Palestras

Procedimentos da Metodologia no Período das Palestras

A incerteza vigente na Aviação Civil, que nunca fez bem ao setor aéreo, é resultado de uma série de problemas interligados, como vários observadores avaliam, causando uma aparente dinâmica de caráter sistêmico e permanente.
Em razão disso, vários temas poderão parecer vastos ou muito abrangentes, ensejando participações intensas de muitos interessados.

Por isso, a abordagem das Palestras, que serão apresentadas por palestrantes especialmente convidados, formará um quadro representativo da Aviação Civil.
De acordo com o Programa definido para cada uma das reuniões do Seminário, ao longo do ano de 2009, tanto na CNC, no Rio de Janeiro, quanto nos Estados, nos locais que serão previamente indicados,
as Palestras e Debates contarão com autoridades e especialistas nos respectivos temas.

Assim, o foco das questões abordadas deverá permanecer centrado em se saber como qualificar, mais uma vez, o meio mais rápido e seguro de viajar pelo Brasil, e que se transformou, nos últimos tempos, num meio que nem sempre oferece a melhor qualidade ao usuário, por diferentes razões.

Desse modo, ao final dos trabalhos do Seminário em cada Estado e ao final das reuniões centrais na Sede da CNC, no Rio de Janeiro, talvez se possa obter respostas e alternativas viáveis, para aplicação imediata e mediata, com vistas ao encaminhamento às autoridades dos diferentes setores, daquelas propostas que forem consideradas adequadas
.

Para isso, em todas as Palestras do Seminário nos Estados haverá a distribuição de  formulários, para encaminhamento à mesa, das Perguntas e Sugestões, com os quais todos os inscritos poderão se manifestar e participar, de um modo ou de outro.

Cada Pergunta deverá ser referida a um quesito apenas, sem generalidades, caracterizando a quem se destina. 
Já a Sugestão, quando encaminhada, deverá conter alguma elucidação ou alternativa, com propostas limitadas ao centro do tema, sendo considerada como uma Contribuição aquela que contiver um texto maior, fazendo alusão ao trabalho do participante.
A Contribuição deve ser previamente elaborada, com no máximo duas laudas, e deve ser encaminhada à Comissão Organizadora pelo Site, até no máximo 10 dias antes do início da respectiva reunião do Seminário.

Os trabalhos encaminhados pelo Site, sendo de autoria de interessados não presentes ao respectivo Seminário, poderão ser aceitos para referência, leitura e aproveitamento nos debates e conclusões, desde que contenham Sugestões possíveis de serem analisadas pela Comissão Organizadora, sendo, nesse caso, comunicado tal aproveitamento ao respectivo autor.

Ao final de cada reunião do Seminário, de acordo com o Programa publicado no Site, será apresentado um resumo dos trabalhos, por um dos membros da mesa, o qual levará em consideração as Contribuições, Sugestões e Questionamentos do período anterior.
Cada resumo será limitado aos temas do período e aos tempos disponíveis.

Os Palestrantes dos temas poderão se manifestar sobre cada formulário a ele dirigido, buscando a harmonia das questões debatidas.

As Palestras, debates, contribuições, sugestões e resumos ou conclusões, serão publicadas no site com as devidas referências de Palestrantes, Moderadores, Relatores, Debatedores e Patrocinadores,podendo ainda ser publicadas em outras formas e sob diferentes editorias, de acordo com as normas do Conselho de Turismo da CNC e dos interesses dos promotores das reuniões do Seminário nos respectivos Estados.

O Debate em Busca de Soluções 

O Seminário Nacional de Aviação Civil se dedicará, nas reuniões  na Sede da CNC, de acordo com as articulações entre o Movimento Asas da Paz e o Conselho de Turismo da CNC, à discussão de um Plano Aeroviário Nacional que contemple as expectativas dos Grandes Eventos aguardados pelo Brasil para os próximos anos,  estabelecendo, de forma clara, suas relações com a Política de Aviação Civil adotada pelas autoridades brasileiras e ainda de acordo com as propostas de  reformulação e de reorganização da gestão da  infraestrutura aeroportuária.

Nos Estados, o Seminário Nacional de Aviação Civil buscará debater, com os diversos interessados em cada setor, as obras de construção, manutenção e reformas de aeroportos, mesmo apontadas antes como necessárias, mas que certamente serão revistas, em função de outros investimentos que venham a ser julgados prioritários, em face à crise mundial.

Ainda que se clame por investimentos no setor do tráfego aéreo, o Seminário Nacional de Aviação Civil vai procurar, também, trazer ao debate os elementos que tornem a opinião pública nacional sensível às necessidades aeroviárias gerais, mesmo que não tenham, para o público, a mesma visibilidade que trasparece na imprensa em épocas cuja tranquilidade tenha sido afetada ou perdida, como nos recentes anos anteriores.

Os debates do Seminário, no âmbito dos Estados, permitirão assim que o aperfeiçoamento dos Planos Aeroviários Estaduais, ora preconizado, demonstre ao público as relações existentes entre os diversos setores, servindo ainda para explanar aos representantes da mídia, em geral, que tais investimentos estão sendo conduzidos de forma transparente e adequada, em benefício de toda a população.

É necessário que se discutam, no Seminário, sugestões e medidas que tornem mais ágeis as decisões das autoridades envolvidas, pondo em prática as alternativas do interesse público. Afinal, serão essas autoridades, em seus diversos graus hieráquicos, civis e militares, que poderão reconhecer quaisquer demonstrações de fragilidade no desempenho operacional, administrativo, do controle do tráfego aéreo ou na gestão aeroportuária.

Para os setores do Turismo e da Aviação, a convergência nesses debates consolidará as formas adequadas dos macro-planejamentos em âmbito municipal, estadual e federal, permitindo às autoridades contarem, portanto, com indicativos mais precisos das necessidades polarizadas e, com isso, aperfeiçoarem, como conseqüencia, suas ações públicas em benefício da população.

Apresentação de Questões aos Palestrantes

Quem deseja ou precisa viajar de avião, partindo de um Município afastado, já pensa nas situações difíceis que terá que enfrentar.
Se dos grandes centros do país surge a preocupação com possíveis cancelamentos de vôo, ou atrasos no embarque, nas demais cidades existe, por vezes, a certeza de que não haverá vôo.

Se por um lado há reclamações quanto aos recursos do setor aéreo serem mal administrados, sem que se conheçam as razões de forma clara, por outro, mais de 80% dos aeroportos brasileiros demonstram não terem estrutura para atender a atual demanda.

Quase cinquenta e três anos depois do primeiro pouso oficial numa simples pista de terra em Brasilia, num Centro-Oeste ainda por desbravar, o movimento de passageiros no País cresceu em ritmo acelerado.

No entanto, sem o investimento oficial em infra-estrutura de controle aéreo, equipamentos e formação de equipes, sem a adequada cobertura da Aviação que se instalou no território nacional, torna-se impossível que todas as regiões possam seguir seu crescimento econômico com a mesma proporcionalidade necessária.


Nos anos 1970 optou-se por criar um sistema único para controlar tanto a aviação civil quanto a militar, a cargo do então Ministério da Aeronáutica.
Atualmente sob a responsabilidade direta do Ministério da Defesa, a Aviação passou por uma dicotomia, ficando em parte subordinada ao Comando da Aeronáutica e em parte afeta à Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC.

Além dessa dicotomia estrutural do modelo brasileiro, a Aeronáutica  não administra, nem opera mais, em regime de comando único, os 67 Aeroportos Brasileiros, sendo essa função de competência da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO, também subordinada ao Ministério da Defesa.

Sendo a ANAC uma organização criada sobre os trabalhos antes realizados pelo DAC, que era um órgão militar,
tem como finalidade regular e fiscalizar as atividades de Aviação Civil e da infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária.

A ANAC
ainda se encontra em processo de implantação e ajustes, tanto por questões políticas, quanto por questões técnico-administrativas e operacionais, tendo sofrido transformações recentes, em função desses aperfeiçoamentos.

Mesmo assim, algumas vozes já se levantam, no Governo Federal, para defender o retorno dos militares para as ações gerais relativas à Amazônia, em função do que se percebeu ser uma deficiência no modelo, ora em implantação, de um órgão civil para a regulação de todo os fatos relativos à Aviação Civil.

Tal questionamento servirá, também, para fortalecer o nível dos debates e as propostas deverão passar por um entendimento de que as ações, se civis ou militares, serão, mais que isso, de brasileiros, pretendendo esse sentido de nacionalismo interpretar os demais fatos, quer da malha aérea, do controle do espaço e da infraestrutura aeroportuária como partes de uma só Política Nacional de Aviação Civil.

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