Razões

A Crise Mundial e seus Reflexos no Brasil

Se no ano anterior as questões nevrálgicas diziam respeito a uma crise produzida sob os céus brasileiros, hoje a realidade, mais uma vez, impõe a todos uma série de reflexões, só que agora sobre a Economia em transformação.

Essa nova crise, espraiando-se por todos os continentes já afetou inúmeros setores empresariais,
ainda que, para quem viva na Aviação brasileira, nada tenha mudado muito, pois o que se percebe é a mesma sensação de adaptação aos novos processos, também sentidos na Aviação em todo o Mundo.

Porém vale lembrar que, neste momento, vários construtores aeronáuticos estão revendo suas estimativas, face aos cancelamentos de encomendas.
Tais decisões acabarão por afetar o volume do tráfego aéreo no Mundo todo, nos próximos anos.
No entanto, por estarmos próximos da nossa própria realidade, alguns comentaristas entendem que esses altos e baixos são exclusivos da Aviação Brasileira e devem ser tratados como provenientes de decisões internas.


O Movimento Asas da Paz, de modo diferente, entende que as razões para que um grupo representativo de profissionais de diferentes setores da Sociedade Brasileira pretenda realizar o prolongamento do SEMINÁRIO NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL, estão aqui concentradas em textos abertos às críticas e a estudos, em busca de sugestões e alternativas que posssam ser úteis ao debate, mas principalmente às soluções.

A proposta do Movimento Asas da Paz e do Conselho de Turismo da CNC, para que os debates do Seminário possam ser levados aos Estados, é uma atitude preventiva, para oferecer a todos as alternativas essenciais, que por sua vez contribuam para viabilizar o transporte aéreo como meio viável para uma grande parte da população do País, ainda hoje incapaz de compreender o impacto econômico que será produzido em suas vidas, com as perdas continuadas das ligações aéreas, da ineficiência da infraestrutura aeroportuária, da redução dos serviços, da queda das vendas no comércio e, principalmente, com as limitações dos fluxos distributivos de renda do turismo, penalizando todos os rincões deste nosso País.

Sem dúvida, nos anos anteriores, estivemos diante de crises repetitivas, na Aviação Brasileira, e isso afetou não apenas a imagem do País, em seu próprio território, junto à população em geral, mas também trouxe reflexos negativos ao Turismo e ao Comércio Exterior, tornando-se uma conta que se terá que pagar mais adiante.

Certas autoridades dos setores do turismo no âmbito federal, estadual e municipal, tanto quanto a que atuam no setor aéreo e no de infraestrutura aeronáutica, talvez por julgarem que os efeitos da crise econômica estejam distantes de suas próprias realidades, adotam ainda hoje uma política de não envolvimento nas grandes questões nacionais.


Os Planos Aeroviários Estaduais

As razões do Seminário se fundamentam, também, nas inúmeras solicitações encaminhadas pelos participantes do Seminário, em 2008, e por outros interessados que, por residirem distantes do local onde se realizavam as reuniões, no Rio de Janeiro, permaneceram ligados aos temas através do sistema de questionamento que foi oferecido nas páginas do site, na fase de problematização.

Foi desses questionamentos que surgiu o tema, inicialmente pelas dificuldades apresentadas por São Paulo, um dos Estados de maior malha aérea e, ainda assim, cercado de situações que precisavam ser analisadas e discutidas.

Até o advento da Lei de criação da ANAC cabia ao DAC a formulação dos Planoa Aeroviários Estaduais.
No entanto, sob a atual legislação, essa responsabilidade foi transferida a cada um dos Estados brasileiros, os quais deverão preparar seus estudos tomando como base as necessidades municipais, integradas por uma malha estadual e de acordo com os interesses de suas políticas de crescimento e desenvolvimento economico-social.

Os benefícios dessa adoção podem parecer claros, mas exigem uma conjunto de discussões entre todas as partes ora envolvidas e que no passado eram meros espectadores das operações técnicas, táticas e estratégicas do Comando da Aeronáutica, cuja missão envolvia uma coordenação nacional de todos os demais sistemas, os quais se encontram agora separados.

A Aviação e o Turismo se entrelaçam nesses planos, já que as questões de acessibilidade se tornarão mais nítidas, quanto mais profundas forem as análises que se possibilitem através do Trade Estadual, convocado a participar ativamente no levantamento dessas necessidades.

Caberá aos responsáveis estaduais pela gestão aeroportuária, bem como
às Câmaras Empresariais de Turismo, nos Estados, junto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Turismo, sempre com o apoio dos diferentes interesses empresariais das companhias aéreas, identificarem a melhor forma de organizar o seu  programa de debates do Seminário, para as reuniões nos locais próprios possam ocorrer adequadamente.

Assim, cada Estado poderá obter, através do Seminário Nacional de Aviação Civil, uma série importante de reflexões de suas próprias necessidades municipais, eliminando etapas de alto custo para encontrar as alternativas viáveis, já que, a cada reunião mensal, dirigentes e especialistas irão trocando idéias, debatendo e aprofundando esses temas tão importante para cada um e para todos os Estados e seus municípios.

O Seminário Nacional de Aviação Civil, procurando antecipar as relações entre a aplicação da Política de Aviação Civil, proposta pela Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Defesa, as ações de regulação que são formuladas pela ANAC, e os dispositivos operacionais que vem sendo utilizados pela INFRAERO, no que diz respeito às necessidades de cada Estado, procurou inserir em sua programação do ano de 2009  as carências identificadas ao longo do Seminário de 2008.

As razões do Seminário estão centradas, portanto, na promoção de um esforço coletivo e amplo, necessário para provocar uma reversão de expectativas tanto quanto aos problemas que advenham da crise internacional, quanto àqueles que derivem da ausência de uma avaliação das necessidades reais, das potencialidades emergentes e da viabilidade econômica, para que se materializem as soluções em cada Estado.
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