para ser eficiente, mas que não perdesse de ponto de vista os aspectos éticos que são fundamentais.
Era essa a mensagem que queria deixar para vocês. Obrigado. (Aplausos)

SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA -  Muito obrigado, Jomar.
Eu vou passar, imediatamente, a palavra à Professora Carmem Lúcia, para o pronunciamento dela. Em seguida, voltaremos com questões também do ponto de vista da ética do jornalista.
                                 Veja aqui a seqüência da 7ª Reunião do Seminário
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