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(Rio,
08 de dezembro de 2008) O Movimento Asas da Paz reuniu diversas
personalidades da Aviação, desta vez para a solenidade de
encerramento do Seminário Nacional de Aviação
Civil
do ano de 2008.
A 9ª
Reunião do Seminário ocorreu, como habitualmente, no
Auditório Silvio Pedroza, no 9º andar da Sede da
Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo - CNC, no Rio de Janeiro, só que desta
vez no horário das 16 horas, e portanto diferentemente das
outras
reuniões que ocorreram sempre pela manhã.
O
Presidente do Movimento Asas da Paz e Conselheiro do CTUR-CNC,
Cmte.João Flávio Pedrosa, presidiu a reunião de
encerramento, tendo composto a mesa dos trabalhos com os Conselheiros
Eraldo Alves da Cruz, Luiz Brito Filho, Mauro Gandra e Gilson Campos,
nomeados padrinhos dos agraciados com o Troféu Asas da Paz nas
suas diferentes categorias.
A reunião marcou também a entrega dos certificados de
participação aos inscritos que compareceram a pelo menos
duas das reuniões ao longo do ano e que ainda não haviam
recebido esse documento de presença.
Segue a Íntegra da 9ª Reunião - (
transcrição taquigráfica) |
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA – Boa tarde a todos.
A razão de estarmos aqui
reunidos, mais uma vez, já tendo feito isso durante os
últimos nove meses deste ano, a razão, repito, é
discutir temas e debater alternativas para a Aviação
Civil
brasileira.
E uma vez por
mês usamos o nosso tempo como tínhamos programado, algumas
com um delay, com um pequeno
atraso... Como hoje mesmo.
Mas esses
tempos na ante-sala do café da manhã ou do lanche da
tarde
foram importantes, para que alguns se conhecessem, outros se
reencontrassem, outros ainda se mantivessem silenciosos.
Esses
últimos estavam em contato com suas próprias
idéias
e reflexões, antes de virem ao debate e se defrontarem com as
idéias daqueles que aqui já estavam.
Foi isso que
nos permitiu, muitas vezes, trocar nossas próprias
idéias por outras mais abalisadas, mais adequadas, e com isso
evoluirmos em conjunto, aplaudindo os que aqui se apresentaram.
Aqueles que
estiveram nas outras reuniões do Seminário já
sabem
que fizemos um tipo de trabalho diferenciado. Pois hoje ainda vai
ocorrer uma outra novidade.
Como
vêem
a mesa ainda está vazia. |
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Mas, aos poucos, irá adquirindo
o seu conjunto e ficando maior, mesmo que alguns tenham que se ausentar
ao longo dessa nossa última reunião que está
acontecendo na parte da tarde, de forma diferente das demais, que
sempre
ocorreram pela manhã.
Então,
vamos ocupar esse tempo fazendo uma dinâmica de grupo. Para isso
vou pedir a participação de alguns dos que estão
aqui conosco, para que se manifestem.
E essas
manifestações deverão ocorrer antes do momento
culminante da reunião, que é a entrega dos Troféus
Asas da Paz - Conselho de Turismo, Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a quem, mais uma vez, quero agradecer,
em
nome do Movimento Asas da Paz.
Foi esta casa
que nos acolheu desde março.
Nos recebeu,
naquela ocasião, para ser palco de uma discussão que
vinha
a ocorrer em uma hora ainda acidulada, com diversos lados profundamente
afetados por dores e sofrimentos.
E nós
procuramos pacificar; trazer para as nossas reuniões as diversas
opiniões, mas de forma a pacificar o ambiente da
Aviação.
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Era difícil, até porque o
antagonismo existente foi um antagonismo latente durante muito tempo. E
ele antecedeu a todos os fatos nacionais, até por
questões
exógenas ao nosso próprio país. Mas tudo foi
trazido, foi debatido, foi vertido até em outras línguas
e, posteriormente, foi acalmado.
Não
posso usar, ainda, a expressão pacificado, mas foi acalmado.
Hoje, pelo menos, já se interpretam posições
antagônicas sem aquela forma acidulada. Discute-se? Claro,
há que se discutir. Levantam-se as questões que
são
importantes que se levantem.
Mas, acima de
tudo, com a diplomacia e com a capacidade que o brasileiro tem,
não de se acomodar, mas de guerrear com as boas armas e,
principalmente, com as armas da paz.
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Teremos aqui, a possibilidade de ouvir
algumas manifestações daqueles que participaram, durante
o
ano todo das nossas reuniões.
Mas antes um comentário sobre como é difícil esta
tarefa de realizar um seminário. É que recebi, hoje, um
e-mail daquele que foi o nosso mais assíduo freqüentador
das
reuniões, dizendo-me que em função do seu
trabalho, hoje não poderia comparecer. Eu até brinquei,
na
resposta: "mas como, Serinaldo", este é o nome dele, faço
questão de registrar, "você tinha um papel importante na
reunião de hoje; afinal você foi o mais assíduo dos
freqüentadores do Seminário. Pela primeira vez terá
voz, para poder expressar parte daquilo que você vivenciou ao
longo deste ano, já que nas outras nunca se manifestou. "
Infelizmente, o Serinaldo não está conosco, mas deixo
aqui o registro de uma das pessoas que contribuiu muito, e nesse
registro o meu agradecimento às demais pessoas ausentes hoje,
mas que com suas presenças e suas questões contribuiram
para o êxito do Seminário.
Agora, gostaria
de convidar para compor a mesa, nessa parte dos trabalhos, aqueles
Conselheiros que, posteriormente, serão os padrinhos dos
agraciados com os respectivos Troféus Asas da Paz.
Por gentileza, Eraldo Alves da Cruz e Luiz Brito Filho. (Aplausos)
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Faço questão agora de
convidar o jornalista e Conselheiro Gilson Campos, que nos brindou na
sétima reunião, em setembro, com uma magnífica
palestra sobre a visão do jornalismo nos aeroportos.
O Gilson Campos fará a entrega para o Dr. Roberto Irineu
Marinho, na pessoa do seu representante Raphael Vandystadt. (Aplausos)
Convido
o Ministro Mauro Gandra. O Ministro Gandra será padrinho do
presidente da Embraer. Ele vai explicar, depois, algumas das
visões históricas, que ele nos trará com o
brilhantismo de sempre. (Aplausos)
Está
conosco o professor Marcus Silva Reis, que será apadrinhado pelo
Conselheiro Eraldo Alves.
A indicação do Professor Marcus Reis foi do Presidente
Trigueiros, mas como o Trigueiros é um dos homenageados,
faço questão de pessoalmente fazer essa entrega do seu
troféu. Por isso passei a missão de fazer a entrega do
troféu do Professor Marcus ao Eraldo.
E ao meu lado,
combatente da primeira hora, o Luiz Brito Filho, que representa neste
momento o Estado do Rio de Janeiro. O Brito que é Assessor da
Presidência da TurisRio e de longa data um emérito
trabalhador da Aviação, não só da Varig,
mas
da Cruzeiro, onde começou jovem, como operador de
telégrafo, em Picos no Piauí.
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Essa representatividade que temos hoje
simboliza mais do que as personalidades. Ela simboliza as
ações. O sentido que queremos dar a esse ato
é mais do que a da representação das entidades.
É o somatório dessas ações. Se não
fossem essas ações e se não fossem as
decisões para que essas ações ocorressem,
não teríamos sustentado, ao longo deste período de
um ano, uma visão tão íntegra da
recuperação da nossa Aviação.
Hoje temos que dar musculatura às nossas empresas, para que elas
possam seguir os seus próprios rumos, atingindo os céus
do
mundo inteiro.
Mas temos também que ter a capacidade de interpretar as suas
necessidades, aqui e lá fora, no presente e no futuro.
E essas são as necessidades que a Imprensa, de um modo geral,
levanta e nos traz, diariamente, por situações nem sempre
positivas. Algumas, aliás, são absolutamente negativas.
Mas foi exatamente a partir desse momento do negativo que nos reunimos
para transformamos o negativo em positivo.
Não há porque negar que hoje este é um momento de
aplausos a todas essas ações, a todos esses instantes, a
todas essas entidades, essas autoridades e empresas que se
comprometeram, ao longo de 2008, a fazer uma revisão do quadro
da
Aviação no país.
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Eu vou passar a palavra, portanto, a
cada um dos componentes da mesa, para que façam as suas
manifestações, começando pelo Luiz Brito.
Por gentileza,
com a palavra o Luiz Brito.
Brito: ainda
não é a sua homenagem.
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SR.
CONSELHEIRO LUIZ BRITO FILHO (TurisRio) – Boa tarde a todos. Boa
tarde, João Flávio, presidindo estes trabalhos. Boa tarde
meu Presidente do Conselho, Oswaldo Trigueiros Jr., personificando a
Aviação brasileira, com o qual tive o prazer de trabalhar
na grande Varig. Quero dizer da nossa alegria, da nossa
satisfação, de ver, hoje, um ciclo sendo encerrado em
cima
de debates. Debates que eu acredito que possa ter havido até
parecidos, mas nunca iguais a esses que nós travamos aqui. Basta
avaliar as posições que foram aqui colocadas, por pessoas
como o nosso Brigadeiro Allemander, como o nosso Brigadeiro Gandra, o
Marcus Reis e tantos outros.
O próprio Juiz Ayoub, que esteve aqui conosco, o Ronaldo
Serôa da Motta, diretor da Anac, o Brigadeiro Ramon diretor do DECEA...
Todos os
setores envolvidos na Aviação brasileira estiveram
presentes, ou foram bem representados. Então, como o João
Flávio diz, foi uma troca positiva em nome da Paz na
Aviação.
O que temos que ver agora, olhando as figuras aqui presentes, do Paulo
Henrique, presidente da Webjet, também do Guilherme Paulus,
é que a Aviação brasileira ficou um tanto ou
quanto
órfã com a saída da grande Varig.
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Mas não devemos apenas ficar no
choro, porque sabemos que agora é o momento de dar forças
à nossa GOL, à nossa TAM, à nossa WEBJET, e a
todas
aquelas que vierem, realmente, para fazer o progresso da
Aviação brasileira.
Logicamente são outros os caminhos, são outros os
momentos, mas exigem de todos nós, muitos esforços.
Gostaria, antes de concluir, dizendo que o que se alcançou aqui
vai ficar gravado.
Principalmente, pelos estudantes que estiveram presentes, e como
exemplo, também pelos nossos irmãos africanos, nossos
irmãos de Angola.
Lembro a vocês que trabalhei muito com esses irmãos
angolanos lá no Galeão, no tempo daqueles vôos da
Varig para Luanda.
Quero dizer que vocês são sempre bem vindos: vocês
estiveram aqui e acreditaram neste nosso trabalho.
Pois eu acho que isso aí é que é importante.
A Aviação não tem fronteira, como sempre disse o
João Flávio, no Movimento Asas da Paz. Ela é
mundial. Ela fecha o ciclo do planeta.
Então, agradeço a oportunidade de estar aqui com os
senhores e desejo que nesta tarde os nossos agraciados realmente sintam
que estão sendo homenageados como merecem, porque todos eles
são o toque de ajuda e de apoio necessários à
aviação brasileira.
Boa tarde a todos. (Aplausos)
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA – Agora, com a
palavra o Dr. Eraldo Alves da Cruz, em nome da
Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo.
SR. CONSELHEIRO
ERALDO ALVES DA CRUZ – Boa tarde a todos. Boa tarde,
Presidente João Flávio Pedrosa, do Movimento Asas da Paz.
Boa tarde, Ministro Gandra, Jornalista Gilson Novo, Gilson Campos,
desculpe, e ao nosso prezado Luiz Brito. E boa tarde a todos os
presentes.
É com grata satisfação que me dirijo a vocês
em nome da nossa Confederação. Cumprimento, em especial,
o
nosso querido Presidente do Conselho de Turismo, que hoje, com muito
mérito, receberá mais esta honraria. O Dr. Oswaldo
Trigueiros Júnior é absolutamente merecedor não
só desse prêmio como de tantos quantos outros vier ainda a
receber. E ele certamente receberá.
Por este auditório passaram as maiores autoridades em assuntos
da Aviação que existem neste país. Eu
próprio estive presente em muitas das reuniões que
aconteceram: vi os principais executivos das companhias aéreas
brasileiras, os principais executivos das empresas brasileiras, de todo
movimento aeronáutico do nosso país; todos estiveram
aqui. |
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E esse movimento se expandiu. Esse
movimento foi para São Paulo. Estivemos na
Federação do Comércio do Estado de São
Paulo.
Fomos eu, o Dr. Trigueiros, a nossa querida assessora Josi, liderados
pelo Comandante Pedrosa e assistimos a um exemplar Movimento Asas da
Paz, em São Paulo. Foi uma reunião com todas as
autoridades aeronáuticas do Estado de São Paulo ali
presentes e que emprestaram àquele evento, sem dúvida
alguma, um brilhantismo absoluto, com a riqueza de
informações que trouxeram, que deixaram muitas das
pessoas
presentes impressionadas.
Eu me lembro que foi uma reunião de dia inteiro. O Brigadeiro
Allemander foi um dos palestrantes, o Ministro Gandra também foi
um dos palestrantes, o Secretário Estadual de Governo de
São Paulo, representando o Governador Serra, e todos ficaram
absolutamente atentos, do início ao fim, naquela reunião,
com tudo aquilo que se falava. Eu costumo dizer, e até anotei
aqui, que o nosso país é um país muito
interessante. Um país continental, cujos atos conjuntos e
isolados, mas, sobretudo, por atos espontâneos e gratuitos,
conseguem fazer a diferença dentro de todo o universo de
ações que nós nos obrigamos, de forma natural, a
fazer para que as coisas possam dar certo.
Aviação é uma coisa complexa. Nós estamos
vendo, no mundo inteiro, o que vem acontecendo com a
Aviação. O Brasil não é diferente. |
O Brasil
também tem os seus próprios problemas. Não que
sejam iguais. Certamente tem problemas iguais a de outros
países,
mas nós temos os nossos problemas próprios, do nosso
mercado, criados pelo nosso mercado.
As vezes a solução dos Estados Unidos pode parecer boa
para os americanos, mas não necessariamente para nós.
Nós podemos trazer aprendizados lá de fora, como
já
trouxemos no CBRATUR, por exemplo, que a Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, um dos
realizadores, junto com a Comissão de Turismo e Desportos da
Câmara e a Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado,
trouxe alguns anos atrás. Vieram executivos das principais
empresas de companhias de aviação, executivos da
Organização Mundial do Turismo, para discutir a crise
aérea no mundo inteiro. E quem lê aquele trabalho chega
à conclusão de que se nós tivéssemos dado
atenção ao que ali se discutiu, talvez pudéssemos
ter evitado muito dos problemas pelos quais passamos no último
ano de 2007. |
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Então, falo sobre esse assunto
por quê?
Porque acho
que
o Movimento Asas da Paz existe exatamente para isso: para trazer os
problemas à baila, para trazer as prováveis
soluções, para mostrar tudo o que está acontecendo
no mercado e buscarmos compilar todos esses dados e levarmos às
autoridades.
E o setor? Os
senhores, que estão sentados aqui à frente, em conjunto
com todas as outras autoridades e representantes da sociedade, devem
cobrar ações do governo e até implementar aquilo
que tem que ser implementado.
Nós
temos na aviação brasileira um cem números de
novas
atitudes no mercado. Nós nos lembramos que há alguns anos
atrás vimos três companhias aéreas básicas
nos aeroportos. Hoje as três não estão mais
atuando:
são outras três novas. E, de repente, vão
aparecendo
mais outras; as cores vão-se modificando. Mas não
é
só com as companhias aéreas. Isso aconteceu com toda
economia de mercado, com quase tudo. Se nós formos puxar pela
nossa memória, a globalização tem permitido uma
mudança constante de todas as marcas, de todas as empresas;
quem,
de repente, via Panasonic, não vê mais Panasonic, é
uma outra empresa.
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Daqui a pouco a Webjet começa a
comprar outras empresas e, de repente, ela resolve mudar de nome
também e se acopla a tantas outras. Então o mercado
cresce, o mercado evolui e temos que estar preparados para poder
enfrentar todas essas novidades que existem.
Quero
parabenizar o Comandante João Flávio Pedrosa pelo
trabalho
que ele vem fazendo à frente do Movimento Asas da Paz.
Nós falamos com o Dr. Trigueiros, conversávamos muito
outro dia, e é intenção do Presidente compilar
todas essas ações e documentos, que de uma forma objetiva
e resumida, possam surtir efeito.
Porque o importante dessas discussões é que elas surtam
efeito na sociedade e não que fiquem só no âmbito
da
nossa discussão.
Essas discussões, como já dissemos, contou com o apoio e
com o concurso de pessoas brilhantes, de nomes extraordinários,
como o Brigadeiro Allemander, como o Ministro Gandra, que está
aqui presente, que tem ajudado muito, o tempo todo, e não
só ao Movimento Asas da Paz, mas também em como organizar
e reorganizar esta nossa sociedade, que vamos chamar de sociedade
aeronáutica brasileira, que tem passado por tantas
turbulências.
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Então, precisamos, realmente,
desse apoio, porque teremos muitas coisas que acontecerão no
Brasil nos próximos anos.
Nós temos a Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016; em 2013
a Copa das Confederações; depois temos os 450 anos do Rio
de Janeiro, que certamente será uma comemoração ao
nível de uma Copa do Mundo. Eu já vi nos jornais que as
Olimpíadas Militares ocorrerão em 2011. Nós
estamos
pegando quase um ano depois do outro. Tudo está bem pertinho.
Olhem quantos macro eventos nós teremos em nosso país.
Então, me permita, Comandante João Flávio,
Presidente, mas o Movimento Asas da Paz tem que ter, realmente, a
dimensão que ele merece ter e extrapolar as nossas fronteiras.
E digo aos setores do Turismo e da Aviação: cada vez mais
vamos buscar as soluções, ao invés de criar e
discutir problemas criados.
Como aqui foi feito, o Brasil deve passar a discutir as melhores
soluções que existem, para poder crescer e fazer frente
ao
próprio crescimento. De certo acho que nosso crescimento
é
inexorável. Se todos esses eventos estão
programados
para acontecer no Brasil, nós não temos que discutir mais
a relação de problemas e sim as soluções
mais adequadas. As alternativas viáveis.
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Se temos que
discutir, nós temos que discutir é como prestar bons
serviços a tudo isso que vem por aí. E como abrir as
nossas portas para que o empresariado nacional cresça mais e
possamos ter mais Guilhermes Paulus no mercado.
Que não se fique apenas com ele, mas surjam mais dois ou
três. E que apareçam novas empresas, para que o Brasil
cresça e cresça muito.
É disso que precisamos. |
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Então, sirvo também como
uma testemunha deste trabalho extraordinário que foi o
Seminário Nacional de Aviação Civil, porque agi
como expectador o tempo todo. Mas um expectador privilegiado, repito,
por poder ouvir pessoas, como já citei aqui, como o Brigadeiro
Gandra, como o Brigadeiro Allemander, como o próprio Luiz Brito,
que fez brilhantes apresentações, como o jornalista
Gilson, que fez uma brilhante apresentação e tantos
outros
que tive a oportunidade de ver e ouvir aqui na nossa
Confederação. Então, Comandante Pedrosa, eu
parabenizo o seu trabalho, parabenizo o seu esforço, parabenizo
a
sua dedicação absoluta, porque é preciso gostar e
se dedicar muito para ir à frente em determinados problemas.
Mas acho que essa sua dedicação é absolutamente
compensada com este calendário maravilhoso que teremos pela
frente.
E tenho certeza que o Movimento Asas da Paz nos ajudará.
Que estas reuniões se façam também nos Estados
brasileiros, onde os eventos terão subsedes, porque todos temos
que estar preparados para enfrentar cada um dos problemas. E com seu
apego às questões, as soluções
haverão de vir, com certeza.
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O Dr. Trigueiros
sempre foi um entusiasta absoluto disso; não precisa dizer que
ele é um entusiasta da Aviação, porque ele
é
o próprio retrato da Aviação.
E se ele é a Aviação, ele é absolutamente o
resumo de toda a nossa ansiedade em ver tudo solucionado, porque
só ele consegue gostar e sofrer...
A mínima solução que não saia correta ele
percebe e isso dói mais a ele do que dói a mim. Mas se
dói mais a ele é porque no futuro doerá a muitos
dos senhores, porque, por essa percepção, se pode dizer
que ele tem no sangue dele a Aviação brasileira.
Então, parabéns também ao senhor, Presidente, por
proporcionar ao nosso ilustre Comandante João Flávio e ao
Movimento Asas da Paz, este movimento todo, por onde buscamos as
soluções e por onde, certamente, haveremos de encontrar
essas soluções.
Muito obrigado. (Aplausos) |
SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Gostaria
de
agradecer as palavras do Eraldo. Mas lembrar a todos que os
homenageados
ainda estão sentados ali. Eu apenas faço o meu trabalho.
E a propósito desse trabalho de equipe, queria lembrar uma
curiosidade.
Moro e trabalho numa casa, lá no Grajaú. Sou daqueles que
tem a oportunidade de conviver diariamente com uma flora e uma fauna
maravilhosa. Mas algo que o Conselheiro Eraldo falou agora me lembrou
esse fato, bem curioso e simples, que queria contar para vocês.
Estava, pela manhã, terminando alguns dos trabalhos
necessários a esta nossa reunião, quando fui interrompido
por alguém que levava algum tempo para decidir alguma coisa.
Resolvi levar essa pessoa até ao quintal da casa e mostrar um
formigueiro.
E lhe disse: hoje, pela manhã, bem cedo, peguei parte de uns
farelos de pão e deixei propositalmente cair aqui, para ver a
reação das formigas.
Sabem o que ocorreu? Imediatamente elas recolheram tudo. Não
discutiram, não debateram, não perguntaram quem decidia,
não mandaram fazer uma requisição, não
fizeram processo, absolutamente nada. Dois minutos depois não
havia nenhum farelo ali para ser recolhido.
Tem sido essa a minha visão profissional e isso quero passar a
todos vocês. |
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Acredito que tenha recebido essa
missão há muito tempo atrás e tenho, ao longo da
vida, tentado acelerar muitos processos, alguns bem difíceis.
Pelos idos de 1969 tive a oportunidade, Eraldo, de substituir Belmiro
Siqueira. Para aqueles que não sabem, Belmiro Siqueira foi um
dos
diretores do DASP. Ele havia sido antes, também, meu professor,
quando ali, na Marechal Câmara, os cursos do DASP funcionavam em
uma pequena sala de aula num subsolo. Fui dos alunos que cursou
Administração naquele período, lá por 1959.
E o DASP evoluiu e depois sucumbiu.
Mas antesdele acabar, e anos depois daqueles cursos aqui no Rio, ao
substituir Belmiro Siqueira em aulas de Administração,
lá em Brasilia, participei, também, com muita
satisfação, daquilo que no país se chamou de
reforma administrativa.
Foi aquela época do ERA - Escritório da Reforma
Administrativa, do Ministro Hélio Beltrão e do Decreto
Lei 200, quando treinamos os coordenadores de treinamento de todos os
Ministérios, em Brasilia
Então essa minha tendência de atuar em treinamento, em
desenvolvimento, em aperfeiçoamento, já é antiga.
Vem da iniciativa privada, tendo levado essa base para o serviço
público.
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Inclusive ocupei uma
função de Diretor do Centro de Seleção e
Treinamento da então Prefeitura do Distrito Federal, já
em
Brasilia, mas na época, 1967, ainda na fase da
transição da Capital do Rio para o Planalto Central. Portanto, Eraldo, faz parte do meu
trabalho fazer reformas, participar dessas reuniões, buscar
alternativas e desenvolver esses trabalhos difíceis.
A missão é antiga, como disse, e sei que ela não
termina nunca. E se não termina, é possível se
multiplicar, em soluções, com todos vocês apoiando.
Por
isso, imagino que aqui, no Seminário Nacional de
Aviação Civil, tenhamos feito também, apenas nosso
trabalho de multiplicação.
Esse, pelo
menos, foi o meu intuito, o meu objetivo.
A minha visão é ser um multiplicador. Nem um catalisador,
mas sim um multiplicador, para que essas idéias, que aqui foram
trazidas e debatidas, possam ser ampliadas e levadas a todos os cantos
do Brasil.
Porque elas são necessárias, sim, como lembrou o Eraldo,
em todos os cantos do Brasil, e não apenas aqui no nosso pequeno
auditório de cento e cinquenta pessoas, mas que mesmo assim,
reuniu ao longo do ano, mais de quatrocentos inscritos.
É
importante, portanto, que saibamos o que foi feito aqui. E o
Conselheiro
Eraldo fez um resumo fraterno.
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Aliás, Conselheiro Eraldo,
aprecio muito a sua metodologia, que eu estimo bastante, pois com essa
sua visão de síntese, que me facilita, às vezes,
quando vou montar todas as demais páginas do site do
Seminário, consigo com esses seus resumos rever, de forma mais
clara, os temas e os debates, para que aqueles que aqui não
estiveram e assim o desejarem, possam conhecer o que aqui se passou.
Mas,
prosseguindo, temos também aqui o Jornalista Gilson Campos para
se pronunciar.
Ele
será
padrinho de um dos nossos homenageados, representado pelo Raphael
Vandystadt.
O Gilson tem
histórias maravilhosas. Então quero passar a palavra ao
Gilson Campos, para que ele se pronuncie também.
Com a palavra
Gilson Campos.
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SR.
CONSELHEIRO GILSON CAMPOS – Senhoras e senhores, boa tarde.
Estou
aqui surpreendido pelo João Flávio, esse
infatigável, inegável, batalhador, com esse programa Asas
da Paz.
Quando conheci o João Flávio, há muitos anos, ele
estava sempre com essa idéia de lançar o Movimento Asas
da
Paz. E eu não tinha certeza do que viria pela minha frente.
Hoje estou surpreendido com o convite dele e um pouco, vamos dizer,
preocupado. Adoro ser confundido com o Gilson Novo, como fez o
Conselheiro Eraldo... Gilson Novo é uma figura maravilhosa,
é um companheiro muito bom, competente, e fico muito satisfeito
quando me chamam de Gilson Novo. E não é a primeira vez.
Mas eu sou o Gilson velho. Não tem importância nenhuma. E
como Gilson velho eu conto histórias. Gosto de contar
histórias, porque é uma coisa que todos vocês, um
dia, terão essa oportunidade de fazer. Lembro muito bem que eu
trabalhava, nos idos dos anos 50, façam as contas, no jornal
Diário Carioca.
Lá passei alguns anos... Depois, cheguei a subir vários
degraus.
E hoje, aqui ao meu lado, um representante do presidente das
Organizações Globo, tal e qual quando eu tinha a meu lado
os excelentes e competentes companheiros chamados Evandro Carlos de
Andrade e Armando Nogueira. |
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E a nossa vida toda foi muito cheia de
frutos e todos nós, desse tempo do Diário Carioca,
tivemos
uma oportunidade de encontrar os melhores caminhos de nossas vidas.
Nesse meio tempo, fui trabalhar na Varig, porque precisava ter um outro
caminho. Já não esperava tanto do jornalismo, que sempre
me deu tudo na minha vida, mas na época esperava uma coisa maior.
E passei para a Varig. Fui para a Varig para fazer uma parte de uma
revista, fazer um jornal interno e fazer assessoria de imprensa.
Foi onde eu conheci o fabuloso Dr. Trigueiros, o homem de vendas da
Varig, e com quem a gente sempre teve uma grande empatia.
Lá a gente foi se conhecendo cada vez mais e tive oportunidade,
na minha vida de jornalista, de cuidar muito da parte de
Aviação.
E me lembro, e gostaria que vocês soubessem: depois de dois anos
e meio de trabalho na Varig, a Varig comprou a Real.
Aí surgiram alguns problemas.
Naquele momento a revista que era publicada foi suspensa por motivos
econômicos. O jornal interno também. Então eu
fiquei
no setor que se chamava na época de a "Propaganda" da Varig.
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Eu fui procurar o gerente
administrativo, que era o Cunha, e disse a ele:
" - Cunha, eu vim aqui pedir a minha demissão."
Ele me disse: "- Como você vai pedir demissão?" Eu disse:
" - Quero ir embora. Não posso ficar aqui sem fazer nada." Ele
retrucou: " - Não. Você está enganado.
Aviação sempre tem crise. Você espera um pouquinho
que essa crise passa e depois vem outra. Mas você tem que ficar
aqui conosco. Fica aqui conosco" - disse ele, "não vá
embora não."
Então pegou minha carta de demissão e rasgou.
Naquele momento ele mesmo escreveu numa folha de papel um pedido de
afastamento por 120 dias, se não me engano, para que eu me
afastasse.
Não queria me dar a demissão. " - Ninguém sai da
Varig por causa disso. Crise vai ter sempre." E ele tinha toda
razão
Mas saí da Varig sim, como jovem aventureiro e fui trabalhar
numa agência de propaganda. Só depois voltei para o
jornalismo, meu chão.
Voltei para o Diário de Notícias, Mundo Ilustrado, Estado
de São Paulo, andei por tudo que era lugar, morei no Rio, em
São Paulo, Pernambuco, e fui parar num Aeroporto, novamente
metido com o negócio de Aviação, de uma forma
muito mais enfática, já que foi o lançamento do
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
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Nesse meio tempo, eu fui conhecendo as
pessoas e vendo como é importante, pelo menos, quando a gente
começa uma carreira, ter o seu próprio norte, ter o seu
caminho, ter o seu ponto de chegada, até ser Gilson Campos e
também chamado de Gilson Novo.
Estou muito
feliz de fazer essa entrega a um jornalista como o Marinho, desse
Troféu Asas da Paz, e quero deixar um abraço para todos.
(Aplausos)
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Como
vêem as histórias do Gilson são fascinantes e
inéditas.
Isso é
um dado importante: são sempre inéditas.
Se ele
contasse
aqui que nós fomos contemporâneos na Fábrica do
Galeão, lá pelos idos de 1958, numa dessas fases que ele
falou, eu também estaria, como o nosso companheiro Gilson Novo,
aplaudindo o Gilson Velho... Nosso mestre do Jornalismo, o Gilson
Campos.
Então,
vamos passar adiante, para ouvir as palavras do Brigadeiro Gandra.
Só que vou lembrar uma expressão do Luiz Brito, quando
nos
reunimos, depois da decisão do Conselho de fazer o
Seminário, no início deste ano. Naquele dia o Brito me disse, depois
da
aceitação do Brigadeiro Gandra: "- Pois é, o
brigadeiro matou no peito e
assumiu."
E, realmente,
a
decisão de termos o primeiro palestrante do Seminário, na
figura competente, íntegra, histórica, do Brigadeiro
Mauro
Gandra, dá a medida da importância que pretendíamos
desde muito tempo para este seminário.
E ele abriu o
Seminário Nacional de Aviação Civil, em 27 de
Março, com o brilhantismo natural da sua experiência, da
sua vivência, mas, acima de tudo, com aquela vontade de resolver
problemas.
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Isso porque, no início do ano,
esses problemas ainda estavam instalados numa área muito
sensível e com aquela sua palestra ele permitiu que houvesse um
outro visual de uma situação que, até aquele
instante, só marchava para rupturas muitos graves.
E eu
não
sei se aqui, neste momento, está presente, mas esteve presente
conosco, em todas as outras reuniões, o presidente da
Associação Nacional dos Controladores de Tráfego
Aéreo. E por todas as vezes ele assistiu calado. Mas em todas as
oportunidades aplaudiu. Cheguei a expressar a ele o meu desejo de que
ele usasse um tempo para sua fala, mas ele dizia estar aproveitando
muito.
Quero apenas
lembrar a vocês que naquele início do Seminário a
minha fala foi sobre pacificação. Entendam a
importância de num só ambiente, termos pessoas debatendo
de
forma serena, pacífica, acima de tudo convergente, na mesma
intenção de termos resultados positivos.
Com a palavra
o
Brigadeiro Mauro Gandra.
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SR.
CONSELHEIRO MAURO JOSÉ MIRANDA GANDRA – Dr. João
Flávio Pedrosa, em nome de quem eu saúdo todos os
presentes. Eu vou fazer uma confidência e méa-culpa,
até porque, todos que me antecederam, discorreram sobre o que
representou este Seminário, realizado pelo Movimento Asas da
Paz, com o apoio do Conselho de Turismo da CNC.
Eu acho que o Dr. Trigueiros vai se lembrar disso: e aí vem a
méa-culpa. Quando o Dr. Trigueiros falou sobre a idéia de
fazer uma reunião, ele deve se lembrar disso, eu fui
cético. Eu achei muito difícil. Muito difícil
coordenar um seminário desse, trazer algumas autoridades, porque
elas têm uma série de compromissos etc.. Às vezes
até algumas pessoas não querem se comprometer, embora
tenham compromisso.
Então
hoje a minha fala é, apenas, para dizer da perseverança
do
Pedrosa. Se não fora essa perseverança do João
Flávio Pedrosa este seminário, que hoje reputo muito
importante, porque, como já foi dito aqui, trouxe muitas
personalidades da aviação civil brasileira, que
trouxeram,
por sua vez, as suas idéias e alternativas.
E naturalmente os anais, que serão publicados de forma impressa,
já foram publicados muitos, mas em termos de mídia
eletrônica.
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Mas, provavelmente, sairão
também de forma impressa, porque muita gente ainda não se
acostumou a ler na tela e, sim, nas folhas.
Por mais que a
gente diga que o papel vai ser eliminado, acho que nunca se gastou
tanto
papel depois da Internet.
Então,
Pedrosa, é isso que queria dizer. E até para me
penitenciar pelo ceticismo quando você me procurou e mais
especificamente o Dr. Trigueiros. Parabéns a você.
Obrigado. (Aplausos)
|
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Mais um
agradecimento. O repto é sempre muito importante, para que cada
um de nós que receba uma missão possa cumpri-la.
Eu não sei se todos conhecem a história do "jarro azul",
que se usa na formação de executivos, mas, certamente a
expressão "Mensagem a Garcia" vários conhecem.
Só que, com certeza, nenhum dos presentes lembra de quem cumpriu
essa missão. Um breve resumo.
A Mensagem a Garcia foi uma missão atribuída a uma figura
que atravessou uma região de guerra. O Mensageiro precisava
atravessar a linha inimiga e entregar a tal mensagem ao caudilho
Garcia,
para que ele pudesse juntar suas forças e combater do lado de
quem mandou a mensagem.
O nome dele é Sargento Rowans. O Sargento Rowans teve exatamente
aquele mesmo perfil da formiguinha: não perguntou "Qual é
a missão?" Ele não perguntou onde é que estava o
Garcia, se era do lado de lá do rio ou se era do lado de
cá. Ele simplesmente foi e entregou a Mensagem a Garcia.
Enfim: ele cumpriu essa missão sem perguntar quantos
quilômetros teria que percorrer, que tempo levaria, quem o
acolheria durante a viagem ou coisa que o valha. Repito: ele apenas
cumpriu sua missão.
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Pois
eu recebi os dois maiores elogios que poderia ter recebido, aqui nesta
casa.
Um na sala do Conselho, dentro do ambiente onde estávamos
preparando o Seminário. Foi quando o Presidente Trigueiros,
usando o mesmo ceticismo lembrado agora pelo Brigadeiro Gandra,
disse: - Eu não acredito que isso vá dar em nada.
Esse foi o primeiro elogio.
O segundo foi do próprio Ministro Gandra, quando aqui numa
referência ao espírito da Paz ao qual me refiro, buscando
alternativas que se tornem positivas para a Aviação,
também me disse: - Você é um sonhador.
E, por favor, entendam: no meu perfil
pessoal, isso é o elogio.
Me atribuir uma missão, num
repto, na medida em que me permitem desenvolver o trabalho, em conjunto
com tantos profissionais de alta competência, isso é o
elogio. Aliás, eu não faço nada sozinho e por isso
todos os elogios são para toda a equipe que aqui participou.
É claro que só pude
realizar este trabalho com a participação intensa de toda
essa equipe que fica por trás, e que quase ninguém
vê. Daquelas moças da Equipe da Assev da CNC, da Regina
nas notas taquigráficas, da Josi, sempre presente, da
Vânia, que está lá em cima, do João
Júnior, no Datashow, e de todos aqueles que não aparecem
no visual, que ficam na equipe de som, mas que permitem que se realize
todo este processo.
E há aqueles que me ligam para
saber e fazewr sugestões, os que escrevem os email com as
questões, além das secretárias dos palestrantes e
dos convidados, sempre que do lado de lá me respondem...
São todos esses e essas que permitem, efetivamente, que se
faça um trabalho como este e espero que no próximo ano
esse apoio também venha a acontecer.
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Quando
numa das reuniões fiz referência a uma fórmula -
PIEV, aprendida a longo tempo atrás, foi exatamente por isso.
Em Brasilia, no DASP já citado, criei um Curso de
Relações Administrativas, quando ainda nada havia nesse
sentido. O objetivo era adotar uma técnica de fazer cair
barreiras que impedem o desenvolvimento da administração.
Venho aplicando essa mesma técnica na Aviação, com
o mesmo sentido de aproximar as pessoas das soluções e
alternativas viáveis.
E por
isso, vou pedir agora mais três manifestações. Mas
só peço que o façam com a limitação
de um pequeno detalhe: que o meu nome ou a minha atividade não
seja mais citada nessas manifestações e, sim, a
Aviação.
Por gentileza,
Pedro Ajambuja. Depois, o Daniel Carneiro, que são as duas
pessoas que gostaria que fizessem suas manifestações
sobre a Aviação. Com a palavra o Pedro Azambuja, aqui
apresentando uma visão que ele passou lá na
Associação Comercial do Rio de Janeiro, num evento
recente
sobre os Aeroportos do Galeão e do Santos Dumont.
Gostaria que agora, para este público, fizesse uma
repetição, se possível, das suas próprias
palavras.
Por gentileza,
Pedro. Uma breve apresentação.
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SR. PEDRO AZAMBUJA – São
surpresas.
SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - É
exatamente isso.
SR. PEDRO AZAMBUJA - Boa tarde a
todos e a todas, principalmente às autoridades da mesa e ao
nosso
Presidente Trigueiros.
Pretendo aceitar o seu convite para falar
brevemente.
Primeiro, parabenizar a CNC e o Movimento Asas
da Paz por esse evento que se encerra hoje, com tanto brilhantismo, que
tenho certeza que vai contribuir para o sucesso da
Aviação
Civil.
E acho que a gente está vivendo um
momento muito importante, como comentava com o meu grande companheiro
Allemander ali fora.
É que se avizinha um momento bastante
difícil, da crise mundial, e como disse aqui o nosso professor
Gilson novo, novo velho, o Gilson Campos, as crises vêm e voltam
na aviação. E a aviação ainda é o
melhor termômetro da crise. Quando o mundo da economia vai bem, a
aviação tem uma tendência a ir muito bem. E ela
é o primeiro termômetro, quando também nós
temos algum tipo de crise econômica.
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Mas, acho que,
além disso, eu também sou um sonhador, Pedrosa. Eu sonho
que nós poderemos passar pela crise, talvez sem sermos
chamuscados demais por ela. Agora, é evidente
que algumas providencias precisam ser tomadas. Principalmente no que
concerne à Aviação Civil brasileira, que, embora
eu
esteja até meio tímido aqui, por estar à frente de
tantos mestres aí, como o nosso brigadeiro...
Mas, na verdade, a Aviação Civil brasileira ainda
está carecendo, na minha visão, de uma Política de
Aviação, principalmente da revisão do marco
regulatório da Aviação brasileira.
Hoje em dia está se falando muito em privatizações
de aeroportos, em abertura de mercados, céus abertos.
Eu acho que toda essa nova conjuntura deveria ser precedida por uma
discussão muito ampla e democrática. Eu acho que esse
seminário já deu até um exemplo, tentando
harmonizar os desencontros.
É não se cria nada se não for dessa forma, de uma
forma democrática, da discussão, principalmente dos
contratos.
E nós temos assistido e temos lido na mídia, diariamente,
o debate em torno de alguns desses temas que eu falei:
privatizações de aeroportos, abertura de céus e
por
aí vai em vários outros assuntos.
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Acho que antes
disso, haveria que preceder uma grande revisão do marco
regulatório. O nosso marco regulatório, embora tenha sido
revisto nos anos 80, alguma coisa assim, foram feitas as Conac. Mas ele
não teve mudanças tão fundamentais assim; ele
ainda
está parado muito atrás. Eu tenho dado um exemplo,
até para os jornalistas: alguma parte da aviação,
somente no que concerne a táxi aéreo,
aviação executiva, ainda está parado no tempo, no
tempo do monomotor para quatro passageiros. A regulação
ainda prevê isso. Termos tarifários: hoje se discute que
as
tarifas dos grandes aeroportos são caras. Mas, evidente, elas
bancam o sistema todo.
Se discute a questão se os aeroportos têm que ser privados
ou estatais. E eu tenho dito que, dogmaticamente, nada tenho contra a
privatização de aeroportos. O que tenho contra é a
má privatização seja de que atividade for, porque
isso já aconteceu, inclusive na Aviação. Eu vivi
uma privatização dessa: sou oriundo da Vasp, fiz quase
toda a minha carreira como aeronauta na Vasp.
Então isso pode acontecer. Acho que temos que ter essa
preocupação, de rever o marco regulatório, para
que aí, sim, possamos fazer as mudanças
necessárias.
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Eu
estava dando ali fora, aos jornalistas, um exemplo que eu tenho
costumado falar, que é o nosso grande aeroporto de Macaé.
Hoje a operação offshore, talvez alguns não
saibam,
em Campos, é a maior operação offshore do mundo! E
o que acontece? O nosso aeroporto de Macaé é um dos
deficitários da Infraero. Por que isso? Por conta de que o marco
regulatório, principalmente em termos tarifários,
está totalmente obsoleto.
Então há que se rever, antes de conceder.
Eu queria citar um outro exemplo, rapidamente.
Eu estive, recentemente, na ABAV, com o secretário de estado de
Turismo, do meu estado, o grande Rio Grande do Sul, e ele me dizia: " -
Pedro, você que é da Infraero, a Infraero precisa pegar o
aeroporto de Torres. Precisamos desenvolver. A Infraero precisa pegar."
Eu falei: " - Não. A iniciativa privada precisa pegar, porque
senão será mais um aeroporto a ser arrasto para a
Infraero. E isso a Infraero já tem. O nosso presidente tem dito
isso constantemente: dos 68 aeroportos, pelo menos 58 são
arrastos para Infraero. E, evidente, que esses não têm o
interesse da iniciativa privada. Desculpe se eu me
alonguei um pouco, mas era para dizer, fundamentalmente, que, na minha
visão, é necessário, antes que se tome
ações estratégicas mais para futuro, que se
faça uma revisão do marco regulatório. |
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Tem
uma discussão também que é do momento, que eu vou
me permitir tocar rapidamente, que é essa questão dos
aeroportos do Rio de Janeiro. Estamos aqui no Rio de Janeiro. A maioria
aqui é do Rio de Janeiro. E tivemos recentemente na
Associação Comercial um evento onde estive presente...
Aí tem uma posição da Anac, que tem lá as
suas razões, de querer que haja concorrência. Todos
nós defendemos a concorrência. E tem, por outro lado, o
Governo do Estado e outras entidades, quase que numa maioria da
sociedade do Rio de Janeiro, dizendo que o que nós precisamos
é revitalizar o Galeão, é privilegiar o
Galeão, como grande aeroporto internacional. Eu acho que esse
posicionamento está certo. E lá também defendi
isso. Acho que o Santos Dumont e o Galeão, não pode ser
uma coisa contra a outra. O que tem que acontecer é que as
autoridades têm que ter clareza do que seja o que se chama vocação do aeroporto.
O Santos Dumont tem uma vocação, que foi uma
discussão vencida em 2004. Eu, meu companheiro Brito,
vários que estão aqui, o próprio Allemander,
participamos. Infelizmente, está se trazendo de volta uma
discussão; aí é um problema, porque Pedrosa, se
lá, para aquelas formiguinhas você jogou as migalhas,
depois se alguém começasse a jogar pedaços de
veneno e de outras coisas, talvez elas não tivessem a mesma
agilidade em fazer aquilo que fizeram. |
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Então
é importante que essas questões sejam debatidas para a
totalidade da sociedade. E como disseram alguns aqui, hoje temos
dificuldades. Nem todos... Ah, mas isso está numa consulta
pública pela internet. A internet, todos nós sabemos,
embora esteja muito ampliada no mundo inteiro e no Brasil, não
tem acesso para todo mundo. Eu acho que essa é uma
discussão que cabe a todo o Estado do Rio de Janeiro. E o
Galeão é um patrimônio não só do Rio
de Janeiro. Ele é um patrimônio nacional, que precisa ser
preservado, precisa sim ser revitalizado. Precisa se fazer uma reforma
estrutural muito boa naquele aeroporto, E lá, quase me
desentendi com uma pessoa que esteve lá, e que fez as maiores
críticas ao Galeão, dizendo que ele nunca chegaria a ser
um dos dez grandes aeroportos do mundo. Eu contestei e disse: já
é um dos dez maiores aeroportos e melhores aeroportos do mundo.
Claro que precisa ser melhorado. Então essa discussão do
Santos Dumont versus Galeão não tem que ser uma briga. E
se a administração vai ser pública ou privada, me
parece que sem que haja, primeiro, uma discussão de marco
regulatório, isso vira uma discussão vazia, insana.
Isso, acredito, vale também para outros setores da
aviação.
Muito obrigado. Obrigado pela oportunidade. (Aplausos)
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SR. COORDENADOR
JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Muito obrigado, Pedro
Azambuja.
Era importante fazer esse registro. São questões que
precisam ser bem analisadas e debatidas, de forma ampla e
pública, como temos feito aqui, permitindo a
manifestação de diversas opiniões.
Agora teremos a possibilidade de ouvir mais três
intervenções, que serão bem rápidas.
Mas faço questão de ouvir a palavra do Daniel Carneiro e
depois a do Rui Barbosa. Com esse nome vocês imaginam que talento
nós vamos ouvir. Mas a preciosidade que ele nos traz fica por
conta de suas intenções. Os valores estão
exatamente nas intenções.
Cabe a cada um de nós aproveita-las.
Eu mesmo já me propus a organizar as idéias dele,
trabalhar, burilar, fazer um projeto e desenvolver esse projeto.
Então,
ouço, primeiro, o Daniel Carneiro e, em seguida, o Rui Barbosa
Vianna.
E depois
gostaria de fechar esta parte da dinâmica de grupo, para que
possamos seguir para o encerramento, que será a parte mais
bonita, pois essa é a parte que todos estamos aguardamos com
muita ansiedade
E para fazer o fecho dessa parte das nossas reuniões convido o
Brigadeiro Allemander.
Sei que o pego de surpresa, mas, efetivamente, fecha para nós a
etapa da dinâmica e nos traz parte dessas conclusões.
Por gentileza,
primeiro o Daniel Carneiro.
SR. DANIEL CARNEIRO – Eu agradeço ao João a
oportunidade de estar aqui falando a esse plenário e peço
desculpas aos presentes pela inexperiência em falar em
público. Então me perdoem se eu gaguejar um pouco.
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Eu
vou desobedecer, João. Eu gostaria de fazer aqui uma homenagem
a quatro pessoas.
Como representante, e não só um entusiasta da
Aviação e do Turismo Marítimo, mas representando
também os pequenos veículos, os veículos
independentes de mídia, e como fundador do primeiro site de
notícias da Aviação no Brasil, o Aviation On Line , e também
de um dos principais sites sobre cruzeiro marítimo, o Cruising On Line, quero agradecer
ao respeito e ao carinho que tenho recebido, inicialmente, do meu amigo
Gilson Campos.
Ele me conhece desde moleque, lá no Aeroporto Internacional do
Rio.
Sou aquele chato que ia lá perturbar, pedir para ir à
pista fotografar avião, falando: quero visitar o aeroporto todo.
O Gilson sempre nos recebeu muito bem, respeitando desde o pequeno aos
grandes veículos de mídia.
Agradecimento ao meu amigo Guilherme Paulus, da CVC, que tem acreditado
no meu trabalho no site de cruzeiros marítimos que mantenho
há cerca de seis anos.
A ele e à toda a equipe da CVC, especialmente à
assessoria de imprensa e diretoria, que tem respeitado muito o nosso
trabalho, recebido sempre com muito carinho.
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E aos meus
amigos João Flávio e Luiz Brito pela confiança que
têm depositado também nesses dois veículos que
venho mantendo há algum tempo. Eu parabenizo a
todos pelo quilate dos temas que foram tratados aqui e os grandes nomes
que foram trazidos, embora me sinta ainda um pouco frustrado por
não ter conseguido trazer mais gente, convocado mais pessoas,
encher esse auditório em todas as reuniões.
Também me sinto de certa maneira triste, como representante da
Imprensa, que um dos debates em que foi discutido aqui o papel, o
profissionalismo, a ética, da Imprensa e o trato de assuntos
delicados como acidentes aéreos e a crise, que quase não
tenha vindo representantes das assessorias de imprensa das companhias
aéreas, mesmo convidados. Deveriam ser os maiores interessados
em
estar aqui. Quer dizer: não vi representante das companhias
defendendo a sua posição, fazendo suas críticas
à mídia impressa, ou outras. Como também, senti
uma participação muito pequena das companhias
aéreas que aqui estiveram com poucos representantes das suas
assessorias de imprensa, em quase todas as reuniões, mesmo tendo
comparecido o próprio presidente do SNEA, o José
Márcio Mollo.
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Num debate de
tal importância os maiores interessados nem sempre sentaram aqui
para discutir, trazer suas idéias, suas críticas, suas
expectativas. Isso demonstra o quanto ainda é sensível
esse quadro da imagem da Aviação. Só que quando
tiveram oportunidade de estar cara a cara com homens como o Brigadeiro
Gandra e tantos outros que já foram aqui citados, não
souberam aproveitar.
Obrigado, João, mais uma vez
pela oportunidade e que no ano que vem tenhamos novamente esse debate
sobre aviação.
E que o estendamos também ao Turismo Marítimo, como foi
feito há alguns anos com o nosso amigo Luiz Brito e a SOBENA na
época.
SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Obrigado
Daniel, mas gostaria de lembrar que pela Sociedade Náutica
Brasileira, que também presido, fizemos o 1º Fórum
Nacional de Turismo Aquaviário que, com certeza, no ano que vem,
terá uma segunda edição.
E com aquela visão falar não apenas em Turismo
Náutico e Turismo Marítimo, mas, sim, no tripé,
porque o Turismo Hidroaeronáutico agora compõe esse
conjunto do Turismo Aquaviário.
|
 |
SR. DANIEL
CARNEIRO – Só para complementar, fugindo um pouco do
tema.
No sábado, eu estive com o Valter Patriani, da CVC, no navio
Imperatriz, aqui no Porto.
Ele demonstrou uma certa preocupação: que venha a
acontecer com o Turismo Marítimo o que está havendo com a
Aviação.
Quer dizer, o excesso de concorrência, o crescimento, um grande
boom, possa vir a prejudicar a atividade, forçando a queda da
qualidade.
Hoje, nós vivemos um momento ideal, há espaço para
todos os que já estão aqui.
Mas se houver um crescimento desenfreado, sem planejamento, nós
corremos o risco de um caos marítimo, com queda da qualidade dos
serviços e tudo que nós vimos passar a nossa
aviação. (Aplausos)
|
SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Muito
obrigado Daniel. Eu acho que o Guilherme Paulus ouviu e registrou com
absoluta certeza essa sua manifestação.
Então, eu gostaria de ouvir, rapidamente o Rui Barbosa e suas
idéias.
E é importante que ele vá passar apenas idéias.
Ele não vai nos passar o projeto, como já disse, pois ele
ainda não escreveu o projeto, coisa que nós vamos fazer a
quatro mãos.
Com a palavra o Rui Barbosa Vianna.
|
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SR. RUI BARBOSA VIANNA – Boa tarde.
Gostaria de agradecer ao Comandante Pedrosa, ao meu Professor Marcus
Reis, que está presente, ao Brigadeiro Gandra, a todas as demais
autoridades presentes e aos meus amigos de faculdade.
Li uma matéria muito interessante sobre
Permuta na
Revista Aerovisão,
se não me falha a memória de 1996.
Eu, que fui militar durante seis anos, estava pensando numa
solução: o que fazer para salvar a Aviação?
O que fazer para desenvolver a Aviação?
Como uma das alternativas eu pensei em fazer uma
composição entre o Ministério da Defesa, a Marinha
do Brasil e a Transpetro, ou melhor, a Petrobrás. A Exxon tem
uma
frota própria de helicópteros que ela opera no Golfo do
México. E por que não o Brasil adotar uma
solução parecida, e ter uma frota de helicópteros
da própria empresa operando seus vôos offshore?
E também lembrei de uma reportagem do
Fantástico: "Estamos de Olho". Depois que essa reportagem foi
feita, em Jacarepaguá, em 98 ou 99, algumas escolas fecharam,
porque estavam, vulgarmente falando, canetando horas na caderneta de
vôos dos alunos.
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O aluno
voava 40 e a escola concedia 60/80 horas. E o aluno checava mais cedo.
Só que quando iam determinar a proficiência desse piloto
ele não conseguia voar de acordo, como deveria.
Eu também estive fazendo uma outra
pesquisa: o curso de formação extra Marinha, hoje,
está em torno de 173 mil reais por piloto.
Só que são 120 horas voadas, inclusive em simulador, de
modo que eles estão buscando fazer um upgrade desse software,
para poder melhorar a formação do aviador naval lá.
Estive na base fazendo uma visita.
Acho que seria interessante à Petrobras investir na Marinha,
ajudando no desenvolvimento desses softwares.
Um investimento de recursos dentro da Marinha seria feito formando o
pessoal civil.
Isso daria oportunidade a que os universitários tivessem um
programa de trainee dentro da Petrobras.
Ao final do curso e provas talvez pudessem já sair empregados,
exercendo a profissão, inicialmente como co-pilotos.
Aí é que entra a frota própria da Transpetro. Essa
foi a idéia.
Obrigado e parabéns. (Aplausos)
|
 |
SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO
PEDROSA - Muito bem. É importante que
reconheçamos que a academia tem um papel preponderante na
formulação das idéias e não apenas na
justaposição do conteúdo na consciência do
aluno.
E esse papel principal, tenho certeza, é permitir a liberdade de
pensar, atuando em conjunto com o aluno, para que ele seja bem
conduzido.
Mas, preparando também aquele instante que o aluno viverá
adiante, quando se libertar da academia. Que então ele mesmo
possa se conduzir sozinho, dentro da sociedade e para a sociedade.
E acho que esse papel tem sido exercido de forma meritória.
Aliás, a UNESA tem feito um trabalho gigantesco neste sentido.
Portanto, mais uma vez meus parabéns ao Brigadeiro Gandra, que
também investiu nessa mesma idéia.
E para fechar este ciclo do Seminário e podermos passar à
fase da entrega dos Troféus Asas da Paz, gostaria de ouvir, para
finalizar a etapa das manifestações, o Brigadeiro
Allemander Pereira Filho.
O Brigadeiro Allemander, que já fez aqui no Seminário uma
brilhante palestra, terá agora uma nova oportunidade de
manifestar seu pensamento, o que para nós representa mais alguns
conhecimentos. |
O SR.
ALLEMANDER PEREIRA FILHO – Boa tarde a todos. Agradeço ao
Comandante João Flávio Pedrosa.
Peço licença para apenas tentar contextualizar tudo
aquilo que nós apresentamos aqui e que escutamos com muita
atenção.
Eu tenho certeza que foi bastante frutífera essa
discussão, esses encontros do ano todo e me parece muito
importante que tenhamos uma atenção toda especial com os
aspectos cíclicos da Aviação, o que já foi
colocado pelo nosso jornalista, Gilson Campos, o novo, ou velho, mas
sempre jovem: aqueles que não observam o passado, dificilmente
terão um presente e comprometerão, provavelmente, o
futuro.
Eu gostaria,
apenas, de dizer o seguinte. Nós temos que observar o que
acontece na Aviação, não só no Brasil.
A aeronave que hoje voa no Brasil é a mesma aeronave que voa nos
Estados Unidos, na Europa, na Ásia, no Oriente Médio. As
normas para construção dos aeroportos, para a
operação dos aeroportos, são as mesmas na
América do Norte, na Europa, na Ásia e no Brasil.
Então, nós temos que reconhecer e contextualizar.
O Brasil é muito importante: tem uma dimensão
continental. E a Aviação é preponderante, como um
instrumento de integração e de desenvolvimento.
|
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 |
Nós não podemos
prescindir da aviação para o desenvolvimento do
país e este é um momento em que nós estamos num
divisor de águas, eu diria. Um divisor de águas que
merece
a atenção de todos aqueles que viveram, vivem e
viverão da Aviação.
Nós estamos, hoje, no transporte aéreo internacional, com
apenas uma empresa no longo curso. E eu gostaria de fazer um
rápido retrospecto, porque como disse, quem não estuda o
seu passado, o seu presente vai ser difícil e vai comprometer o
seu futuro.
As empresas brasileiras, que estiveram no transporte aéreo
internacional, e que se retiraram do transporte aéreo
internacional, vieram, logo depois, a sair também do mercado
doméstico.
Se nós observarmos o passado recente, vamos verificar isso,
começando pela Transbrasil, que cessou as suas
operações internacionais em março de 2001.
Em dezembro do mesmo ano cessou as suas operações
domésticas. A Vasp que, no ano de 2000, cessou as suas
operações internacionais, em 2004, paralisou as suas
operações domésticas também.
|
|
A BRA que, em 2005, se transformou numa
empresa regular, tanto doméstica como internacional, em novembro
de 2007, quando eu ainda estava na Anac, cessou totalmente as suas
operações domésticas e internacionais.
É algo sério a se pensar.
Aqui está o nosso Guilherme Paulus que o diga.
Estivemos junto com ele e com o Dr. Paulo Coco, que conhece de
Aviação e teve passagem pela Transbrasil.
Além do Dr. Oswaldo Trigueiros que esteve e viveu na Varig.
A Varig
também sofreu isso: depois de 70 anos na Aviação
brasileira, entrou no processo de reestruturação, que
começou em junho de 2005, passando pelo leilão de 2006.
O Dr. Ayoub esteve aqui expondo isso.
Chegando a 2007, na passagem para Varig/Gol, este ano, depois de 70
anos no mercado internacional, a Varig se retirou desse mercado
internacional de longo curso.
E hoje temos apenas uma empresa brasileira, que é a TAM,
operando o mercado de longo curso.
|
 |
|
Dentre as dez maiores empresas do
mundo, em passageiros/quilômetro transportado, nós temos
sete americanas e três européias.
A nossa TAM, que é a maior empresa brasileira, está em
26º lugar no mundo.
Os
nossos maiores aeroportos, Guarulhos, Congonhas, Galeão e
Brasília, nenhum deles se encontra entre os 50 maiores em
movimentação de passageiros, cargas ou aeronaves do
mundo.
Então a nossa dimensão, em termos de atividade, é
pequena, apesar dela ser fundamental para o nosso crescimento.
Por isso, eu
reputo que essas reuniões aqui foram importantes para que
nós conhecêssemos tudo isso.
Nós temos menos de 1,5% do tráfego mundial, no Brasil.
Em Atlanta, um aeroporto americano apenas, passa mais passageiros por
ano do que em todos os aeroportos brasileiros.
|
 |
A importância é
fundamental.
Por
isso, quando começamos a ver muita discussão, e a
discussão é importante, temos que acender um sinal de
alerta.
Nós estamos numa velocidade, talvez, acelerada demais, tomando
decisões e colocando em discussão, e até fazendo
exposição de motivos, de diversos assuntos que são
fundamentais para o futuro da Aviação Civil brasileira e
da Aviação Comercial, principalmente.
Então,
nós precisamos ter um certo cuidado. Eu, na última
semana,
estive no mesmo seminário que o nosso amigo, companheiro Pedro
Azambuja esteve, e o Comandante Pedrosa também.
E deixei claro que nós precisamos ter prudência.
Nós precisamos agir com cautela, nós precisamos estudar
bem, antes de tomar qualquer decisão.
O nosso
Secretário Estadual de Desenvolvimento, Júlio Bueno,
naquela reunião que tivemos, falando sobre o problema da
consolidação do Galeão ou da abertura do Santos
Dumont, que é um assunto que está em discussão,
disse que os números, que estavam sendo apresentados, não
diziam tudo ou não quantificavam fatos que não podiam ser
quantificados, ou melhor, que não estavam ali quantificados.
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O crescimento e a
consolidação do Galeão, a gente precisa ter a
visualização disto, ocorreu com os vôos
domésticos alimentando os internacionais.
Segundo
os números, não houve um crescimento muito grande, houve
um crescimento pequeno.
Mas temos que considerar que a maior empresa brasileira, há 70
anos, se retirou do mercado internacional.
Isso produziu uma queda muito grande e o impacto onde isso ocorreu, em
2004/2005/2006 e 2007, foi maior no aeroporto do Galeão.
Ali era a base da nossa Varig.
Então é importante que, nesse momento em que estamos
fechando este Seminário Nacional, tenhamos a dimensão do
que estamos falando e a importância do que está sendo
discutido.
Nós podemos errar, se tomarmos decisões apressadas.
Ou sem considerar a experiência do Brigadeiro Gandra, já
que ele também esteve na Aviação Civil, que passou
muitos anos na Aviação Civil, além de tantos
outros, como o próprio Dr. Oswaldo Trigueiros, que conhece a
história da Aviação Civil brasileira.
Podemos incorrer em erros se não ouvirmos essas
experiências de vida.
E é muito fácil olharmos para o lado hoje e vermos o que
está acontecendo na Argentina. Olhem para a Argentina e
verão o que aconteceu: privatizaram as empresas argentinas,
Austral e Aerolineas, desnacionalizaram, ou seja, foram parar na
mão de grupos estrangeiros, e hoje o governo da Argentina
está tentando retomar e estatizar novamente a Aerolineas
Argentinas, a um custo que eles vão ter que pagar, para retomar
aquilo que praticamente perderam ou que entregaram quase que de
mão aberta. |
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Então, vamos olhar com calma,
vamos atuar com cautela, vamos utilizar um Seminário como este,
sério, onde nós discutimos, para que possamos, Dr.
Eraldo,
como o senhor falou, chegar em 2011/2012 com ações e
ações que fortaleçam o setor. Que
fortaleçam as empresas, fortaleçam os nossos aeroportos e
façam com que eles possam crescer.
E não chegarmos lá apenas com retórica e sem
ação, e sem conseguir responder Presente àquilo que o mundo
espera do Brasil, ou seja, ser a sede da Olimpíada, a sede do
campeonato mundial, dos jogos mundiais militares, enfim, de tudo aquilo
que está programado; mas precisa ter ação e com
transporte aéreo e Aviação...
Encomendar uma aeronave, entrar numa fila, fazer uma
intervenção no aeroporto, requer alguns anos. Não
se faz isso de uma hora para outra e nós precisamos ter isto em
mente. Não adianta só tomarmos decisões no papel,
teoricamente, parecendo estar tomando uma decisão correta, sem
se observar os exemplos no mundo. Por que aquilo que está se
fazendo é novo? Já foi feito em algum local no mundo? Por
que a gente vai experimentar no Brasil? Experimentar na
Aviação, quando nós estamos, vamos dizer assim,
utilizando a mesma aeronave, a mesma tecnologia de aeroporto, mas que
lá fora eles já avançaram, e já têm
problemas, talvez, mais complexos? |
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Então, nós temos que
trazer a experiência internacional e não tentar inventar,
porque podemos tentar inventar e não chegar a um resultado
satisfatório, para atender aquilo que precisamos, de divulgar o
nosso país, de alavancar o nosso desenvolvimento e integrar.
Integrar quer dizer, aeroportos pequenos, em áreas remotas, que
estão ligados à rede brasileira, ou seja, rede
aérea brasileira e que vai chegar nos grandes aeroportos.
Não podemos achar que 15 slots ou 15 vôos, 30 slots em
Congonhas resolve; 30 slots para um aeroporto do tamanho de Congonhas
é muito pequeno.
Há mais de dez anos, e o Brigadeiro Gandra deve se recordar,
temos o Programa de Desenvolvimento do Sistema de Aviação
Civil, IV PDSAC, de 97. Lá dizia que tínhamos que ter um
novo aeroporto em São Paulo. Há mais de dez anos estava
previsto isso. Não foi feito. Daqui a pouco temos um ano e meio
do acidente de São Paulo e disseram que iam construir o
aeroporto metropolitano. E até agora não tivemos nada.
É assim que vamos resolver?
A terceira pista de Guarulhos? Até agora nada. Cadê
Campinas? O que se fez até agora em Campinas? Nada. Então
onde nós vamos chegar?
Nós precisamos ter ações que justifiquem as nossas
expectativas e não estou vendo essas ações para
justificar essa expectativa.
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De qualquer forma, é com
Seminários como este, é com as discussões como as
que tivemos aqui, que vamos construir esse conhecimento, vamos
dizer assim, disseminar toda essa informação.
Porque ela está ainda, me parece, muito restrita a algumas
pessoas.
E nós precisamos, efetivamente, como disse o nosso Brigadeiro
Gandra, publicar, colocar em papel e, talvez, tornar viável o
acesso para que as pessoas possam ler, estudar nas universidades.
Para que os alunos possam estudar e discutir com seus professores.
Senão nós podemos, infelizmente, ter expectativas que
poderão não ser atingidas.
Mas, somente com Seminários como este se poderá criar
esse conhecimento e difundir a situação real e não
aquela que fica apenas no imaginário.
Eu
agradeço, homenageando o Dr. Oswaldo Trigueiros, nosso grande
amigo, ampliando para todos os que lutam pela Aviação.
Tenha a certeza de que sentimos saudades da nossa grande Varig. Pode
ter certeza disso.
Muito obrigado
a todos. (Aplausos)
|
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Eu acho
que,
mais uma vez, tenho que fazer um agradecimento especial ao Brigadeiro
Allemander.
Mas não vejam nisso agora, nenhuma contestação ou
repto.
Apenas mais uma missão a realizar, muito bem desenhada em suas
palavras.
E aprecio essa mesma motivação, essa mesma
vibração de voz que ele tem, que é aquela que
precisamos ganhar e multiplicar.
Nós precisamos levar essa vibração a todos os
demais ambientes e não apenas aos setores da
Aviação.
Essa homenagem que vamos fazer hoje, com a entrega do Troféu
Asas da Paz, visa, eminentemente, ganhar as ruas, fazer com que os
outros ouçam as nossas vozes.
Brigadeiro Allemander: nossa idéia é fazer com que
vários outros jovens e não apenas os da universidade, que
freqüentam as nossas reuniões, mas todos os outros, venham
a
conhecer esse potencial que existe no país, em termos de
Aviação.
E precisamos disso, porque mesmo não sendo um Gilson novo, nem o
Gilson velho, mas já na beiradinha dos meus 70 anos, vejo a
necessidade das substituições.
|
|
Não me é possível
levar adiante o bastão por muito mais tempo.
Há um momento para fazer e há um momento para apreciar.
Eu estou chegando naquele momento do apreciar e vejo que todo um
potencial, que eu construí, ao longo da minha vida, me foi
oferecido por outros. Apesar
de me considerar um autodidata, não fui eu sozinho que adquiri
esses conhecimentos que tento transmitir.
Tenho absoluta convicção de que o INPE – Instituto de
Pesquisas Espaciais foi muito marcante na minha vida, quando lá
fiz alguns cursos.
Para onde levei também para fazer cursos várias
personalidades do Governo Federal.
Lá onde pude coordenar seminários com grandes e ilustres
personalidades do país num período dos anos 70 a 73.
Aqueles que alguns aqui reconhecem como Anos de Chumbo.
Para nós, que estavamos integrados em trabalhos, em
realizações em benefício do país, foram
anos de uma fertilidade extraordinária.
Isso porque se pôde fazer o desenvolvimento de macro projetos,
que se instalaram no Brasil através de grandes decisões.
Projetos que hoje ainda prevalecem sobre decisões mais recentes.
Então, senhores, as bases existem.
O fundamento de um período como foi 70, quando se construiu o
Galeão, mostra bem o que foi, naquela fase, o projeto de poder
aeroespacial que o país pretendia e admitia que já
detinha então para servir a todos.
Hoje nós temos, ainda, tecnologia, nós temos, ainda,
condições de fazer, nós ainda, temos
espaços para realizar.
E por isso precisamos dos jovens.
Mas precisamos, principalmente, precisamos daqueles que têm
também a experiência, a vivência, a sabedoria, como
aqui ficou muito bem esclarecido pelo Brigadeiro Allemander.
Não podemos nos precipitar nas decisões avançadas,
mas não podemos perder já quase quatro décadas
para rediscutir o Galeão e outras vertentes da
Aviação Civil brasileira.
Alguma
manifestação ainda que queiram fazer?
|
SR.
JOÃO JÚNIOR – Boa tarde a todos. Boa tarde a todos
da mesa, às autoridades. Eu queria fazer uma pergunta ao senhor.
O meu nome é João Júnior, vou também entrar
na mesma condição que o Daniel Carneiro, já que
também sou um pouco tímido. Na verdade acho que é
a
primeira vez que estou falando em público. Queria fazer uma
pergunta ao senhor: o que é realmente essa Paz? O que o senhor
está querendo representar com essa atitude?
SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - O
questionamento é sempre muito difícil, principalmente
vindo do filho. (Risos)
A Paz não
é um momento.
A Paz é uma transição entre um período de
angústia, ou de dor, ou até mesmo de sofrimento e o
período da busca da tranqüilidade.
A Paz começa dentro de nós, quando nós encontramos
o nosso próprio caminho. E encontrando esse caminho nós
podemos fazer com que outros também o encontrem.
A Paz é um repositório de desejos, às vezes nem
sempre bem alcançados, mas verdadeiros. |
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 |
A Paz é tudo aquilo que
desejamos, para que haja também a compreensão em termos
de
Aviação, do que seja o papel da Aviação,
quando interliga povos que estão em qualquer parte do nosso
mundo. E essas Asas simbolizam, nada mais, nada menos, do que o
encontro dessas pessoas, quando é feito pela
Aviação, em prol do Turismo. E Paz na
Aviação também é capacitar quem é do
turismo a poder receber, poder viajar, poder constituir o seu programa
de turismo sabendo que existe a Aviação. Ela une os
povos. A Aviação se caracteriza por ser um instrumento de
Paz, mesmo a Aviação Militar, que exerce um papel
preponderante na defesa da Paz.
A Aviação Militar não é hostil: ela
é defesa. E como tal garante pela dissuasão. Ela impede a
incorporação do terror, ou da dinâmica da
própria guerra, quando ela age em prol da Paz. Ainda hoje li, a
respeito dessa mesma Paz, um trabalho de 1972 sobre a FAB, a mais
explícita Paz que se poderia levar a um território
então abandonado, lá na Amazônia. Em 72, precisando
de remédios, precisando de atendimento e a FAB cumpria esse
papel
sem sequer receber um cent,
um único dólar. Diferente dos que ali se avizinhavam ve
que inham cobrando serviços, a FAB, cumprindo esse papel, ia
também levar as cartas, levar a comunicação, levar
a saúde, levar a educação. Isso é levar a
Paz. |
SR. JOÃO JÚNIOR –
Exatamente, é o que todos nós precisamos realmente. Na
minha visão, o Turismo realmente necessita da
Aviação como um todo. As duas coisas estão
totalmente interligadas e na atual situação, em que se
encontra a Aviação, com essa crise toda, o que acontece
é que todos nós precisamos de tranqüilidade para
discutir e resolver essas questões.
Os setores têm que se unir e com tranqüilidade poder
resolver todos esses problemas, que podem ser solucionados. O senhor
tinha falado das Armas da Paz: eu acredito que sejam Sabedoria,
Compreensão, Amor e Felicidade, mas, principalmente,
Tranqüilidade. Todos nós precisamos. Acontece o seguinte:
não adianta ficar com a tranqüilidade a ponto de chegar a
se
acomodar, ou ficar satisfeito com uma situação e deixar
passar....
SR. COORDENADOR
JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Muito obrigado,
João. Eu acho que entendi.
SR. JOÃO
JÚNIOR – A intenção é essa, de todos
nós termos tranqüilidade para poder resolver todos esses
problemas, pois juntos nós podemos conseguir resolver. (Aplausos)
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SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO
PEDROSA - Muito obrigado, João, mais uma vez. Eu
acho que entendi o seu pensamento.
E valeu mesmo, a mensagem
Com a palavra agora o Coronel Aviador Luiz
Guimarães.
SR.
LUÍS DA SILVA GUIMARÃES – Excelentíssimos
senhores componentes da mesa, eu saúdo a todos. Saúdo a
todas as autoridades presentes, mas não pude deixar de me
pronunciar porque alguma coisa me aconteceu. E hoje é
Esperança o nome de tudo que está acontecendo aqui. Eu
sou o Coronel Aviador Luís da Silva Guimarães. Sou um
discípulo do nosso Ministro Gandra e instrutor do nosso
Brigadeiro Allemander, de quem eu tenho muito orgulho.
Mas, senhores, durante esse tempo a
única coisa que queria falar é o seguinte: o
esforço que foi feito. Eu acompanhei a maioria dos trabalhos que
aqui foram realizados. E essa esperança é uma coisa muito
grande. Então, gostaria de dizer a todos os senhores que isso
é como uma grande obra Nós temos aí na nossa
História a Divina Comédia, de Dante Alighieri, e ela se
caracteriza por três partes: inferno, purgatório e
céu.
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Ela foi
escrita, inicialmente, apenas como Comédia. Divina vem de
Giovanni Boccaccio, que foi acrescentado posteriormente. Por quê?
Porque naquela época se tinha comédia e tragédia e
a comédia era apenas toda aquela história que terminava
bem. Então, na verdade, eu acredito que nós
começamos com um trabalho muito difícil no início,
começamos das profundezas do inferno, digamos assim, nesse
trabalho difícil, quando nem nós mesmos
acreditávamos, em relação ao trabalho que vinha a
se desenvolver. Mas já estamos subindo, passando pelo
purgatório e vamos chegar aos céus.
Na entrada do inferno tinha uma frase: "Aqui vós deixais toda
esperança, agora podeis entrar."
Eu diria o seguinte: na verdade não. Nós estamos nos
munindo da Esperança. Existe um verso, na primeira estrofe, que
diz: "Somente a esperança disfarça a pena de viver, mais
nada."
E é dessa esperança, que este Seminário traz, e
este entusiasmo que nós todos temos, que eu gostaria de que
todos, no próximo ano, pudessemos comparecer outra vez e cada
vez, mais procurar as respostas de que necessitamos. Muito grato.
(Aplausos)
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SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Muito
obrigado, mais uma vez.
Vamos,
então, aos outorgados.
Em
primeiro lugar, na Categoria Formação Profissional para a
Aviação Civil.
Para fazer a entrega do Troféu Asas da Paz - Conselho de Turismo
da CNC, convido o Conselheiro Eraldo Alves da Cruz, assessor especial
da Presidência da Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
E convido também o agraciado a se aproximar: Marcus Silva Reis,
professor da UNESA. (Aplausos)
(É FEITA A ENTREGA DO TROFÉU)
O Professor Marcus além de
trazer a turma para dar aula aqui, ele mesmo nos dá aulas
brilhantes. Com a palavra o professor Marcus.
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SR.
MARCUS DA SILVA REIS – Queria agradecer ao Movimento Asas da
Paz,
queria agradecer aos meus alunos, queria agradecer ao Brigadeiro
Gandra,
que foi a pessoa que me deu a oportunidade de prosseguir no lugar dele,
no Instituto do Ar, e compartilhar com vocês, pois todos esses
momentos de desespero e de tranqüilidade eu acompanhei junto com
vocês. Eu fiquei desesperado quando o Brigadeiro Gandra saiu do
Instituto e fiquei muito feliz quando o Brigadeiro Allemander assumiu a
direção da Anac. Fiquei desesperado quando ele saiu.
Então, em muito pouco tempo, todos nós ficamos felizes e
preocupados ao mesmo tempo. Mas, também, não posso deixar
de agradecer a Webjet, que este ano recebeu nossos alunos no
Seminário de Segurança de Vôo.
Ou seja, a troca está acontecendo. A formação da
nova inteligência da Aviação Civil brasileira
está acontecendo.
Acontecendo não só por isso: esqueci de falar do meu
professor também no curso de pós-graduação,
Brigadeiro Allemander, que hoje, na sua aula de Aviação e
Multimodalidade, me permitiu falar e conversar com um colega
também agraciado com o Troféu, sobre
Aviação e Multimodalidade.
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Então, é disso que se faz
a Aviação; é da troca de informação,
é da troca de experiências. E o que todos nós
queremos é construir uma Aviação melhor, para
vocês, e um futuro melhor para o nosso país.
Muito obrigado.
Queria
dizer a vocês que o Movimento Asas da Paz e o Instituto do Ar, a
Universidade Estácio de Sá, provavelmente, no ano de
2009,
vão realizar o I Congresso Brasileiro de Ciências
Aeronáuticas, onde vamos poder discutir, de uma forma
acadêmica, o produto desses últimos 15 anos das
ciências aeronáuticas de todo o país.
Muito obrigado a todos. (Aplausos)
SR.
CONSELHEIRO ERALDO ALVES DA CRUZ – Professor Marcus,
parabéns em nome da Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em nome do Conselho
de Turismo, e veja quão é importante o conteúdo
das
suas palavras, porque o senhor acaba de atestar que é da
desesperança que nasce a esperança.
Muito obrigado. (Aplausos)
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SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Na
Categoria Empresário de Visão Aeronáutica.
Para fazer a entrega do Troféu Asas da Paz, Conselho de Turismo
da CNC, convido o Conselheiro Luiz Brito Filho, Assessor Especial da
presidência da TurisRio, membro da comissão especial do
seminário e neste ato representando o Estado do Rio de Janeiro.
Por favor, Guilherme Paulus, o Homem de Visão
Aeronáutica. (Aplausos)
(É FEITA A
ENTREGA DO TROFÉU |
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SR.
GUILHERME PAULUS – Boa tarde a todos.
Eu acho que isso é um grande início para mim. Acho que
é o primeiro Troféu que eu ganhei. Acho que esse
Troféu Asas da Paz é mais da equipe da Webjet, comandada
pelo Paulo Henrique. Tenho orgulho de ser o investidor na Web. Eu acho
que é um trabalho que estamos começando agora, um ano e
meio de Webjet, e só tem nos dado muito orgulho, dentro da nossa
empresa. Acho que é um começo, um longo caminho que temos
a seguir. É uma experiência nova, de uma entrada dentro de
um ramo, embora o Turismo faça parte, acho que quase uma
integração entre a operação aérea
com operação turística. Acho que uma coisa depende
da outra. O Turismo depende da Aviação, num país
tão grande como o nosso. Nós precisamos ter um Turismo
Interno fortalecido, para que a gente possa, amanhã ou depois,
receber turistas de fora também. Nós temos grandes
eventos até 2016, que vão acontecer no nosso país.
A importância que tem a Aviação, isto é, a
mais importante de todas, embora a gente tenha infra-estrutura de
estradas, de rodovias, de portos e de aeroportos. Mas a
Aviação vai contribuir, realmente.
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O Allemander até colocou muito
bem, a respeito do desenvolvimento norte-americano, dos aeroportos e da
própria Aviação americana.
Ali há um céu para todos e nós aqui lutamos para
um céu para todos também. Hoje estamos com quatro
empresas aéreas, embora das quatro duas detenham, praticamente,
quase 100% do movimento. Mas a gente vai crescer; acredito. A gente tem
esperança nisso: o país é muito grande e do lado
da
Werbjet nós vamos lutar sempre para crescer. Hoje a Web é
uma empresa que não está só servindo as
operações da CVC. Ela também atende já as
linhas regulares. Mas é uma luta grande do Paulo. E nós
conseguimos continuar crescendo e também temos um caminho junto
com a TAM, com Gol, com a Oceanair, com a TRIP na linha das regionais e
de tantas outras pequenas regionais que existem e que também
devem ser fortalecidas, devem crescer, porque isso é que traz o
desenvolvimento para o nosso país. Acho que a gente deve dar
condições para as pessoas poderem viajar de avião,
para as pessoas poderem se locomover.
Num país tão grande como o nosso, repito, acho que
só por meio de transporte aéreo é que a gente vai
realmente conseguir.
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Então, com essa visão que
temos de crescimento, a gente acredita no país. Acho que o que
passou, passou. A Varig nos deixou um grande legado, uma grande
experiência, que temos aprender com os nossos próprios
erros. O mesmo da Transbrasil e Vasp.
Eu acho, Comandante Pedrosa, do Movimento Asas da Paz, que essa
é a lição que essas empresas nos deixaram: agora
nós vamos ter que aprender com o Trigueiros e com as demais
pessoas ligadas à Aviação Civil Comercial
brasileira.
Agradeço
ao Movimento Asas da Paz, mais uma vez o Troféu.
É um grande incentivo.
Espero estar sempre aqui, com vocês. Muito obrigado. (Aplausos)
SR. CONSELHEIRO LUIZ BRITO FILHO – Foi com muita honra que fiz a
entrega deste troféu, porque ao ver o Guilherme Paulus, eu
estava
revendo um pouco da história da nossa Aviação:
Rubem Berta, Paulo Sampaio, Omar Fontana, Erick de Carvalho, Bento
Ribeiro Dantas e, com certeza, também o nosso saudoso Rolim
Amaro.
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Guilherme personifica hoje essas
figuras que passaram pela nossa Aviação e que com a sua
intrepidez e a sua vontade montou uma empresa.
Sainbam que se não fosse essa vontade dele, essa coragem,
nós estaríamos totalmente órfãos nesse
momento, porque ele assumiu quando existia um vácuo imenso
dentro
do turismo.
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Mas Guilherme: você está
também com um outro pedaço, que é o turismo
marítimo, no qual também acreditamos.
Em 94, antes de sair a Emenda nº 7, fizemos o I Encontro de
Turismo Marítimo, na cidade de Cabo Frio, no Hotel Acapulco,
já acreditando, um ano depois, no sucesso disso que está
aí.
E você apostou nisso também: isso é muito
importante.
Por isso a sua condição é reconhecida.
E dizer
ao João, que coordena o Seminário: valeu a pena.
Eu acho que o Seminário não deu, infelizmente, para
ajudar a salvar a nossa Varig.
Isso não deu.
Há quatro anos atrás quando conversamos, já
pensávamos em fazer isso. E você teve a coragem de trazer
o seu Movimento Asas da Paz, aqui para o nosso Oswaldo Trigueiros, o
nosso grande Presidente, que tomou a tarefa como objetivo dele e fez
com que acontecesse.
Hoje
é uma tarde muito importante para todos nós, porque parte
deste resultado nós já estamos colhendo aqui, com o
reconhecimento da Webjet e de todos os demais agraciados.
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Para encerrar: tive ocasião de
viajar e sentir um pouco da Varig voando naquele avião da
Webjet. Senti: é o sangue, com certeza.
Até
no pouso e na decolagem.
Então eu disse: esse cabra é variguiano. E não deu
outra.
Pois, amigos e amigas, é isso aí: uma tarde exultante
para nós.
Parabéns,
Guilherme. (Aplausos)
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SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Na
Categoria Tecnologia da Construção Aeronáutica.
Para fazer a entrega do Troféu Asas da Paz, Conselho de Turismo
da CNC, convido o Conselheiro Brigadeiro Mauro José de Miranda
Gandra, ex-ministro da Aeronáutica e membro da Comissão
Especial do Seminário.
O agraciado é o Dr.Frederico Fleury Curado, presidente da
EMBRAER, que por não poder comparecer, se fez representar pelo
seu diretor de Marcas, Adilson do Nascimento.
O Nascimento, portanto, está representando o Dr. Frederico
Fleury Curado, Presidente da EMBRAER e muito bem-vindo.
(É
FEITA A ENTREGA DO TROFÉU)
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SR.
ADILSON DO NASCIMENTO – Eu quero, em nome do engenheiro
Frederico
Curado, agradecer pelo Troféu Asas da Paz: muito obrigado
Comandante Pedrosa.
E eu quero, em nome dos 24 mil colaboradores da EMBRAER, agradecer a
vocês, que souberam tirar de uma crise uma grande oportunidade.
Acho que a sociedade, quando se organiza, e tem pessoas perseverantes,
de boa vontade, só pode sair com coisas boas. E vocês
souberam aproveitar essa oportunidade. Hoje de manhã, quando
cheguei aqui no Rio, vi estacionados no aeroporto três jatos da
EMBRAER: três Legacy. São os jatos executivos. Há
muito tempo que eu gostaria de ver esses aviões da EMBRAER
voando
no Brasil. Vemos muitos voando nos Estados Unidos, na Europa, e
dá uma pontinha assim de tristeza, porque somos todos
brasileiros.
Então, tive o prazer de ver três jatos. Agora acho que
nós vamos ver muito mais.
Porque nos próximos quatro anos teremos, pelo menos, 700
aviões executivos lançados no mercado, não
só no mercado brasileiro: um pouco no Brasil e o resto lá
fora.
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E queria aproveitar para dizer ao nosso
querido Guilherme Paulus, que você podia trazer um pouco mais de
alegria para a gente ver os jatos brasileiros voando no Brasil. (Risos)
Muito
obrigado. (Aplausos)
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SR. CONSELHEIRO MAURO JOSÉ MIRANDA GANDRA – Eu acho que
falar da EMBRAER seria exaustivo.
Não há palavras para a gente falar da EMBRAER porque a
EMBRAER é um produto nacional que nos orgulha a todos e, em
especial, a mim.
Me orgulha tanto que sempre tenho na minha lapela aqui a imagem do
super tucano, que tive o prazer de, no dia 17 de outubro de 95, assinar
juntamente com o Ferola o seu desenvolvimento.
Esse avião tem aquela capacidade cirúrgica que vimos
realizar naquela missão contra as Farc’s.
Portanto,
leve o nosso abraço ao Dr. Curado e a todos os
funcionários da EMBRAER, dizendo que a EMBRAER, realmente,
é o nosso orgulho.
Um
grande
abraço. (Aplausos)
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SR. COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Na
Categoria Jornalismo e Comunicação, o agraciado é
o Dr. Roberto Irineu Marinho. E eu faço questão de dar
este esclarecimento de público, porque nós, na
Comissão, fizemos um estudo de muitos nomes na área da
Imprensa e, claro, identificamos vários nomes, nessa área
da imprensa, que também merecem este reconhecimento.
É
vasta a lista com o nome dos jornalistas.
Mas
são poucos os empresários do Jornalismo, aqueles que
assumem a responsabilidade do fazer.
E o Dr.
Roberto Irineu Marinho não começou como o herdeiro.
Ele
começou como o jovem na oficina; na oficina do trabalho, sujando
as mãos na graxa da oficina. e lá aprendeu todos os
modelos de trabalho, que qualquer um precisa para o resto da vida
jornalística.
Esse
hoje
é o perfil do decisor das organizações Globo e,
às vezes, tomando decisões que são
necessárias, num tamanho de organização como
aquela, e com a responsabilidade tão grande como aquela, que nem
sempre agradam a todos.
Mas a nós, no Seminário, agradaram exatamente pelo
desafio.
|
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Naquele instante em que falei dos elogios, me referindo ao sonhador, me
referindo aos "não vai dar em nada", lembro-me do papel da
Imprensa.
Quando a Imprensa faz, também, a crítica da crise, ela
nos permite ver as soluções, as alternativas.
Isso porque toda vez que existir um problema, haverá uma
solução.
Mas nem todos percebem que essas soluções só
são possíveis quando nas crises existir uma
análise.
É essa a análise que é feita pela Imprensa em
geral.
Não é apenas a análise congressual, nem é
apenas a do CENIPA, mas é, principalmente, a da opinião
pública que interessa ao setor.
E a opinião pública precisa, portanto, das suas
lideranças na área da comunicação e,
necessariamente, das nossas empresas jornalísticas.
São elas que colocam nossas imagens e fatos aqui e fora daqui.
Imagens que muitos nem sempre querem ver, mas todos temos que crer,
pois tratam da nossa realidade. E esses são os fatos.
E essa é a realidade que estamos mudando, com as novas
alternativas, que a Imprensa nos ajudou a buscar.
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E a Aviação brasileira
depende hoje, essencialmente, como disse o Brigadeiro Allemander, que
se
conheça a necessidade da tomada das decisões nem sempre
em
maior velocidade, mas sempre com a maior concretude. Não
há porque negar que não basta a caneta: é preciso
que a opinião pública tome consciência de todo esse
trabalho que fizemos, mas, principalmente, das necessidades que ainda
virão, não só até 2016, mas para sempre.
E, para
fazer a entrega, com a representação do Raphael
Vandystadt,
peço ao Jornalista Gilson Campos que faça essa entrega.
Categoria
Jornalismo e Comunicação, agraciado o Jornalista Roberto
Irineu Marinho. (Aplausos)
(É
FEITA A ENTREGA DO TROFÉU)
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Eu gostaria também de fazer
referência à pessoa do próprio Raphael Vandystadt,
que ali está recebendo a premiação. Ele é
um diretor da TV Globo especializado numa área extremamente
sensível. Ele é o diretor da campanha Criança
Esperança e diretor de todo o trabalho do Ação
Global da Rede Globo.
É uma pessoa que dignifica esse trabalho em prol da sociedade
brasileira e, talvez, melhor do que ninguém ele aqui represente
o
próprio Dr. Roberto Irineu Marinho.
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SR.
RAPHAEL VANDYSTADT – A todos muito obrigado.
Eu parabenizoo Movimento Asas da Paz pela entrega deste prêmio.
Eu estou muito satisfeito em receber nesta tarde este prêmio em
nome do Dr. Roberto Irineu, que, infelizmente, não pôde
estar aqui presente.
Eu
trabalho na área social. Sou responsável pela campanha da
Criança Esperança e pelo Ação Global.
Só no Criança Esperança, para vocês terem
idéia, num projeto como o Espaço Criança
Esperança do Morro Cantagalo, Pavão e Pavãozinho,
atendemos, mensalmente, duas mil crianças e jovens.
Num evento como o Ação Global, que é um evento de
cidadania, que fazemos em parceria com o Sesi, onde a gente presta
serviço à população carente, que vai desde
a
emissão de documentos até a prestação de
serviços, mais preventivos na área de saúde e
assistência jurídica, por exemplo, apenas quatro
milhões de pessoas foram beneficiadas em 2008. A última
edição foi no interior de São Paulo. Ao todo a
gente faz entre ações nacionais e regionais, quinze
ações globais por ano.
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O que quero dizer com tudo isso?
Especialmente no caso do Criança Esperança, no
Espaço Criança Esperança, eu gostaria de dizer que
aquelas crianças serão os clientes da
aviação civil quando se tornarem adultos. Mas elas
não vão ser. A gente fez uma enquête recentemente
sobre os brasileiros mais notórios e disparado deu o nome de
Santos Dumont. Todos eles sabiam quem era Santos Dumont, mas
ninguém nunca tinha entrado num avião. Então isso
dá a justa medida entre o que é um sonho e o que é
uma realidade e outros falaram que a única aeronave que eles
viam
era quando a Polícia vinha fazer incursão no morro de
helicóptero. Então como a gente consegue conquistar esses
jovens? Como a gente consegue dar as bases para que eles possam
consumir
os nossos serviços e tornar a aviação brasileira
cada vez mais democrática, que era esse o ideal de Santos Dumont
para início de conversa? Como você consegue unir um
país que tem dimensões continentais, eu estava falando
com
o professor Marcus, que o modal não atende porque não
existe uma integração de modais, você não
tem, o professor estava me explicando, um aeroporto sequer que tenha
uma
integração de uma estação de metrô
acoplada a um aeroporto. Você vai em Paris, por exemplo,
você tem isso, em Nova York é a mesma coisa e aqui?
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Então, como você consegue,
de novo, falar em integração nacional se existem milhares
de excluídos do principal meio de integração
nacional hoje em dia que é a aviação?
Então, eu acho que essa pergunta
é muito mais um desafio para os próximos
seminários, que o Movimento Asas da Paz venha a organizar. Mas,
também, acho que merece uma frase, que foi apontada
também
por um dos jovens, eu só não me recordo o autor, mas
é de um brilhantismo ímpar, tenho certeza que vai ser
reconhecida aqui. Ele falava o seguinte: "Eu não tenho a
pretensão de estar lá na colheita, mas, com certeza,
quero
fazer parte da semente." É uma bela semente que está
sendo
plantada aqui.
Muito obrigado, uma boa tarde. (Aplausos)
SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Muito
obrigado Raphael. O nome "seminário" é
exatamente a distribuição do sêmen ou da semente. E nós aqui fomos os semeadores.
Mas, certamente, ainda precisamos semear muito mais, porque é
necessário, sim.
Eu passo
ao Gilson, para ele fazer uma manifestação
jornalística.
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SR.
CONSELHEIRO GILSON CAMPOS – Raphael, eu vou contar mais uma
historinha aqui para você. Daniel Carneiro, ele mesmo falou,
é um exemplo de que pode haver uma integração
entre
um aeroporto e o povo. Que Daniel, ele e mais uns seis meninos viviam
indo lá no aeroporto procurando ver, ir na torre, ver os
aviões, os locais e até mesmo eu contrariando algumas das
determinações gerenciais, conseguia fazer com que o
Daniel
entrasse lá.
Mas,
antes disso, existe uma desintegração, que até
mesmo por motivos que não cabe discutir, a Infraero cortou uma
parte da visão do aeroporto, o terraço panorâmico.
Nós tivemos um terraço panorâmico com 1.100 metros
no Terminal 2. Nós tínhamos um terraço
panorâmico mínimo no velho Galeão, que vivia
lotado.
Nós tivemos o Concorde, que todas as quartas e domingos era
suficiente para lotar não só o espaço, mas, como
também restaurantes, bares e tudo.
Mas, infelizmente, por motivos de engenharia e de economicidade,
segurança, foi cortada uma parte dessa visão do
aeroporto.
Mas isso, talvez, no futuro, tenha chance.
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Mas, para você ter uma
idéia do que é esse trabalho de integração,
que já foi feito. Quando se começou a
construção do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro,
fizemos um plano de comunicação e levamos perto de 20 mil
alunos dos colégios da Ilha do Governador para conhecer o
aeroporto. Era um vai e vem, como você tem lá no
Pavão/Pavãozinho, a mesma coisa nós fizemos
lá. Levávamos todos os garotos lá, para ver os
aviões, com lanchinho às vezes, às vezes sem
lanchinho nenhum, os ônibus saíam do aeroporto e iam nas
escolas buscar, porque nós precisávamos de um apoio da
Ilha para construção do novo aeroporto, porque o
aeroporto
do Galeão era coisa antiga, velha, que era um emaranhado de
prédios que, evidentemente, foram sendo aumentados, para poder
atender a própria aviação que crescia, chegou a
crescer a 20% ao ano, você pode imaginar o crescimento de 20% ao
ano, e aí o que aconteceu? Nós obtivemos apoio da
população. Exatamente um trabalho que vocês, com
muita categoria, fazem com Criança Esperança e com os
trabalhos globais que vocês têm.
Quero
aproveitar e repetir a você, que eu nunca trabalhei no O Globo,
mas sempre tive admiração pelo Dr. Roberto e agora pelo
Dr. Roberto Irineu e por você. (Aplausos) |
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - E
prosseguindo, com essa festa da aviação, tenho a grata
satisfação de convidar agora, para que possa lhe fazer a
entrega pessoalmente do Troféu Asas da Paz, Conselho de Turismo
da CNC, na categoria Memória Viva da Aviação, a
Oswaldo Trigueiros Júnior, ex-Varig, decano da
aviação e possuidor de tantos títulos que se fosse
militar o peito estaria coberto de medalhas.
Mais que
um guerreiro Oswaldo Trigueiros é um estrategista e
alguém
que percebe as transformações antes mesmo que elas
aconteçam. (Aplausos)
Este
Troféu Asas da Paz é seu de direito. (Aplausos)
(É FEITA A
ENTREGA DO TROFÉU)
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SR.
PRESIDENTE OSWALDO TRIGUEIROS JR. - Senhores membros da
mesa, senhores presentes, senhoras.
Quero primeiro fazer uma referência ao nosso amigo João
Flávio Pedrosa.
Foi ele que construiu todo esse aparato desses seminários,
auxiliado pelo Luiz Brito Filho, que muito cooperou.
E de pronto, quando ele falou comigo, aceitei, porque achei que a
idéia era brilhante e importante para o momento.
E não foi apenas um seminário: nós fizemos oito
seminários! Um por mês! Uma coisa inédita... Isso
porque em geral se faz um seminário, vai embora e não se
faz um follow up.
Nós sempre falamos do passado, no presente e do futuro. Em
cada seminário que nós fazíamos, fazíamos
referência ao anterior e temos certeza que vamos continuar a
fazer
mais seminários. O Brigadeiro Allemander disse uma coisa muito
importante e como Presidente do Conselho de Turismo da CNC, tenho que
ratificar aqui: o suporte mais importante para o turismo é
aviação. Brigadeiro, o senhor falou muito bem. Sem
aviação não há turismo, nem interno, nem
externo. Os dois precisam da aviação. E aí
estão homens que receberam o espírito da Varig, que
estão contribuindo, vão contribuir cada vez mais.
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Quero sucesso ao meu ex-companheiro de
Varig, Paulo Henrique, sempre amigo e agora Presidente da Webjet. Tenho
certeza que a empresa será um sucesso e que vocês
vão brilhar.
Quero também dizer que no
momento nós estamos enfrentando uma crise, mas que em toda crise
há uma criatividade.
Então, quando se está na crise se cria. Crise criar. E
dizer que a aviação é muito importante para os
eventos que irão acontecer. Se não houver uma estrutura
aeroportuária, uma aviação equipada, moderna e bem
planejada, podemos fracassar, como alertou o brigadeiro. E até
nem precisamos criar nada: vamos copiar. Vejam o exemplo na Europa, na
América e em outros países. Vamos ver a estrutura como
é feita lá: a estrutura aeroportuária, a
própria malha da aviação lá fora. Como ela
está organizada...E vamos atuar da mesma maneira, com o mesmo
procedimento, com os procedimentos internacionais, para termos sucesso
nos eventos que estão próximos, pois hoje o tempo voa.
Estamos falando hoje aqui e amanhã já está
acontecendo.
Brigadeiro
Allemander, quero dizer que gostei muito da sua
apreciação, de sua exposição, e muita coisa
que eu ia falar o senhor já disse. Parabéns.
Obrigado,
parabéns ao Brito, parabéns ao meu amigo Pedrosa.
Parabéns a todos. (Aplausos) |
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - E
prosseguindo, o
nosso encerramento será bem simples.
Agradeço
a persistência de todos.
Há um pedido de manifestação do Conselheiro Harvey
Silvello.
Então
faço o seguinte: dou a palavra ao Harvey e, em seguida, encerro,
porque preciso fazer a locução final.
Em nome
do Conselho de Turismo vai fazer uso da palavra o Conselheiro Harvey
Silvello.
SR. CONSELHEIRO HARVEY JOSÉ SILVELLO
– Não poderia ser diferente e eu não poderia deixar de me
manifestar, considerando integrar o Conselho de Turismo da
Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo.
E é imprescindível ressaltar que, realmente, pelo apoio,
pela iniciativa, do nosso ilustre companheiro, nosso ilustre colega,
Oswaldo Trigueiros Júnior, ele realmente adotou as medidas que
foram por outro lado propostas pelo nosso ilustre companheiro, nosso
ilustre colega João Flávio Pedrosa.
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Quero parabenizar a você,
João Flávio, pelo seu brilhante trabalho. Em nome de
todos
os colegas, seus companheiros do Conselho de Turismo, a todos aqueles
que realmente colaboraram para você, para o desenvolvimento com
pleno sucesso que tiveram.
A todos
os agraciados, que aqui receberam as suas homenagens e a todos que
estão presentes na mesa principal.
Parabéns.
Nós todos estamos de parabéns por esse trabalho
profícuo que deve, realmente, permanecer e continuar em 2009.
Parabéns
a todos. (Aplausos)
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SR.
COORDENADOR JOÃO FLÁVIO PEDROSA - Muito
obrigado, Harvey.
Então
faço agora o encerramento deste Seminário com a
satisfação do dever semi-cumprido. Por quê?
Porque, efetivamente, ainda resta muito por fazer. Brigadeiro
Allemander, na sexta-feira, quando participei de um seminário da
Anac sobre Segurança Operacional, aceitei um novo desafio. É que a Segurança
Operacional foi trazida a este seminário apenas em poucas
passagens, já que todas as palestras tinham como fundo sempre a
segurança. Só que agora a Anac está
debruçada num grande problema. E nós todos temos
consciência de que no próximo ano sofreremos uma
auditoria,
em maio, e o Brasil não pode deixar de passar nesse teste. Me
coloco à disposição para fazermos juntos algo no
sentido de multiplicar e desenvolver algumas das tarefas gigantescas,
que exigem da Anac algo que ela não tem: estrutura de
execução. Da transição em que estava,
passou
por uma crise e, atualmente, por mais que tenha boas
intenções e caneta, ainda assim isso não vai
resolver.
É preciso que exista apoio. E desenvolvimento de outros
parceiros. Falta aí, talvez, um elemento fundamental, que
é o processo de relações públicas da ANAC
com a comunidade aeronáutica: há ainda questões de
imagem.
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Mas hoje tive a
satisfação, já comentei isso, de saber que
está trabalhando na chefia de gabinete da presidente da Anac o
Dr.Waldin Rosa de Lima, uma pessoa que estimo muito, e que já
não via há muitos anos. Como já trabalhamos
juntos,
numa certa ocasião, juntos acho que ainda teremos a
possibilidade de trabalhar pela Aviação.
E quando digo isso assim é porque, reafirmo, esse trabalho
não será necessariamente em prol de A, B ou C, mas em
prol
da Aviação.
Quero,
com essas palavras, ao dar por encerrado o Seminário Nacional de
Aviação Civil, em 2008, ensejar a que nos encontremos em
2009 para continuar este trabalho em novas discussões
temáticas.
Ao mesmo tempo quero agradecer a todos os presentes e também
àqueles que não puderam comparecer e se tornaram ausentes
no dia de hoje.
Devo dizer que a cada um de vocês, mais do que a qualquer um
outro, agradeço pelo esforço de vir debater, pelo
esforço de nos ouvir e pelo esforço que ainda teremos que
realizar.
Mais que um simples obrigado é uma afirmação de
fé na capacidade de todos os que aqui estiveram, como
palestrantes e como participantes.
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Em nome de todos os agraciados com o
Troféu Asas da Paz e a seus representantes e padrinhos, desejo a
todos um bom fim de ano, uma boa passagem de ano e que 2009 represente
para nós essa base do futuro na Aviação.
Muito obrigado. Está encerrado o
Seminário Nacional de Aviação Civil de 2008.
(Aplausos)
Encerrado às 18h55m.
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