Escola Civil de Náutica
Departamento Educacional da
Sociedade Náutica Brasileira - SNB

Criada em 1994  para preparar Comandantes

       
Histórico
Nos estudos necessários à formação Náutica, seja Profissional ou Amadora, o estudante interessado geralmente encontra dificuldade em conciliar a ausência de uma embarcação, própria para seus treinamentos, com a própria dificuldade de compreender o conteúdo das publicações, já por si mesmas construídas com o uso do jargão marinheiro.

A primeira idéia de formar uma Escola Civil de Náutica, com material didático específico para a formação marinheira e dedicada ao Esporte e Recreio e ao Turismo Náutico, surgiu então em meados de 1993.

As publicações disponíveis, à época, de alta qualidade técnica, como o eficiente "Navegar é Fácil" do Comandante Geraldo Miranda de Barros, até hoje obra indispensável para estudo e consulta na formação, não propiciavam ao aluno, e nem poderiam, a parte de práticas de mar para permitir a fixação do seu volumoso conteúdo.

Em relação ao material audiovisual de apoio nas Escolas então existentes, nada mais que algumas apostilas e as indispensáveis cartas náuticas para a formação de Mestre. Até mesmo a DPC -Diretoria de Portos e Costas dispunha apenas de um conjunto de videos dedicado à habilitação de Pescadores.
A Base
Foi quando o Comandante João Flávio Pedrosa vislumbrou na comunicação pela Televisão a possibilidade de ampliar a difusão dos conhecimentos de marinharia tão necessários para que fosse recuperada a confiança e o gosto da opinião pública pelo mar. É bom frisar que naquela época ainda estava recente, na memória de todos, a tragédia do Bateau Mouche e eram aquelas imagens que projetavam suas conseqüências para o Turismo Náutico, com ampla incidência sobre as atividades do Esporte e Recreio.

Esse estado de desalento se evidenciava tanto no abandono dos equipamentos náuticos, quanto nas citações de preocupação ou mêdo, produzindo uma retração de negócios e um afastamento da esperança de se poder qualificar o setor, como ele requer.

Com sua experiência em Treinamento e Comunicação, trazida de muitos anos na Administração Pública como Assessor de Ministros de Estado, Coordenador do Programa de Ação Cultural no MEC, que deu origem à FUNARTE e ao Ministério da Cultura, à frente de órgãos como o Centro de Seleção e Treinamento da Prefeitura do Distrito Federal, hoje Instituto de Recursos Humanos do GDF, além de ter sido Professor do Centro de Aperfeiçoamento do DASP, Gerente de Treinamento do SERPRO e palestrante em diversas outras organizações e empresas, o Comandante João Flávio Pedrosa já havia reunido essa gama de experiências para aproveitalas nas exposições fotográficas pelo Ministério da Relações Exteriores e na produção de filmes didáticos e institucionais, inclusive voltados para o Esporte e para o Turismo.
A Visão
Considerando que para o estudante das matérias necessárias à prática do Esporte e Recreio e do Turismo Náutico é importante possuir uma visualização clara, decidiu então preparar um Programa de Televisão intitulado "Oceanos&Viagens". Reuniu uma equipe de produção de video e preparou os primeiros capítulos de uma série para ser veiculada pela TV Bandeirantes, na qual reunia assuntos que permitiram, com a gradualidade da preparação de uma viagem de veleiro - o Blue Bird, recompor aquela imagem da Náutica desejável para sua expansão.

Ao mesmo tempo, aproveitou o espaço televisivo para abordar assuntos que contribuiram para firmar as esperanças de um retorno da força da Marinha Mercante Brasileira, que acabara de sofrer um duro golpe com o corte no seu Fundo, transformando o programa numa janela para as diferentes relações do espectador com o mar.

O programa "Oceanos&Viagens" foi lider de audiência em seu horário, nos sábados pela manhã, quando a própria TV Globo, que mantinha a TV Colosso, nem se preocupava, ainda, com o antigo traço de audiência da Bandeirantes e essa força consistia na linguagem diferente e didática, tendo uma preocupação em também atingir as menores idades, com informações preparatórias, aulas de vela, mapas de tesouro, visitas a estaleiros onde se construiam os navios brasileiros, testes com lanchas e veleiros, histórias do mar e muito mais.
O Nascimento
Reunindo um grupo de aficcionados pela Náutica nas dependências da Loja da Promar, empresa do antigo Grupo Mesbla, o Comandante Pedrosa constituiu com esses amigos a Sociedade Náutica Brasileira - SNB, criando  em seus estatutos, a figura da Escola Civil de Náutica, além do BoatClub do Brasil e do Fundo Náutico Brasileiro, elementos indispensáveis às idéias de desenvolvimento que  antevia para o setor.

Eram 12:30 horas do dia 12, do mês de outubro, do ano de 1994, quando finalmente o Estatuto foi considerado lido e aprovado, dando início à verdadeira História da Escola Civil de Náutica.

Desde então as vidas da Escola Civil de Náutica - ECN e da própria Sociedade Náutica Brasileira - SNB correm juntas, tendo sido responsáveis por um grande número de missões e êxitos na preparação adequada de todos aqueles que desejaram, ao longo desses anos, se capacitarem para o mar ou se aperfeiçoarem na arte de navegar.
Visão Histórica
A Diretoria de Portos e Costas, desejando produzir um material audiovisual compatível com a necessidade de dar uma só linguagem a toda a formação inicial do Aquaviário, lançou edital para a produção de roteiros e posteriormente dos vídeos, tendo a SNB, com o apoio da ECN, sido convocada pela empresa ganhadora para a execução dos trabalhos e sua finalização.

Durante mais de dez anos esse material serviu à preparação dos Aquaviários, tendo sido realizadas milhares de cópias para distribuição pela DPC às Capitanias, Agências e Delegacias de todo o Brasil, inclusive sendo útil no apoio à alfabetização das populações da Amazônia, onde a embarcação faz parte da vida de todos, desde suas menores idades.

Da História da ECN constam Cursos de Arrais, Mestre e Capitão Amador, Cursos de Turismo Náutico, Práticas de Mar para Profissionais Aquaviários, Cursos para Promoção do Turismo Náutico, Especiais para Engenheiros Navais em Turismo Náutico e vários outros.

Em resumo, o desenvolvimento desses trabalhos, a verdadeira História da Escola Civil de Náutica, garantiu a prática marinheira a muitos e o emprego a todos os profissionais que passaram pela ECN, tendo sido oferecido a cada um deles os seus respectivos Certificados de término de Curso, inclusive com suas notas e as milhas navegadas, para a formação do Histórico Individual do Aluno.

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