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Histórico
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Nos estudos
necessários à formação Náutica, seja
Profissional ou Amadora, o
estudante interessado geralmente encontra dificuldade em conciliar a
ausência de uma embarcação, própria para
seus treinamentos, com a
própria dificuldade de compreender o conteúdo das
publicações, já por
si mesmas construídas com o uso do jargão marinheiro.
A primeira
idéia de formar uma Escola Civil de Náutica, com material
didático específico para a formação
marinheira e dedicada ao Esporte e Recreio e ao Turismo Náutico,
surgiu então em meados de 1993.
As
publicações disponíveis, à época,
de alta qualidade técnica, como o eficiente "Navegar é
Fácil" do Comandante Geraldo Miranda de Barros, até hoje
obra indispensável para estudo e consulta na
formação, não
propiciavam ao aluno, e nem poderiam, a parte de práticas de mar
para permitir a
fixação do seu volumoso conteúdo.
Em
relação ao material
audiovisual de apoio nas Escolas então existentes, nada mais que
algumas apostilas e as indispensáveis cartas náuticas
para a formação
de Mestre. Até mesmo a DPC -Diretoria de Portos e Costas
dispunha
apenas de um
conjunto de videos dedicado à habilitação de
Pescadores.
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A
Base
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Foi quando o
Comandante João Flávio Pedrosa vislumbrou na
comunicação pela Televisão a possibilidade de
ampliar a difusão dos conhecimentos de marinharia tão
necessários para que fosse recuperada a confiança e o
gosto da opinião
pública pelo mar.
É bom frisar que naquela época ainda estava recente, na
memória de
todos, a tragédia do Bateau Mouche e eram aquelas imagens que
projetavam suas
conseqüências para o Turismo Náutico, com ampla
incidência sobre as atividades do Esporte e Recreio.
Esse
estado de desalento se evidenciava tanto no abandono dos equipamentos
náuticos,
quanto nas citações de preocupação ou
mêdo, produzindo uma retração de negócios e
um afastamento da esperança de se poder qualificar o setor, como
ele requer.
Com
sua
experiência em Treinamento e Comunicação, trazida
de muitos anos na Administração Pública como
Assessor de Ministros de
Estado, Coordenador do Programa de Ação Cultural no MEC,
que deu origem
à FUNARTE e ao Ministério da Cultura, à frente de
órgãos como o Centro
de
Seleção e Treinamento da Prefeitura do Distrito Federal,
hoje Instituto de Recursos Humanos do GDF, além de ter sido
Professor do Centro de Aperfeiçoamento do DASP, Gerente de
Treinamento do SERPRO e palestrante em diversas
outras organizações e empresas, o
Comandante João Flávio Pedrosa já havia reunido
essa gama de
experiências para aproveitalas nas exposições
fotográficas pelo
Ministério da Relações Exteriores e na
produção de filmes didáticos e
institucionais, inclusive voltados para o Esporte e para o Turismo.
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A
Visão
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Considerando
que para o estudante das matérias necessárias à
prática do Esporte e
Recreio e do Turismo Náutico é importante possuir uma
visualização
clara, decidiu então
preparar um
Programa de Televisão intitulado "Oceanos&Viagens". Reuniu
uma
equipe de produção de video e preparou os primeiros
capítulos
de uma série para ser veiculada pela TV Bandeirantes, na qual
reunia
assuntos que
permitiram, com a gradualidade da preparação de uma
viagem de veleiro -
o Blue Bird, recompor aquela imagem da Náutica desejável
para sua
expansão.
Ao mesmo tempo,
aproveitou o espaço televisivo para abordar assuntos
que contribuiram para firmar as esperanças de um
retorno da força da Marinha Mercante Brasileira, que acabara de
sofrer um duro golpe com o corte no seu Fundo, transformando o programa
numa janela para as diferentes relações do espectador com
o mar.
O
programa "Oceanos&Viagens" foi lider de audiência em seu
horário,
nos
sábados pela manhã, quando a própria TV Globo, que
mantinha a TV Colosso, nem se preocupava, ainda,
com o antigo traço de audiência da Bandeirantes e essa
força consistia
na linguagem diferente e didática, tendo uma
preocupação em também
atingir as menores idades, com informações
preparatórias, aulas de
vela, mapas de tesouro, visitas a estaleiros onde se construiam os
navios brasileiros, testes com lanchas e veleiros, histórias do
mar e
muito mais.
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O
Nascimento
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Reunindo um
grupo de aficcionados pela Náutica nas dependências da
Loja da Promar,
empresa do antigo Grupo Mesbla, o Comandante Pedrosa constituiu com
esses amigos a Sociedade Náutica Brasileira - SNB, criando
em seus
estatutos, a figura da Escola Civil de Náutica, além do
BoatClub do
Brasil e do Fundo Náutico Brasileiro, elementos
indispensáveis às
idéias de desenvolvimento que antevia para o setor.
Eram
12:30 horas do dia 12, do mês de outubro, do ano de 1994, quando
finalmente o Estatuto foi considerado lido e aprovado, dando
início à
verdadeira História da Escola Civil de Náutica.
Desde
então as vidas da Escola Civil de Náutica - ECN e da
própria Sociedade
Náutica Brasileira - SNB correm juntas, tendo sido
responsáveis por um
grande número de missões e êxitos na
preparação
adequada de todos aqueles que desejaram, ao longo desses
anos, se capacitarem para o mar ou se aperfeiçoarem na arte de
navegar.
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Visão
Histórica
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A Diretoria
de Portos e Costas, desejando produzir um material audiovisual
compatível com a necessidade de dar uma só linguagem a
toda a formação
inicial do Aquaviário, lançou edital para a
produção de roteiros e
posteriormente dos vídeos, tendo a SNB, com o apoio da ECN, sido
convocada pela empresa ganhadora para a execução dos
trabalhos e sua
finalização.
Durante
mais de dez anos esse material serviu à preparação
dos
Aquaviários, tendo sido realizadas milhares de cópias
para distribuição
pela DPC às Capitanias, Agências e Delegacias de todo o
Brasil,
inclusive sendo útil no apoio à
alfabetização das populações da
Amazônia, onde a embarcação faz parte da vida de
todos, desde suas
menores idades.
Da História
da ECN constam Cursos de Arrais, Mestre e Capitão Amador,
Cursos de Turismo Náutico, Práticas de Mar para
Profissionais
Aquaviários, Cursos para Promoção do Turismo
Náutico, Especiais para
Engenheiros Navais em Turismo Náutico e vários outros.
Em
resumo, o desenvolvimento desses trabalhos, a verdadeira
História da
Escola Civil de Náutica, garantiu a prática marinheira a
muitos e o
emprego a todos os profissionais que passaram pela ECN, tendo sido
oferecido a cada um deles os seus respectivos Certificados de
término
de Curso, inclusive com suas notas e as milhas navegadas, para a
formação do Histórico Individual do Aluno.
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