| Espaço
Musical |
Notas Anteriores Nº 01/2005 |
Tudo
bem, Amarilda?
Quando você
fala em falta de programação musical
nas teves deve estar se referindo a programas eruditos, com certeza,
por ser uma pianista aí das Alterosas. Mas existem sim programas
considerados nobres, geralmente da linha das teves educativas ou das
emissoras e repetidoras que possuam uma grade com inclusão de
música clássica. Realmente, contam-se nos dedos, mas
existem. Do outro lado, a programação musical da
televisão comercial brasileira acompanha uma tendência da
massificação. Isso quer dizer que os programas trabalham
com faixas de audiência e respostas publicitárias. Como
produzir um programa sem anunciante? Como oferecer ao anunciante um
programa sem público? Essa equação é
complicada, pois passa pelo sentido da Educação Musical,
coisa perdida no tempo desde Villa-Lobos, que introduziu os estudos de
Canto Orfeônico nas escolas, contrariando os radicais da
época. Talvez até por isso a música tenha tido
pouco espaço na formação educacional do povo
brasileiro. Tudo que é imposto gera uma certa revolta,
principalmente quando os demais pilares da Cultura não
estão bem alicerçados. A Televisão, como filha que
foi do Rádio, ainda em seus primeiros anos de vida mantinha
intensa programação musical. Reviver esses tempos,
inclusive dos grandes Festivais, é a nossa pretensão,
desde que as emissoras tenham o interesse. Nada imposto. E sem culpas,
tá bem?
Mande mais
colaborações e perguntas.
João
Flávio Pedrosa
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Grande
Maurício de Alencar,
Pode mandar seu
repertório de música pantaneira "de
verdade", que a gente divulga. Quando o violeiro do Pantanal chora nas
cordas, tira um som que não iguala com nenhum outro.
Não é trinado de pássaro, não é o
cantar das carroças de bois, não é o som da
guampa chamando o gado. É mais que isso e é tudo isso. Eu
tenho, caro Maurício, um cd que me foi oferecido pelo SESC
Nacional, numa das reuniões do Conselho de Turismo da
Confederação Nacional do Comércio, ao qual tenho a
honra de pertencer. Pois nesse cd produzido pelo SESC Pantanal, eu me
deleito com a "RAPSÓDIA PANTANEIRA" para Viola de Cocho, Viola
de Arame e Orquestra, com músicas maravilhosas compostas pelo
Wagner Campos. Nesse cd , gravado nos estúdios da Duplicasom e
Honey Pie, no Rio de Janeiro, ele reuniu nove músicas
pantaneiras uma mais melodiosa que a outra. "Brincar de Viola",
"Tocando a Lavoura", "No rasqueado"... A minha preferida é
"Amanhecendo campos e homens ", uma verdadeira alvorada pantaneira com
6:01 minutos de sons tirados da viola com a maestria de quem vive na
corda.
Se você
quiser espaços para sua música de viola,
vamos divulgar aqui.
Quero estar
ouvindo, em breve, essas cordas cantando o Pantanal.
Um abraço
para o pessoal de Miranda, entrada da transpantaneira,
caminho do paraíso.
João
Flávio Pedrosa
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Olá
Feliciana
Mazzarini,
Sua pergunta
é a mesma de centenas de músicos que
pretendem um
espaço numa Orquestra, seja no Rio de Janeiro, em Londres ou
Viena. É um caminho longo, penoso e de
articulações. Estude os programas de solistas, como
início desse caminho. Individualmente são mais
fáceis de compreender, pois você pode saber onde as
apresentações
estão acontecendo. Lá estão as Orquestras.
Lá também estão os contratantes, os maestros, os
ensaiadores, os
descobridores de talentos.
E quando essa fase
acontece, muita água já passou embaixo
da ponte. Na sua cidade, Gramado, todo ano é realizado um grande
Festival de Cinema. Procure se relacionar com os organizadores da
mostra para incluir algumas obras de sua interpretação
como Violinista. O toque do arco nas cordas produzirá o efeito
que você deseja. O som vai fazer com que alguém nessa
platéia de diretores, artistas e produtores musicais, perceba o
quanto você consegue passar a eles de maviosidade em Violino.
As
aproximações virão depois dos aplausos. E eles
poderão, mais tarde, se repetir ao longo de toda a sua
carreira, em muitas cidades do Brasil e do Mundo.
Então, com
certeza, ao longo desse caminho, alguma Orquestra no
Rio de Janeiro e de
outras partes do Brasil, já ouvindo o seu nome com outra
sonoridade artística de virtuose, vai desejar
ter as suas apresentações contratadas.
Muito sucesso e
continue conosco, visitando e dando suas
opiniões. Quem sabe algum maestro queira ouvi-la logo?
João
Flávio Pedrosa
Festival das
Canções do Mar
Coordenador
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Prezados amigos,
Estamos desenvolvendo um
movimento que tem a música como
elemento chave de articulação da sociedade civil carioca.
Nosso objetivo é
simples: fazer alguma coisa em prol da cidade do Rio de Janeiro.
Criamos inicialmente a
Comunidade de Prática da Música-
CPM,
na Incubadora Cultural da PUC - Rio onde as pessoas que se interessam
pelo Rio
e pela música, pelo turismo, possam REALIZAR alguma coisa, sem
muito
bla-bla-blá, sem politicagem, somente com o espírito de
revitalizar nossa
cidade. A intenção é de criar outras Comunidades
de Prática: do teatro, do
cinema, das artes plásticas, do livro, etc.
Para isto, e sem
bla-bla-blá nosso grupo (aberto a qualquer
um que queira se inserir) programou a Semana Nacional do Choro, onde se
comemora o centenário de Pixinguinha, um carioca da gema.
Atachado envio uma carta
convite de adesão para todos os
indivíduos interessados em participar:
artistas de todas as áreas, pessoas, entidades.Como participar?
É
simples. Leia a carta e envie seu e-mail
de adesão. Queremos criar um clima musical
em todos os cantos do Rio,
quem sabe do Brasil.Aguardamos sua resposta e
participação. Passe para frente
esta mensagem se achar legal.
Abraços,
Alfredo Laufer
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Olá
Alfredo
Laufer, meu companheiro de Conselho de Turismo da CNC,
Sem
blá-blá-blá, está aí o seu
recado para a divulgação da Comunidade de Prática
da Música, magnífica iniciativa na Incubadora Cultural da
PUC-Rio.
Para a turma conhecer
melhor, inclusive os dados de e-mail, aí
vai o link para o arquivo que você anexou.(clique
aqui)
O centenário de
Pixinguinha merece todo esse esforço para
congregar pessoas que apreciam a boa música, resgatando aquela
sensação tão agradável que é ser
carioca, no Rio de Janeiro.
Conte conosco e
Um forte abraço,
João Flávio
Pedrosa
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